AGRONEGÓCIO

Preços do Milho Registram Queda no Brasil, Mas Demanda Apresenta Sinais de Fraqueza

Publicado em

O mercado de milho no Brasil apresentou uma semana de queda nos preços, refletindo uma diminuição da liquidez à medida que o fim de ano se aproxima. Segundo a Safras Consultoria, a falta de novos compradores tem sido um fator determinante, uma vez que os consumidores alegam estar bem abastecidos de estoques para o período de transição de ano.

Embora os produtores continuem cautelosos ao liberar grandes volumes de oferta para venda, a alta do dólar frente ao real contribuiu para um aumento da paridade de exportação nos portos, embora ainda seja necessário liberar espaço nos armazéns para a chegada da safra recorde de soja, o que pressionou os preços para baixo em algumas localidades. Além disso, a expectativa é de que o clima melhore nas áreas produtoras, o que pode beneficiar as lavouras de milho.

No mercado internacional, a Bolsa de Chicago registrou volatilidade, com altas impulsionadas pela boa demanda pelo milho norte-americano. No entanto, o clima favorável ao cereal na América do Sul contribuiu para um cenário de preços mais baixos.

Leia Também:  Safra 2024/25: Mato Grosso e Brasil registram produção recorde de grãos
Preços Internos

No Brasil, o preço médio da saca de milho foi cotado a R$ 71,07 em 19 de dezembro, marcando uma queda de 0,87% em relação aos R$ 71,69 registrados na semana anterior. No mercado disponível, em Cascavel, Paraná, o preço permaneceu estável a R$ 69,00.

Em Campinas/CIF, o valor da saca caiu 1,95%, passando de R$ 77,00 para R$ 75,50. Na região da Mogiana paulista, a cotação do milho recuou 2,63%, de R$ 76,00 para R$ 74,00. Em Rondonópolis, Mato Grosso, o preço seguiu em R$ 68,00 por saca, enquanto em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço caiu 1,33%, de R$ 75,00 para R$ 74,00.

Em outras localidades, como Uberlândia, Minas Gerais, e Rio Verde, Goiás, o preço manteve-se inalterado em R$ 67,00 por saca.

Exportações de Milho

As exportações de milho do Brasil geraram uma receita de US$ 502,34 milhões em dezembro (nos primeiros 10 dias úteis), com uma média diária de US$ 50,23 milhões. A quantidade total exportada foi de 2,37 milhões de toneladas, com uma média diária de 237,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 211,80.

Leia Também:  Abertas inscrições para curso gratuito sobre produção de caprinos e ovinos

Em comparação com dezembro de 2023, houve uma queda de 27% no valor médio diário da exportação, uma perda de 21,8% na quantidade média exportada e uma desvalorização de 6,7% no preço médio da tonelada. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, destacando uma redução nas exportações do cereal, tanto em volume quanto em valor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil importa 73% das vacinas contra doença fatal no gado

Published

on

O Brasil colocou no mercado 9,98 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em agosto, mas quase três em cada quatro vieram do exterior. Os dados mostram que a oferta mensal se manteve próxima de 10 milhões de doses, enquanto a produção nacional perdeu participação e aumentou a dependência das importações para proteger os rebanhos.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 7,30 milhões de doses disponibilizadas no mês passado foram importadas, o equivalente a 73,16% do total. As fábricas brasileiras forneceram 2,68 milhões de doses, ou 26,84%.

Em julho, haviam sido colocadas no mercado 10,16 milhões de doses, das quais 60,31% eram importadas. Na passagem de um mês para o outro, a oferta total diminuiu 1,7%, mas a produção nacional caiu aproximadamente 34%. As importações cresceram 19% e sustentaram o abastecimento.

O balanço não significa necessariamente que as vacinas chegaram de forma regular a todas as regiões. O número divulgado pelo governo corresponde às doses liberadas para comercialização, e não à quantidade efetivamente vendida, distribuída em cada Estado ou aplicada nos animais.

O acompanhamento mensal começou depois de uma escassez registrada no início do ano. Fabricantes interromperam a produção e a comercialização de imunizantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026, reduzindo a oferta em um mercado já concentrado. Desde então, o governo passou a acelerar a análise de lotes importados e a negociar com as empresas a ampliação da produção.

As clostridioses não são uma única doença. O nome reúne diferentes enfermidades provocadas por bactérias do gênero Clostridium e, principalmente, pelas toxinas produzidas por esses microrganismos. Entre as mais conhecidas estão o botulismo, o carbúnculo sintomático, chamado no campo de manqueira, a gangrena gasosa, a enterotoxemia e o tétano.

Essas bactérias conseguem formar esporos resistentes, que permanecem por longos períodos no solo, na água, em restos de animais e no ambiente das propriedades. Em determinadas condições, os microrganismos se multiplicam ou produzem toxinas que atingem o sistema nervoso, os músculos ou o aparelho digestivo dos animais.

Leia Também:  Produção de milho 2025/26 deve alcançar 142,9 milhões de toneladas no Brasil, com avanço de área e impacto climático no Sul

No botulismo, a toxina provoca paralisia progressiva, dificuldade para caminhar e engolir e, nos casos graves, parada respiratória. A contaminação pode ocorrer pelo consumo de água ou alimento impróprio e pelo contato com restos de animais em pastagens, silagens ou suplementos.

O carbúnculo sintomático atinge principalmente bovinos jovens e bem alimentados. A doença provoca febre, dificuldade de locomoção e inchaço dos músculos. A evolução é muito rápida e a mortalidade pode se aproximar de 100%. Em muitas ocorrências, o animal é encontrado morto antes que o produtor perceba sinais claros.

A enterotoxemia está associada à produção de toxinas no intestino e pode surgir após mudanças bruscas na alimentação, especialmente em sistemas intensivos. O tétano e a gangrena gasosa estão relacionados à contaminação de ferimentos, inclusive aqueles provocados por procedimentos de manejo.

As clostridioses geralmente não se espalham entre os animais da mesma forma que uma virose altamente contagiosa. O risco está na presença dos agentes no ambiente e na dificuldade de tratamento. Como a evolução costuma ser rápida, a vacinação preventiva é considerada a principal forma de controle.

O prejuízo começa com a morte do animal, mas não termina nela. O produtor perde o valor investido em genética, alimentação, medicamentos, mão de obra e tempo de criação. Também pode ter gastos com diagnóstico, descarte da carcaça, atendimento veterinário e revisão do manejo sanitário e nutricional.

Pelos preços atuais, um bezerro vale cerca de R$ 3,4 mil. Um bovino terminado com 18 arrobas pode superar R$ 6,2 mil, considerando a cotação do boi gordo próxima de R$ 347 por arroba. Em confinamentos, a perda inclui ainda toda a alimentação consumida até o momento da morte, o que torna o prejuízo maior conforme o animal se aproxima do abate.

Levantamentos realizados em confinamentos colocam as clostridioses entre as principais causas sanitárias de mortalidade. Em propriedades sem vacinação adequada, surtos de botulismo ou manqueira podem atingir vários animais em poucos dias e comprometer o resultado de um lote inteiro.

Leia Também:  Trigo enfrenta desafios com clima, câmbio e baixa de preços: especialistas orientam venda antecipada para evitar prejuízos

Não existe uma estimativa oficial consolidada do prejuízo anual provocado por essas doenças em todo o País. O impacto nacional ocorre pela soma das mortes nas propriedades, da menor produção de carne e leite e do aumento das despesas sanitárias. Diferentemente da febre aftosa, as clostridioses não costumam provocar o fechamento generalizado de mercados internacionais, mas reduzem a eficiência econômica da pecuária.

Com um rebanho de aproximadamente 238 milhões de bovinos, além de milhões de ovinos e caprinos que também podem ser imunizados, o Brasil precisa de oferta contínua. Uma única aplicação nem sempre completa a proteção. Animais vacinados pela primeira vez geralmente precisam de dose inicial e reforço, conforme a idade, o produto utilizado e a orientação do médico-veterinário.

Por isso, não é possível comparar diretamente as quase 10 milhões de doses liberadas em agosto com o tamanho total do rebanho e concluir que o volume é suficiente ou insuficiente. A necessidade varia ao longo do ano e depende do histórico de vacinação, da categoria animal e dos riscos presentes em cada propriedade.

A retomada das importações reduziu o risco imediato de falta, mas a queda da produção nacional mantém o setor exposto a atrasos logísticos, oscilações cambiais e problemas nos países fornecedores. O desafio agora é garantir que a oferta permaneça regular e chegue às regiões pecuárias antes de ocorrerem falhas nos calendários de imunização.

O Mapa informou que trabalha com a indústria para ampliar a fabricação no País, viabilizar as importações e acelerar a fiscalização e a liberação dos produtos. Para o produtor, a orientação é não substituir ou adiar o protocolo por conta própria e procurar o médico-veterinário responsável para definir a vacina e o calendário adequados ao rebanho.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA