AGRONEGÓCIO

Setor de aves e suínos ganha novo manual de integração com regras mais claras e foco em transparência

Publicado em

Nova edição do Manual de Integração moderniza regras do setor de aves e suínos

As regras que norteiam a atuação das Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs) foram atualizadas, com o objetivo de trazer mais transparência e equilíbrio às relações entre produtores rurais e agroindústrias integradoras.

A nova versão do Manual de Boas Práticas das Cadecs foi apresentada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), no âmbito do Fórum Nacional de Integração das Cadeias de Aves e Suínos (Foniagro).

O documento atualizado serve como um guia prático para o trabalho das comissões, que são responsáveis por mediar o relacionamento e promover o diálogo entre integrados e integradoras nas cadeias produtivas de frangos e suínos.

Objetivo é promover equilíbrio e segurança jurídica

A publicação reúne orientações sobre a estrutura organizacional das Cadecs, o acompanhamento das atividades de integração e os procedimentos para resolver divergências entre as partes.

Segundo a CNA e a ABPA, o propósito é reduzir assimetrias nas relações contratuais, fortalecer a transparência e aumentar a segurança jurídica do sistema de integração agroindustrial.

Leia Também:  Secretaria de Saúde realiza neste sábado (30) a segunda etapa da Campanha Municipal de Vacinação Antirrábica Animal nas regionais Norte e Oeste

A nova edição também define referências técnicas e econômicas mínimas que podem ser adotadas como base para negociações nas cadeias de frangos de corte, ovos férteis e suinocultura — desde a produção de leitões até as fases de creche e terminação.

Atualização foi debatida no Foniagro em Brasília

A atualização do manual foi aprovada durante encontro do Foniagro, realizado em junho de 2025, em Brasília (DF).

As Cadecs fazem parte do modelo de integração previsto na Lei nº 13.288/2016, que regulamenta as relações entre produtores integrados e empresas integradoras em todo o país, definindo parâmetros de responsabilidade, remuneração e acompanhamento técnico.

CNA destaca avanços para o sistema de integração

De acordo com Adroaldo Hoffmann, presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, o lançamento do novo manual representa um avanço importante para o aprimoramento do sistema de integração.

“A atualização amplia a previsibilidade, fortalece o diálogo e contribui para relações mais justas e transparentes entre produtores e agroindústrias”, destacou Hoffmann.

A CNA reforça que o novo documento moderniza a governança do setor, cria mecanismos mais claros de acompanhamento das operações e estimula a cooperação entre os elos da cadeia produtiva, promovendo um ambiente mais sustentável e equilibrado para todos os envolvidos.

Leia Também:  Produção de Grãos na China Registra Crescimento em 2024

MANUAL DE BOAS PRÁTICAS

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Soja recua em Chicago com clima favorável nos EUA, pressiona preços no Brasil e aumenta atenção com armazenagem

Published

on

O mercado global da soja voltou a operar sob forte pressão nesta semana, com os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) atingindo os menores níveis dos últimos dois meses. O principal fator por trás do movimento é a combinação entre condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos, avanço acelerado do plantio e perspectivas de uma safra robusta, cenário que amplia a oferta global da commodity e reduz o apetite dos investidores.

A pressão internacional refletiu diretamente sobre o mercado brasileiro, provocando recuos em importantes praças de comercialização e elevando a preocupação dos agentes com a capacidade de armazenagem, especialmente em regiões que já começam a receber o milho safrinha.

Clima favorável fortalece expectativa de grande safra nos Estados Unidos

Os contratos futuros da soja encerraram a terça-feira em queda expressiva na Bolsa de Chicago. O vencimento julho fechou cotado a US$ 11,65 por bushel, com baixa de 1,31%, enquanto o contrato agosto recuou 1,35%, para US$ 11,69 por bushel.

O movimento foi impulsionado pelas previsões de chuvas regulares e temperaturas adequadas no Meio-Oeste americano, condições consideradas ideais para o desenvolvimento das lavouras.

Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reforçaram o sentimento baixista. Segundo o órgão, o plantio da soja alcançou 87% da área prevista até o final de maio, superando os 83% registrados no mesmo período do ano passado e também a média dos últimos cinco anos, de 80%.

Além disso, 66% das lavouras foram classificadas como boas ou excelentes, percentual considerado positivo para esta fase inicial do ciclo produtivo.

O mercado também continua monitorando a demanda internacional. A menor procura chinesa pela soja norte-americana, somada à ampla oferta global disponível, contribuiu para intensificar as vendas técnicas e a liquidação de posições por fundos especulativos.

Leia Também:  Produção de Grãos na China Registra Crescimento em 2024
Mercado físico brasileiro sente impacto das perdas externas

No Brasil, a desvalorização observada em Chicago foi rapidamente incorporada aos preços físicos da soja.

No Rio Grande do Sul, o Porto de Rio Grande recuou para R$ 130,00 por saca. No interior gaúcho, as cotações oscilaram entre R$ 123,00 e R$ 125,00 por saca. Apesar da conclusão da colheita em toda a área cultivada, o setor acompanha com atenção a chegada de uma massa de ar frio, que aumenta os riscos de condensação e problemas de conservação nos silos.

Em Santa Catarina, a colheita alcançou praticamente a totalidade da área plantada, enquanto o Porto de São Francisco do Sul também registrou referência próxima de R$ 130,00 por saca.

No Paraná, a safra foi encerrada com produção estimada em 21,78 milhões de toneladas, uma das maiores da história do estado. Entretanto, o avanço da colheita do milho safrinha já começa a gerar preocupação quanto à disponibilidade de espaço para armazenagem, especialmente em regiões com alta concentração de produção.

Em Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram relativamente estáveis, mas os custos logísticos seguem elevados. Já em Mato Grosso, onde a colheita foi concluída, o mercado se prepara para o início do vazio sanitário da soja a partir de 8 de junho.

Dólar e recuperação técnica podem oferecer suporte às cotações

Apesar das perdas registradas na sessão anterior, a quarta-feira começou com sinal de recuperação em Chicago.

Os contratos futuros da soja operavam em alta de aproximadamente 0,57%, com o vencimento julho negociado próximo de US$ 11,72 por bushel. O movimento é interpretado pelo mercado como uma correção técnica após a forte queda observada recentemente.

Leia Também:  Grupo de Trabalho Estratégico reúne-se para combater nova ameaça à floresta

Outro fator de sustentação vem do mercado cambial. O dólar voltou a subir frente ao real, negociado acima de R$ 5,01, condição que tende a melhorar a competitividade das exportações brasileiras e oferecer suporte aos preços internos da oleaginosa.

Segundo analistas do mercado, essa combinação entre recuperação técnica em Chicago e valorização do dólar pode estimular novos negócios no curto prazo, embora a comercialização continue travada pela diferença entre os preços pretendidos pelos produtores e aqueles oferecidos pelos compradores.

Produtores seguem cautelosos nas negociações

A comercialização da soja no Brasil continua em ritmo moderado. Produtores permanecem resistentes a vender volumes maiores nos níveis atuais de preços, apostando em uma possível recuperação das cotações ao longo das próximas semanas.

Nas principais regiões produtoras, os negócios seguem pontuais e dependentes das oscilações do câmbio, do comportamento de Chicago e do avanço da demanda internacional.

Enquanto isso, o mercado acompanha atentamente o desenvolvimento da safra norte-americana, que deverá ser o principal direcionador dos preços globais da soja durante os próximos meses. Caso o clima continue colaborando nos Estados Unidos, a tendência é de manutenção da pressão sobre as cotações internacionais. Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou uma retomada mais forte da demanda chinesa podem alterar rapidamente o cenário e devolver sustentação ao mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA