AGRONEGÓCIO

Soja mantém valorização em Chicago diante de tensões comerciais e expectativa por relatório do USDA

Publicado em

O mercado da soja dá continuidade ao movimento de alta na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (10), após registrar avanço de quase 20 pontos no encerramento da sessão anterior. Apesar de a China não ter sido incluída na trégua tarifária de 90 dias anunciada na véspera pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os agentes de mercado mantêm a expectativa de que haja espaço para negociações entre as duas potências.

O cenário de otimismo também se estende a outras commodities agrícolas. Produtos como milho e trigo acompanham a trajetória de valorização na CBOT (Bolsa de Chicago), enquanto o café registra elevação superior a 4% na manhã de hoje na Bolsa de Nova York.

Por volta das 7h30 (horário de Brasília), os principais contratos da soja operavam em alta entre 4,50 e 6,50 pontos. O vencimento de maio era cotado a US$ 10,19 por bushel, enquanto o de agosto alcançava US$ 10,21 por bushel. Os futuros do farelo de soja também ampliavam os ganhos, ao passo que os contratos do óleo de soja apresentavam leve recuo.

Leia Também:  Escolha e armazenamento de noz-pecã: cuidados essenciais para a ceia de Natal e Ano Novo

Além das incertezas no campo geopolítico, os investidores voltam suas atenções para a divulgação do novo relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para as 13h (horário de Brasília). Embora o documento gere certa expectativa, a maioria dos analistas projeta um boletim com viés neutro.

“Pelo menos por um momento, os traders devem voltar o foco para os fundamentos, que têm sido deixados em segundo plano nos últimos dias”, avalia Rhett Montgomery, analista-chefe do portal DTN The Progressive Farmer.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Mercado suinícola recua em março, apesar de exportações recordes, aponta Cepea

Published

on

O Boletim do Suíno divulgado pelo Cepea referente ao mês de março já está disponível e apresenta um panorama detalhado do setor no Brasil. O relatório indica enfraquecimento do mercado interno, ao mesmo tempo em que as exportações atingiram níveis recordes, evidenciando um cenário de contrastes para a suinocultura nacional.

Demanda enfraquecida pressiona preços no mercado interno

Os preços do setor suinícola brasileiro registraram queda ao longo de março, refletindo principalmente a baixa demanda doméstica. Esse comportamento foi intensificado pelo período da Quaresma, tradicionalmente marcado pela redução no consumo de carne suína.

Além disso, fatores externos contribuíram para a retração do mercado. O ambiente geopolítico global, somado às oscilações do dólar e à valorização do petróleo, gerou incertezas e reduziu a liquidez, afastando parte dos agentes das negociações.

Exportações de carne suína atingem maior volume da série histórica

Em sentido oposto ao mercado interno, as exportações brasileiras de carne suína apresentaram desempenho recorde em março, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Leia Também:  Preços do Milho Registram Queda no Brasil, Mas Demanda Apresenta Sinais de Fraqueza

O país embarcou 152,2 mil toneladas da proteína, volume 25,9% superior ao registrado em fevereiro de 2026 e 32,7% acima do observado em março de 2025. O resultado também superou em 1,4% o recorde anterior, alcançado em setembro de 2025.

Alta do milho reduz poder de compra do produtor

A elevação dos preços do milho, aliada à menor liquidez no mercado de suíno vivo, resultou em nova perda no poder de compra do suinocultor paulista frente ao cereal. Este é o sexto recuo mensal consecutivo nessa relação de troca.

Por outro lado, houve melhora na relação com o farelo de soja, favorecida pela desvalorização do derivado no período, o que contribuiu para amenizar parcialmente os custos de produção.

Carne suína amplia competitividade frente à bovina

Os preços da carne suína seguiram em queda em março, enquanto a carne bovina apresentou valorização. Esse movimento aumentou a competitividade da proteína suína no mercado interno.

Em termos reais, considerando o IPCA de fevereiro de 2026, a competitividade da carcaça suína frente à bovina atingiu o maior nível desde abril de 2022, reforçando sua atratividade ao consumidor.

Leia Também:  Escolha e armazenamento de noz-pecã: cuidados essenciais para a ceia de Natal e Ano Novo
Setor enfrenta cenário de contrastes

O levantamento do Cepea mostra que, apesar das dificuldades no mercado doméstico, especialmente em relação à demanda e aos custos, o desempenho das exportações segue como um importante fator de sustentação da atividade suinícola no Brasil.

Boletim do Suíno

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA