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Queda nos preços de óleos vegetais reacende debate sobre aumento da mistura de biodiesel no Brasil

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Queda nos preços pode viabilizar aumento da mistura para 15%

A recente retração nos preços de óleos vegetais cria um ambiente favorável para que o Brasil eleve a mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 14% para 15%, conforme afirmou nesta segunda-feira (15) o diretor de economia e assuntos regulatórios da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Amaral.

Decisão anterior do CNPE considerou impacto sobre preços dos alimentos

Em fevereiro, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu manter a proporção da mistura em 14%, alegando preocupação com possíveis impactos nos preços dos alimentos — fator que poderia afetar negativamente a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um contexto de queda nos índices de aprovação.

Cenário de 2023 pressionou inflação e limitou avanços

Durante o segundo semestre de 2023, o aumento nos preços dos óleos vegetais coincidiu com os esforços do governo para conter a inflação, que chegou a 5,48% nos 12 meses até março deste ano. A meta estipulada pelo Banco Central, no entanto, é de 3%.

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Condições de mercado já permitem avanço, diz Abiove

Agora, com a regularização das condições de oferta e demanda no mercado internacional, os preços dos óleos vegetais vêm recuando. Para Amaral, este novo cenário elimina os principais entraves para a elevação da mistura de biodiesel. “As condições já estão dadas para isso, a indústria tem capacidade instalada, estamos aumentando o esmagamento, tudo isso já está dado”, destacou o executivo, durante evento da Abiove em São Paulo.

Segundo ele, a decisão depende exclusivamente do governo federal: “Esperamos que essa medida seja implementada o mais rapidamente possível.”

Governo ainda não se posicionou oficialmente

Até o momento, o Ministério de Minas e Energia não respondeu aos pedidos de posicionamento oficial sobre o tema.

Abiove descarta impacto negativo ao consumidor

De acordo com Amaral, a Abiove sempre sustentou que um aumento na demanda por biodiesel não pressionaria os preços ao consumidor final. Ele ressalta que o encarecimento dos óleos vegetais no início deste ano foi provocado por fatores externos, como a desvalorização cambial e problemas nas safras de palma na região do Sudeste Asiático. “Foram questões fora do Brasil”, pontuou.

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Previsão de crescimento nas vendas foi revista após decisão do CNPE

Após a decisão do CNPE de manter a mistura em 14%, a consultoria StoneX revisou sua projeção de crescimento das vendas de biodiesel. A estimativa foi reduzida de 1,2 milhão para 600 mil metros cúbicos — uma queda de 50%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde histórico e somam US$ 16,6 bilhões em abril

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O agronegócio brasileiro registrou novo recorde nas exportações em abril de 2026. As vendas externas do setor somaram US$ 16,65 bilhões, maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.

O resultado representa crescimento de 11,7% em relação a abril de 2025 e reforça a força do agro brasileiro no comércio internacional. O setor respondeu por 48,8% de todas as exportações brasileiras no período.

No acumulado de janeiro a abril, o agronegócio alcançou US$ 54,6 bilhões em exportações, estabelecendo também recorde histórico para o primeiro quadrimestre.

Volume exportado cresce e superávit do agro chega a US$ 15 bilhões

Além do avanço em receita, o volume exportado pelo agronegócio brasileiro aumentou 9,5% na comparação anual. O preço médio dos produtos embarcados também apresentou alta de 2,1%.

As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,62 bilhão em abril, recuo de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com isso, o setor fechou o mês com superávit comercial de aproximadamente US$ 15 bilhões.

O desempenho ocorre em um cenário internacional marcado pela valorização da segurança sanitária, da regularidade no fornecimento e da capacidade de entrega, fatores que fortalecem a competitividade do Brasil nos mercados globais.

China lidera compras do agro brasileiro

A China permaneceu como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro em abril, com compras de US$ 6,6 bilhões e participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor.

O volume representa crescimento de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025.

A União Europeia apareceu na segunda posição, com US$ 2,36 bilhões em compras e participação de 14%, avanço de 8,7% na comparação anual.

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Os Estados Unidos ocuparam a terceira colocação, com US$ 1 bilhão exportado, apesar da queda de 16,8% em relação a abril do ano passado.

Soja lidera exportações e bate recorde de volume embarcado

A soja em grãos manteve a liderança entre os produtos exportados pelo agronegócio brasileiro. As vendas externas chegaram a US$ 6,9 bilhões em abril, crescimento de 18,8% sobre 2025.

O volume embarcado atingiu 16,7 milhões de toneladas, alta de 9,7% e recorde histórico para meses de abril.

O resultado acompanha a safra recorde de soja do ciclo 2025/2026, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento, além da valorização de 8,4% no preço médio da commodity.

Carne bovina brasileira alcança desempenho histórico

A carne bovina in natura também apresentou resultado histórico nas exportações brasileiras.

As vendas externas somaram US$ 1,6 bilhão em abril, crescimento de 29,4% em relação ao mesmo período de 2025. O volume exportado atingiu 252 mil toneladas, avanço de 4,3%.

Tanto a receita quanto o volume embarcado foram recordes para o mês de abril.

A China continuou sendo o principal mercado comprador da proteína bovina brasileira, respondendo por US$ 877,4 milhões em aquisições, equivalente a 55,8% das exportações do produto.

Complexo soja, proteínas animais e celulose impulsionam resultado

Entre os segmentos com maior destaque nas exportações do agro brasileiro em abril estão:

  • Complexo soja: US$ 8,1 bilhões, alta de 20,4%;
  • Proteínas animais: US$ 3 bilhões, crescimento de 18%;
  • Produtos florestais: US$ 1,4 bilhão, avanço de 8,6%;
  • Café: US$ 1,2 bilhão, apesar de retração de 12,1%.
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O algodão também registrou recorde histórico em valor e volume exportado, enquanto a celulose alcançou US$ 854,7 milhões em embarques, crescimento de 16%.

Outro destaque foi o farelo de soja, que atingiu 2,4 milhões de toneladas exportadas, avanço de 12,7%.

Produtos diferenciados ampliam espaço no comércio exterior

Além das commodities tradicionais, produtos considerados de nicho também ganharam espaço na pauta exportadora brasileira.

Entre os destaques estão pimenta piper seca, óleo essencial de laranja, rações para animais domésticos, sebo bovino, manga e abacate, todos com resultados recordes em valor ou volume exportado.

A fruticultura brasileira também ampliou participação internacional. Desde 2023, o Brasil abriu 34 novas oportunidades de exportação para frutas.

Entre janeiro e abril de 2026, melões, limões, limas, melancias e mamões registraram recordes de vendas externas.

Governo destaca abertura de mercados e força do agro brasileiro

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua, afirmou que o desempenho reforça a posição do Brasil como parceiro estratégico no comércio internacional.

Segundo ele, o avanço das exportações é resultado da combinação entre capacidade produtiva, abertura de mercados e atuação internacional do país.

Já o ministro da Agricultura, André de Paula, destacou que o resultado fortalece a geração de renda, empregos e investimentos em toda a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.

“O recorde de abril confirma o tamanho e a responsabilidade do agro brasileiro. O resultado nasce do trabalho dos produtores, cooperativas, agroindústria, exportadores e de uma atuação próxima do setor produtivo”, afirmou o ministro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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