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Transporte de soja e milho segue aquecido na Bahia, com alta nas movimentações logísticas

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O aumento no fluxo de milho foi o principal motor do aquecimento da logística da região Nordeste, especialmente no Estado da Bahia, onde o escoamento da soja e do milho continua em alta. A seguir, destacamos os principais fatores que influenciaram o transporte de grãos na Bahia, com foco nas variações nos fretes e no impacto do mercado externo.

Alta no transporte de milho e soja

O transporte de grãos na Bahia teve um desempenho variado, com destaque para o aumento do fluxo logístico na região Nordeste (Sealba), impulsionado pela maior comercialização do milho. A alta nas movimentações reflete a demanda crescente por grãos devido ao aumento no preço do milho, especialmente após a frustração da safra no Centro-Norte do Estado, que resultou na necessidade de abastecimento para pecuaristas e granjeiros.

Na região do Extremo Oeste, que integra o Matopiba, o escoamento da soja se manteve estável, com os grãos sendo direcionados aos portos. O fluxo logístico também se manteve equilibrado em Luís Eduardo Magalhães, onde o transporte de soja continuou intenso, complementado pelos fretes de retorno com fertilizantes.

Fretes estáveis e valorização do milho

Na praça de Irecê, os fretes se mantiveram estáveis, principalmente no transporte de mamona. Já em Paripiranga, os fretes registraram alta para todos os destinos pesquisados, refletindo a valorização do milho e a consequente movimentação do estoque da safra passada. O aumento no preço do grão estimulou os produtores a comercializarem o milho estocado em silos bolsa, uma ação necessária para o custeio do plantio da safra 2024/25.

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O relatório da Conab aponta que a dificuldade de acesso ao crédito agrícola também tem pressionado os produtores, levando-os a utilizar recursos próprios para garantir o financiamento de suas atividades. Com a necessidade de capital para a nova safra, a comercialização do milho tem sido uma prioridade para muitos produtores.

Exportação de grãos e impacto do mercado externo

No mercado externo, o desempenho das exportações do complexo soja, milho e algodão registrou uma queda de 4,9% em março, em comparação com fevereiro. Essa redução foi impulsionada principalmente pelas quedas nas exportações de algodão e milho, relacionadas ao término dos estoques da safra passada.

A soja, por outro lado, teve um bom desempenho nas exportações, com um aumento de 1,9% em março sobre fevereiro e de 13,4% em relação ao mesmo mês de 2024. A valorização do dólar e a supersafra explicam o bom desempenho da soja, que teve 94% de seu volume exportado pelo Porto de Salvador, com o restante escoado pelo Porto de São Luís.

Desempenho das exportações de milho e algodão

As exportações de milho, no entanto, foram reduzidas, com um volume de apenas 7 toneladas exportadas, todas pelo Porto de São Luís. Já o algodão teve uma queda de 24% nas exportações em relação a fevereiro e uma redução de 15% em comparação com o mesmo mês de 2024. A diminuição nas exportações de algodão está relacionada ao esgotamento dos estoques e à antecipação das vendas devido à alta do dólar.

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Em termos de destinos, 78% das exportações de algodão saíram pelo Porto de Santos, 18% pelo Porto de Salvador e 4% por outros terminais, segundo os dados da Conab.

O transporte de grãos na Bahia segue aquecido, com destaque para o milho e a soja, que continuam movimentando a logística da região. O aumento no preço do milho tem impulsionado a demanda interna, enquanto a soja segue como destaque nas exportações, beneficiada pela supersafra e pela valorização do dólar. A dinâmica do mercado externo, especialmente as quedas nas exportações de algodão e milho, também reflete as variações no fluxo logístico, enquanto a situação do crédito agrícola continua sendo um fator importante para o planejamento dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Incêndios em propriedades rurais: como produtores podem se proteger de prejuízos e evitar responsabilizações legais

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Os incêndios em propriedades rurais seguem entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro, especialmente durante o período de estiagem. Além dos danos ambientais e econômicos, o avanço das chamas pode gerar questionamentos legais e investigações sobre a origem do fogo, tornando indispensável que o produtor rural adote medidas rápidas para documentar os fatos e resguardar seus direitos.

O fogo compromete lavouras, pastagens, reservas ambientais, estruturas da fazenda, máquinas, rebanhos e a própria qualidade do solo. Em muitos casos, os prejuízos ultrapassam a área atingida pelas chamas e podem impactar a produtividade por várias safras.

Segundo o vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja Mato Grosso, Nathan Belusso, ainda existe uma percepção equivocada de que os produtores rurais são os principais responsáveis pelos incêndios registrados no campo.

“A realidade é justamente o contrário. O produtor rural está entre os maiores prejudicados pelos incêndios, que destroem matéria orgânica, reduzem a fertilidade do solo, comprometem a produtividade e colocam em risco pessoas, animais e patrimônios”, destaca.

Produtores investem em prevenção e combate ao fogo

Nos últimos anos, produtores rurais têm ampliado os investimentos em ações preventivas para reduzir os riscos de incêndios. Entre as principais medidas estão a formação de brigadas internas, aquisição de tanques de água, manutenção de aceiros, treinamento de equipes e integração com órgãos de combate ao fogo.

Mesmo com esses investimentos, situações de incêndio podem ocorrer devido às condições climáticas extremas típicas da estação seca, marcadas por altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e ocorrência de descargas elétricas naturais.

Diante de uma ocorrência, especialistas recomendam que o produtor adote imediatamente procedimentos que possam comprovar sua condição de vítima e demonstrar as ações realizadas para conter o avanço das chamas.

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Boletim de ocorrência e ata notarial fortalecem a defesa do produtor

Entre as principais orientações está o registro formal da ocorrência junto aos órgãos competentes por meio de um boletim de ocorrência (BO), detalhando informações como local, data, horário e possíveis circunstâncias do incêndio.

Outra medida considerada importante é a elaboração de uma ata notarial em cartório. O documento registra oficialmente a situação encontrada na propriedade após o incidente, servindo como prova em eventuais processos administrativos ou judiciais.

De acordo com Belusso, a documentação adequada pode evitar acusações indevidas relacionadas a crimes ambientais.

“É fundamental registrar a ocorrência e reunir provas sobre os danos e as circunstâncias do incêndio. Esse conjunto de informações ajuda a demonstrar que o produtor também foi afetado pelo episódio e adotou as medidas cabíveis para minimizar os impactos”, afirma.

Fogo destrói anos de investimentos em conservação do solo

Os prejuízos provocados pelos incêndios vão muito além da vegetação atingida. O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé da Aprosoja Mato Grosso, Yuri Nunes Cervo, relata que vivenciou uma das maiores ocorrências da região em 2020, quando as chamas avançaram por extensas áreas de reserva ambiental.

Segundo ele, o combate mobilizou equipes durante vários dias consecutivos, exigindo o uso de abafadores, bombas costais, caminhonetes com reservatórios de água e diversos equipamentos para conter o fogo em áreas de mata fechada.

O produtor destaca que o incêndio compromete anos de investimentos realizados para melhorar a qualidade do solo e aumentar a sustentabilidade da produção.

Práticas como plantio consorciado, cobertura vegetal, integração lavoura-pecuária e utilização de insumos biológicos sofrem impactos significativos quando a matéria orgânica é consumida pelas chamas.

“O fogo elimina parte importante da microbiota do solo, reduz a ciclagem de nutrientes, compromete a retenção de umidade e afeta diretamente fatores que influenciam a produtividade agrícola”, explica.

Além das perdas produtivas, incêndios também representam riscos para trabalhadores, animais, instalações, galpões, alojamentos e residências localizadas dentro das propriedades rurais.

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Produção de provas é essencial após o incêndio

Após controlar as chamas, especialistas recomendam que o produtor reúna o máximo possível de evidências relacionadas ao ocorrido.

Fotografias, vídeos, registros das equipes de combate, laudos técnicos, testemunhos e documentos oficiais podem ser fundamentais para esclarecer a origem do incêndio e comprovar as medidas adotadas para contenção do fogo.

A organização dessas informações contribui para a defesa jurídica do produtor em eventuais investigações e processos relacionados ao episódio.

Prevenção continua sendo a melhor estratégia

Embora o registro documental seja importante após uma ocorrência, a prevenção segue como a principal ferramenta para evitar prejuízos.

Capacitação de equipes, manutenção de brigadas, monitoramento constante das áreas rurais, construção de aceiros e parceria com o Corpo de Bombeiros estão entre as práticas mais recomendadas para reduzir os riscos durante o período de seca.

Para os representantes da Aprosoja Mato Grosso, a preservação ambiental e a proteção das áreas produtivas são prioridades para quem depende da terra como fonte de renda e desenvolvimento.

Em um cenário de aumento das temperaturas e maior incidência de eventos climáticos extremos, investir em prevenção, preparo operacional e segurança jurídica tornou-se uma necessidade estratégica para garantir a sustentabilidade das atividades agropecuárias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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