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Governo de Minas inicia doação de sementes de feijão para produtores afetados pela seca

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O Governo de Minas Gerais, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), deu início à doação de sementes de feijão para produtores rurais atingidos pela forte estiagem dos últimos meses. Serão beneficiadas mais de 12 mil famílias de agricultores, principalmente das regiões Norte, Noroeste, e dos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce. As sementes serão destinadas a 254 municípios mineiros.

As primeiras doações foram realizadas na manhã desta quarta-feira (17/1) em Januária, no Norte de Minas, durante um encontro que reuniu a diretoria da Emater-MG, prefeitos e representantes de entidades de classe de 14 municípios. No período da tarde, as entregas serão feitas em Brasília de Minas, para mais 13 municípios da região. Segundo a Emater-MG, todas as doações serão realizadas até o final de janeiro, permitindo o plantio imediato.

“As sementes vão permitir, neste período de retorno das chuvas, o plantio e a colheita do feijão, que vai contribuir para a alimentação e gerar renda para essas famílias de agricultores familiares. É mais uma ação da empresa de apoio a esses produtores para a superação das dificuldades que surgiram com a forte estiagem que tivemos recentemente”, afirma o presidente da Emater-MG, Otávio Maia.

A Emater-MG adquiriu 12.195 sacos, com dez quilos de sementes cada um. A compra emergencial, no valor de R$ 2 milhões, foi feita com recursos da empresa, após autorização do Governo do Estado. A Emater-MG já possuía um processo de licitação vigente para aquisição de sementes de feijão, o que agilizou a compra.

Os municípios beneficiados foram selecionados conforme a situação de cada um deles, identificada em um levantamento feito pela equipe técnica da empresa. Mais da metade das prefeituras decretou estado de emergência por causa da longa estiagem. Para definir a quantidade de sementes doada a cada município, a Emater-MG fez um cálculo que considerou o número de agricultores familiares nas localidades, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a quantidade de sacos disponíveis para esta ação emergencial. Cada família beneficiada receberá um pacote com dez quilos de sementes.

Os sacos de sementes serão doados para as prefeituras municipais, com emissão de nota fiscal. As lideranças locais de cada município (prefeituras, câmaras de vereadores, sindicatos, associações e outras organizações) definirão, com apoio da empresa, os critérios e a lista de produtores que receberão as doações. Cada município irá organizar a entrega dos sacos de sementes para os agricultores.

Alívio para produtores

Luiz de Oliveira Neto Filho é agricultor familiar do município de Catuti, região Norte de Minas. Ele será um dos beneficiados com a entrega de sementes de feijão. Morador da comunidade Vista Alegre, ele diz que boa parte da produção será usada para o consumo da família. Luiz é casado e tem uma filha de 13 anos. O produtor já começou a preparar uma área de 0,5 hectare para o plantio.

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“Esta ação deve continuar, é importante para reduzir despesas e reforçar a alimentação da gente. Vamos aproveitar e vender um pouco para conseguir uma renda extra e aplicar em outras áreas”, diz o produtor, que tem a pecuária leiteira como principal atividade econômica na propriedade.

Em 2023, Luiz Filho plantou feijão na mesma área. Por causa da seca que atingiu a região, a produção não foi a esperada. “A estiagem aqui dura uma média de sete meses. Em outubro começa a chover. Mas, no ano passado, isso não ocorreu. Só no finalzinho de 2023 é que choveu um pouco”, relata o agricultor.

Ele perdeu cerca de 90% da safra de feijão e reduziu em 60% a produção leiteira por falta de alimentação para o gado. “Foi uma das estiagens mais longas dos últimos anos. O que mais incomodou foi o calor, que castigou bastante a gente e as plantas, que não resistiram”.

Sementes de qualidade

A escolha das sementes de feijão foi feita por ser uma cultura de ciclo curto, de aproximadamente 75 dias. Por se tratar de semente básica de primeira geração, permitirá ainda o plantio de mais três safras, sem perda de vigor produtivo. A safra atual de cultivo vai até março, período com a expectativa de aumento de volume de chuvas nas regiões beneficiadas. O feijão colhido pode ser usado para alimentação, comercialização e até para o replantio.

A Emater-MG preparou uma cartilha para auxiliar os produtores, com informações técnicas de preparo do solo, adubação, espaçamento e controle de pragas e doenças. A variedade de feijão distribuída pela empresa é de alta qualidade genética e bastante produtiva. Cada saco de dez quilos pode produzir aproximadamente 600 quilos de feijão na primeira safra. Como podem ser três gerações de plantio, é possível produzir até três mil quilos de feijão, desde que plantados 20 quilos na segunda e na terceira safra.

Considerando o feijão a um preço de R$ 8,00/quilo, pode-se dizer que cada uma das famílias beneficiadas poderá obter R$ 20 mil, comercializando 2,5 mil quilos da produção e utilizando outros 500 quilos para consumo, replantio e distribuição. Somente com as 12 mil famílias beneficiadas diretamente, estima-se que sejam gerados R$ 240 milhões com a venda do feijão, garantindo renda aos agricultores familiares.

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“A Emater-MG também fará uma campanha para que cada um dos 12.195 beneficiados possa doar a dois outros produtores uma quantidade de 10 quilos de sementes da primeira colheita, gerando um grande poder multiplicador”, informa o presidente da Emater-MG, Otávio Maia.

Outras ações

A Emater-MG também está auxiliando os produtores que adquiriram crédito de custeio com seguro (Proagro, por exemplo) a procurar a instituição financeira e fazer a Comunicação de Perdas (COP). O agente financeiro será responsável por designar um perito para fazer o levantamento de comprovação das perdas no campo.

A empresa também elabora o Laudo Técnico de Comprovação de Perdas, que possibilita a negociação da dívida dos produtores que possuem operação de crédito sem a contratação de seguro ou para aqueles que têm operação de investimento contratada. A prorrogação das dívidas é possível em casos como frustração de safra por fatores adversos e dificuldade de comercialização de produtos.

Em negociação da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) com o Banco do Brasil, ficou acordado que as dívidas dos produtores, de até R$ 200 mil, nos municípios mineiros que decretaram situação de calamidade pela seca, serão prorrogadas por mais um ano, dispensando a necessidade de apresentação de laudo comprobatório. A medida já está em vigor.

Além disso, a equipe da Emater-MG está disponível para realizar estudos de viabilidade técnica para o recebimento de indicações de equipamentos, como poços tubulares, por exemplo.

ICMS

No final de 2023, o Governo de Minas também anunciou a suspensão por 90 dias da cobrança de ICMS para movimentação de gado bovino dos produtores mineiros que vivem em cidades atendidas pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) e que decretaram situação de emergência por causa da seca. A medida permite que pecuaristas busquem melhores condições de pastagem em outros estados, como Bahia e Espírito Santo.

Para ser beneficiado pela suspensão de ICMS, é preciso que os animais retornem a Minas em até 180 dias.

  • Próximas reuniões de entregas de sementes
    • Dia 18 – Nova Porteirinha: 17 municípios beneficiados
    • Dia 22 – Montes Claros: 22 municípios beneficiados
    • Dia 23 – Salinas: 20 municípios beneficiados
    • Dia 23 – Almenara: 24 municípios beneficiados

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emater-MG

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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