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Prazo para semeadura do girassol em Goiás termina em 31 de março, alerta Agrodefesa

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) alerta os produtores rurais que o prazo para a semeadura do girassol em Goiás se encerra no dia 31 de março. A medida fitossanitária, prevista na Instrução Normativa nº 01/2022, tem como principal objetivo conter o crescimento de plantas voluntárias de soja, conhecidas como tigueras, que surgem entre as fileiras das lavouras de girassol. Essa ação é essencial para prevenir a proliferação da ferrugem asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

O girassol tem se consolidado como uma importante alternativa de cultivo na safrinha, geralmente sucedendo a soja, e desempenha papel relevante na economia goiana. O calendário de semeadura foi estabelecido para minimizar os riscos associados à emergência das tigueras, já que não há herbicidas seletivos registrados para o controle dessas plantas na cultura do girassol, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Goiás lidera a produção nacional de girassol

Goiás ocupa a posição de maior produtor de girassol do país. De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2024/2025 deverá alcançar 76,2 mil toneladas, representando um crescimento de 70,5% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 44,7 mil toneladas.

“Além de sua boa capacidade de adaptação climática e baixa incidência de pragas, o girassol vem ganhando cada vez mais importância entre os produtores goianos. Os números comprovam sua viabilidade como cultura após a safra principal. Por isso, a Agrodefesa desempenha um papel essencial na implementação de medidas que garantam a sanidade vegetal e fortaleçam a economia agrícola do estado”, destaca José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agência.

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Importância do cumprimento dos prazos

A gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Daniela Rézio, ressalta que o estabelecimento de prazos para a semeadura e a colheita do girassol é uma estratégia essencial para evitar a disseminação de pragas e minimizar prejuízos ao setor produtivo.

“Todas as normas fitossanitárias são definidas com base em estudos técnico-científicos e contam com o respaldo de entidades do setor. O calendário de semeadura, que determina o plantio do girassol até 31 de março, visa reduzir a emergência de tigueras e garantir o cumprimento do período de vazio sanitário da soja. Isso porque essas plantas voluntárias podem hospedar o fungo da ferrugem asiática, comprometendo a próxima safra da leguminosa”, explica.

Segundo a Instrução Normativa nº 01/2022, é obrigatória a eliminação de qualquer planta voluntária de soja nas imediações das lavouras de girassol. Somente aquelas dentro da cultura podem permanecer até a colheita. Além disso, para semeaduras realizadas após 14 de março, é exigida a utilização de cultivares de ciclo curto (até 105 dias), garantindo que a colheita ocorra até 15 de julho.

Outro ponto de atenção é o cadastro obrigatório das lavouras de girassol no Estado. Os produtores devem registrar suas áreas em até 15 dias após o término da semeadura, por meio do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). “Esse acompanhamento permite o planejamento de ações voltadas à sanidade vegetal e assegura o monitoramento eficiente da produção”, reforça Daniela.

Crescimento da produção e usos diversificados

Além do expressivo aumento na produção, a Conab projeta um crescimento de 11,4% na produtividade do girassol em Goiás para a safra 2024/2025, passando de 1,14 tonelada por hectare no ciclo anterior para 1,27 tonelada. A área plantada também deve registrar expansão de 53,1%, saltando de 39,2 mil hectares em 2023/2024 para 60 mil hectares no novo ciclo.

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O presidente da Agrodefesa destaca que o girassol tem ganhado espaço devido à sua versatilidade no setor agroindustrial. “Esse grão tem ampla utilização, desde a produção de óleo até a alimentação animal. Suas sementes são usadas na formulação de ração para aves e suínos, e o farelo de girassol, que é um subproduto da extração do óleo, é uma excelente fonte de proteína e fibra para a nutrição do gado, contribuindo para a produção de carne e leite”, pontua Caixeta Ramos.

Além de sua relevância econômica, o girassol desempenha um papel importante na rotação de culturas, ajudando a melhorar a fertilidade do solo. Suas raízes profundas favorecem a aeração e a decomposição da matéria orgânica. No Estado, também tem sido utilizado no paisagismo e na ornamentação, devido à beleza de suas flores amarelas vibrantes.

A cultura ainda gera produtos derivados para diversos segmentos, como snacks à base de sementes, cosméticos e até medicamentos. O óleo de girassol, por exemplo, é amplamente empregado na fabricação de cremes hidratantes, sabonetes e shampoos, devido às suas propriedades antioxidantes e nutritivas. Além disso, a planta tem grande importância para a apicultura, pois suas flores atraem abelhas, contribuindo para a produção de mel.

Diante do crescimento da produção e da importância do girassol para a economia goiana, o cumprimento das diretrizes estabelecidas pela Agrodefesa torna-se essencial para garantir a sustentabilidade da cultura e a sanidade das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sede da Assistência Social e unidades dos CRAS apresentam lentidão por instabilidade na internet

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A Secretaria Municipal de Assistência Social informa que enfrenta, nesta quarta-feira (6), instabilidade no serviço de internet devido a um problema técnico apresentado pela empresa responsável pelo fornecimento do serviço. A falha tem impactado diretamente o funcionamento da sede da secretaria e também de algumas unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), especialmente na região do CPA.

Em razão da interrupção da conexão, os atendimentos que dependem de sistemas online estão sendo realizados de forma mais lenta, o que provocou filas e aumento no tempo de espera em algumas unidades. No CRAS do CPA, por exemplo, a procura pelos serviços segue intensa e há registro de fila do lado de fora da unidade.

A Secretaria esclarece que a situação não é causada por falhas internas ou paralisação dos atendimentos por parte das equipes. Desde as primeiras horas da instabilidade, todas as medidas possíveis foram adotadas para tentar restabelecer o serviço o mais rápido possível. A empresa responsável já foi acionada oficialmente e acompanha o caso, porém, até o momento, ainda não apresentou previsão para normalização total da internet.

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Mesmo diante das dificuldades, as equipes da Assistência Social permanecem mobilizadas, buscando alternativas para reduzir os impactos à população e garantir o acolhimento das famílias que procuram os serviços socioassistenciais do município.

A Secretaria Municipal de Assistência Social pede a compreensão da população neste momento e reforça que segue acompanhando a situação em tempo real, cobrando providências da empresa responsável para que os atendimentos sejam normalizados o quanto antes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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