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Assistência Social de Cuiabá fecha ano com mais de 550 mil atendimentos e rede fortalecida

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A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão encerrou o balanço de janeiro a dezembro de 2025 com números robustos, que evidenciam a ampliação da rede de proteção social e o alcance das políticas públicas em Cuiabá. Somadas, as ações ultrapassam meio milhão de atendimentos, puxadas por serviços essenciais como segurança alimentar, benefícios eventuais, Cadastro Único e acolhimentos nas diversas unidades do município.

Somente na área de segurança alimentar foram distribuídas 200.381 refeições no Restaurante Popular, 126.320 unidades na Padaria Comunitária e 118.980 marmitas para pessoas em situação de rua. No mesmo período, foram entregues 3.716 cestas básicas, 3.621 caixas de leite, além de outros auxílios emergenciais. O Cadastro Único registrou 103.451 atendimentos, entre atualizações, inclusões e emissão da Carteira do Idoso. Na rede de acolhimento institucional, destacam-se 1.572 acolhimentos de crianças e adolescentes, 3.753 acolhimentos de adultos, além dos atendimentos à população idosa, migrantes, mulheres vítimas de violência e pessoas com deficiência.

O trabalho de proteção básica também teve forte impacto: os 14 CRAS realizaram 109.194 atendimentos e acompanharam 1.887 famílias pelo PAIF. Já os grupos de convivência (SCFV) atingiram 738 participantes, enquanto os CCIs atenderam 1.040 idosos. No eixo da proteção especial, os CREAS registraram 4.359 atendimentos, além de 721 acompanhamentos de adolescentes cumprindo medidas socioeducativas.

Esse conjunto de ações é viabilizado por uma estrutura de 77 unidades socioassistenciais e uma força de trabalho de mais de 1.200 servidores, entre efetivos, comissionados, terceirizados e rede indireta. Em 2025, a secretaria também reorganizou sua estrutura com novas adjuntas, criou coordenadorias estratégicas, reformou unidades e ampliou programas como o Siminina, que já atende 1.174 crianças e adolescentes.

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O ano ainda foi marcado por campanhas de prevenção à violência, conferências municipais, mutirões, fóruns de inclusão e ações emergenciais importantes, como a distribuição de cobertores e a implantação do auxílio de transferência de renda para famílias atingidas por enchentes.

No balanço geral, 2025 consolidou avanços estruturais, qualificação técnica e expansão de serviços que fortalecem a rede de proteção social de Cuiabá.

Planejamento para 2026

Para o ano de 2026, a SMSOCIAL projeta uma agenda de fortalecimento da rede, com foco no território, novas ofertas de serviço e ampliação dos mecanismos de gestão. Entre as ações previstas estão oito levantamentos socioassistenciais em diferentes regiões da cidade, reabertura da unidade Siminina Pedra 90 e implantação do Siminino Cuiabá. A secretaria também implementará o Serviço de Família Acolhedora, criará o benefício de Aluguel Social, desenvolverá POPs para todos os serviços, avançará na construção da nova unidade de acolhimento para idosos e realizará seleções de intérprete de Libras, orientadores sociais e supervisores do PCF.

“Quando a gente olha para esses números, não vê só estatísticas. Vê histórias, famílias que conseguiram respirar, idosos acolhidos com dignidade, crianças protegidas, mulheres amparadas no momento mais difícil. É um trabalho que exige cuidado, presença e uma rede inteira funcionando de forma integrada. E é isso que buscamos todos os dias. Em 2026, vamos seguir ampliando o que deu certo, corrigindo o que precisa melhorar e levando a assistência social para onde as pessoas realmente estão. Nosso compromisso é com uma Cuiabá que acolhe, que inclui e que não deixa ninguém para trás”, secretária Helida Vilela

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Resumo das ações

* Mais de 550 mil atendimentos entre janeiro e setembro.
* Segurança alimentar: 445 mil refeições distribuídas entre Restaurante Popular, Padaria Comunitária e marmitas.
* Benefícios eventuais: mais de 7.000 auxílios de alimentação e natalidade.
* Cadastro Único: 103.451 atendimentos.
* CRAS: 109.194 atendimentos e 1.887 famílias acompanhadas.
* CREAS: 4.359 atendimentos e 721 atendimentos socioeducativos.
* Acolhimentos: 1.572 de crianças e adolescentes; 3.753 de adultos; 95 idosos; 688 acolhimentos de migrantes.
* Programas: Siminina com 1.174 participantes; Prato Cheio com 36.068 refeições.
* Estrutura: 77 unidades e mais de 1.200 servidores.
* Destaques do ano: reorganização administrativa, campanhas, conferências, reformas, fóruns e ações emergenciais.
* Planejamento 2026: novos levantamentos, Siminino, Família Acolhedora, Aluguel Social, novos POPs, nova unidade de acolhimento para idosos e seleções técnicas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Canola de segunda safra no Brasil pode reduzir emissões da aviação em até 55%, aponta estudo sobre SAF

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SAF de canola pode reduzir emissões da aviação em até 55%

Uma avaliação do ciclo de vida do combustível sustentável de aviação (SAF) produzido a partir da canola de segunda safra no Brasil indica potencial de redução de até 55% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), em comparação ao querosene fóssil Jet-A1.

O estudo considera todas as etapas da cadeia produtiva — do cultivo da canola até a queima do combustível na aeronave — por meio da metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), amplamente utilizada para mensurar impactos ambientais completos.

A pesquisa é resultado de uma colaboração entre o Laboratório de Energia e Ambiente (LEA) da Universidade de Brasília, a Embrapa Agroenergia e a Embrapa Meio Ambiente.

Redução de emissões depende de cenário e tecnologia adotada

Segundo a pesquisadora Priscila Sabaini, da Embrapa Meio Ambiente, o potencial de redução de 55% representa um cenário otimista e ainda hipotético, baseado em condições ideais de adoção.

Na prática, o percentual pode variar devido a limitações técnicas e regulatórias, especialmente na substituição total do combustível fóssil.

Atualmente, o SAF do tipo HEFA (produzido a partir de óleos e gorduras) permite mistura de até cerca de 50% com querosene convencional, o que impede substituição integral no curto prazo.

Produção de SAF ainda depende de evolução regulatória e tecnológica

Os pesquisadores destacam que os percentuais de redução devem ser entendidos como potencial de mitigação, e não como resultado imediato.

O avanço do setor depende de fatores como:

  • Desenvolvimento tecnológico
  • Expansão da produção de SAF
  • Adequações regulatórias
  • Adoção em larga escala no setor aéreo
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O estudo também contribui para debates internacionais sobre descarbonização da aviação e políticas climáticas.

Cenários analisados incluem produção e uso do combustível

A pesquisa utilizou dados reais de produtores brasileiros, considerando condições tropicais de cultivo em sistema de segunda safra.

Foram avaliados três cenários principais:

  • Combustível fóssil Jet-A1
  • Mistura com 50% SAF e 50% Jet-A1
  • Uso de 100% SAF

A rota tecnológica analisada foi a HEFA (Hydroprocessed Esters and Fatty Acids), que converte óleos vegetais em combustível de aviação por hidrotratamento.

O estudo também dialoga com iniciativas como o Corsia, da Organização da Aviação Civil Internacional, além de políticas brasileiras como o RenovaBio e a Lei do Combustível do Futuro.

Agricultura responde pela maior parte das emissões do SAF

Os resultados mostram que a etapa agrícola é a principal fonte de emissões no ciclo de vida do SAF de canola.

  • Cultivo: cerca de 34,2 g CO₂ eq./MJ
  • Conversão industrial HEFA: cerca de 12,8 g CO₂ eq./MJ (com hidrogênio fóssil)

O principal fator de impacto está no uso de fertilizantes nitrogenados, que também gera emissões de óxido nitroso (N₂O).

Segundo o pesquisador Alexandre Cardoso, da Embrapa Agroenergia, esse é o ponto mais crítico do sistema, com impactos adicionais sobre água e ecossistemas.

Hidrogênio renovável pode reduzir emissões em até 94%

Um dos principais achados do estudo é o papel do hidrogênio na produção do SAF.

Quando o hidrogênio fóssil é substituído por hidrogênio verde, produzido a partir de fontes como energia solar e eólica, as emissões da etapa industrial podem cair entre 86% e 94%.

Esse fator reforça a importância da integração entre bioenergia e energia renovável para ampliar a eficiência climática do combustível.

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Canola de segunda safra melhora sustentabilidade no Brasil

No Brasil, a canola é cultivada majoritariamente como segunda safra, em rotação com a soja, o que melhora o aproveitamento de áreas agrícolas já existentes.

Segundo o pesquisador Bruno Laviola, da Embrapa Agroenergia, essa característica reduz a competição por terra e melhora o desempenho ambiental do cultivo em comparação a regiões onde a cultura é plantada como safra principal.

O estudo, no entanto, não considerou emissões de mudança indireta no uso da terra (iLUC), apontadas como tema para pesquisas futuras.

Implicações para políticas públicas e certificação ambiental

Os resultados reforçam a importância de instrumentos regulatórios para expansão sustentável do SAF no Brasil.

Atualmente, a canola ainda não está incluída na rota HEFA do RenovaCalc, ferramenta usada para certificação de intensidade de carbono e geração de Créditos de Descarbonização (CBIOs) dentro do RenovaBio.

A inclusão da cultura pode ampliar o portfólio de matérias-primas certificáveis e melhorar a representatividade da agricultura nacional no sistema.

Sustentabilidade vai além da redução de carbono

O estudo destaca que a avaliação ambiental do SAF deve considerar não apenas emissões de carbono, mas também impactos sobre solo, água e ecossistemas.

Pesquisadores apontam que a sustentabilidade do combustível depende da combinação entre:

  • Melhores práticas agrícolas
  • Uso eficiente de fertilizantes
  • Integração com energia renovável
  • Avanços industriais

Para os autores, o Brasil reúne condições favoráveis para integrar produção agrícola e energia limpa, ampliando o potencial climático do SAF e fortalecendo sua posição na transição energética global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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