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Exportações de Café Recuam e Preços Sofrem Ajustes em Março

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O mercado brasileiro de café registrou um desempenho mais moderado em março, com queda nas exportações e desvalorização nos preços das principais variedades. Segundo o relatório mensal do Rabobank, o país exportou 3,3 milhões de sacas de 60 kg em fevereiro, representando uma redução de 18% em relação ao mês anterior e de 10% na comparação anual. No acumulado dos dois primeiros meses de 2025, os embarques totalizaram 7,3 milhões de sacas, volume 5,4% inferior ao registrado no mesmo período de 2024.

Essa retração já era prevista devido à limitação dos estoques disponíveis no Brasil e deve persistir até a entrada da safra 2025/26 no mercado.

Relação de Troca e Oscilação nos Preços

A relação de troca entre café e fertilizantes manteve-se praticamente estável em março. Para a aquisição de uma tonelada do blend 20-05-20, foram necessárias 1,1 sacas de café de 60 kg, representando uma queda expressiva de 53% em relação ao mesmo período do ano passado, quando eram exigidas 2,3 sacas. Esse comportamento reflete a redução nos preços da ureia, que compensou a alta do potássio, resultando em uma estabilidade no custo final dos fertilizantes.

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No mercado de preços, o café sofreu desvalorização após a forte alta observada em fevereiro. O arábica apresentou recuo médio de 3,5%, enquanto o conilon caiu 2,1% no mesmo período. A queda é atribuída, em parte, à redução das posições líquidas compradas por fundos não comerciais na Bolsa de Nova Iorque, à melhora nas condições climáticas no Brasil e à expectativa de aumento da oferta, impulsionada pela entrada da safra vietnamita e pelo início da colheita brasileira a partir de abril.

Impacto do Clima na Produção

Após um janeiro marcado por chuvas intensas, fevereiro trouxe um período mais seco e quente para as principais regiões produtoras, uma fase determinante para o desenvolvimento dos grãos. Até o momento, os impactos dessa variação climática são considerados limitados, e a retomada das chuvas em meados de março trouxe alívio aos cafezais. A previsão aponta para mais precipitações nas próximas semanas, o que deve beneficiar o avanço da safra.

Com estoques reduzidos, oscilações nos preços e ajustes na oferta global, o setor cafeeiro segue atento aos desdobramentos da safra brasileira e ao comportamento das cotações internacionais nos próximos meses.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita da cana para produção de melado começa no Rio Grande do Sul e produtores aguardam maior rendimento das lavouras

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A colheita da cana-de-açúcar destinada à produção de melado já teve início na região administrativa de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. O avanço da safra ocorre em meio à expectativa dos produtores por melhores índices de produtividade e maior aproveitamento industrial da matéria-prima.

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo, predominando a fase de alongamento do colmo. Esse estágio é considerado fundamental para o acúmulo de açúcares e para a definição do potencial produtivo da cultura.

Variedade Rachadinha atinge ponto ideal para colheita

Segundo a Emater/RS-Ascar, a variedade Rachadinha já alcançou o nível de maturação adequado para o corte. Com isso, duas agroindústrias instaladas no município de São Paulo das Missões iniciaram a colheita da safra atual para abastecer a produção de melado.

O início das atividades marca a abertura gradual da temporada de processamento da cana na região, importante para a geração de renda de produtores e agroindústrias familiares ligadas à cadeia produtiva.

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Produtores apostam em maior desenvolvimento das lavouras

Apesar do início da colheita em algumas áreas, grande parte dos produtores optou por adiar o corte. A estratégia busca garantir maior desenvolvimento das plantas, elevando o rendimento industrial e aumentando o volume de matéria-prima disponível para processamento.

A expectativa é que o prolongamento do ciclo permita melhores resultados tanto na produtividade por hectare quanto na qualidade da cana destinada à fabricação de melado e outros derivados.

Mercado mantém remuneração atrativa

Em relação aos preços, a Emater/RS-Ascar informa que os produtores da região estão recebendo, em média, R$ 136,63 por tonelada de cana-de-açúcar. O valor contribui para manter o interesse dos agricultores na atividade e reforça a importância econômica da cultura para diversos municípios do noroeste gaúcho.

Com a evolução das lavouras e o avanço gradual da colheita, a expectativa do setor é de uma safra com bom desempenho produtivo, favorecendo o abastecimento das agroindústrias e fortalecendo a cadeia da cana-de-açúcar voltada à produção de melado no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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