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Mercado acionário chinês recua após três dias de alta com menor euforia sobre IA

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Os principais índices acionários da China registraram queda nesta terça-feira (XX), interrompendo uma sequência de três sessões consecutivas de ganhos. O movimento de retração foi impulsionado pelo arrefecimento do entusiasmo em relação à inteligência artificial (IA) e ao setor de semicondutores, além das incertezas quanto às tarifas comerciais anunciadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O índice CSI 300 encerrou o pregão com queda de 0,46%, enquanto o SSEC, da Bolsa de Xangai, recuou 0,12%. Em Hong Kong, o Hang Seng desvalorizou-se 1,06%.

As ações ligadas à IA registraram perda de 0,6%, após uma valorização expressiva de 12% desde a reabertura do mercado após o feriado do Ano Novo Chinês, impulsionadas pelo avanço da startup DeepSeek. Empresas de tecnologia listadas em Hong Kong também recuaram 2,7%, encerrando uma série de três sessões positivas.

O segmento de semicondutores caiu 1,1%, em meio às preocupações com novas tarifas impostas por Trump. Na segunda-feira (XX), ele anunciou uma tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio e indicou que poderá adotar medidas semelhantes para setores como automotivo, semicondutores e farmac adotar medidas semelhantes para setores como automotivo, semicondutores e farmacu00eutico.

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Nos mercados asiáticos, o índice Nikkei, do Japão, não operou nesta sessão. Já o Kospi, da Coreia do Sul, teve alta de 0,71%, enquanto o Taiex, de Taiwan, subiu 0,57%. Em Cingapura, o Straits Times recuou 0,37%, enquanto o S&P/ASX 200, da Austrália, encerrou praticamente estável, com leve avanço de 0,01%.

Desempenho dos principais índices asiáticos
  • Hong Kong (Hang Seng): -1,06%, a 21.294 pontos.
  • Xangai (SSEC): -0,12%, a 3.318 pontos.
  • CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -0,46%, a 3.883 pontos.
  • Seul (Kospi): +0,71%, a 2.539 pontos.
  • Taiwan (Taiex): +0,57%, a 23.384 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): -0,37%, a 3.860 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): +0,01%, a 8.484 pontos.

A expectativa dos investidores segue voltada para eventuais novos desdobramentos na política comercial dos Estados Unidos e seus reflexos sobre o mercado global de tecnologia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Real desvalorizado amplia custo de vida e reduz poder de compra do brasileiro frente a EUA e Canadá

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A desvalorização do real frente ao dólar nas últimas décadas tem aprofundado a diferença de custo de vida e poder de compra entre o Brasil e economias desenvolvidas como Estados Unidos e Canadá. Levantamento comparativo dos últimos 15 anos mostra que a moeda brasileira saiu de cerca de R$ 1,67 por dólar em 2011 para patamares acima de R$ 5,50 em 2026, evidenciando uma perda acumulada relevante e impactos diretos sobre a renda da população.

A análise considera fatores como câmbio, evolução do salário mínimo em dólar e despesas médias em grandes centros urbanos. Embora o custo absoluto de vida no exterior seja mais elevado, o equilíbrio entre renda e gastos tende a ser mais favorável em países com maior estabilidade econômica.

Desvalorização cambial corrói consumo global

De acordo com o especialista em Direito Internacional e negócios globais, Daniel Toledo, a perda de valor do real é determinante para a redução da capacidade de consumo do brasileiro no cenário internacional.

“Quando analisamos o câmbio ao longo do tempo, fica claro que o brasileiro perdeu poder de compra global. Isso afeta desde viagens até o acesso a bens importados e investimentos no exterior”, explica.

Salários em dólar mostram diferença estrutural

Os dados reforçam a disparidade entre países. Nos Estados Unidos, o salário mínimo mensal saiu de aproximadamente US$ 1.160 em 2011 para cerca de US$ 2.050 em 2026. No Canadá, avançou de US$ 1.550 para cerca de US$ 2.150 no mesmo período.

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No Brasil, o movimento foi inverso quando convertido em dólar: de cerca de US$ 320 em 2011 para aproximadamente US$ 285 em 2026, evidenciando perda de valor real. Em comparação regional, a Argentina apresentou queda ainda mais acentuada.

Essa diferença impacta diretamente o consumo. Para adquirir um smartphone de US$ 900:

  • No Canadá: cerca de 65 horas de trabalho
  • Nos Estados Unidos: aproximadamente 110 horas
  • No Brasil: cerca de 380 horas
  • Na Argentina: mais de 600 horas

O indicador evidencia que o poder de compra é mais determinante do que o salário nominal.

Custo de vida pressiona famílias no Brasil

A comparação entre grandes cidades mostra que, apesar de mais caro em termos absolutos no exterior, o custo de vida é mais equilibrado em relação à renda.

  • São Paulo: entre R$ 15,5 mil e R$ 24,5 mil mensais
  • Houston (EUA): entre US$ 4.500 e US$ 7.500
  • Toronto (Canadá): entre US$ 5.100 e US$ 7.800

No Brasil, despesas com alimentação, energia e habitação têm avançado de forma consistente, comprimindo o orçamento das famílias e reduzindo ganhos reais, mesmo com reajustes salariais.

Para sustentar um padrão de classe média com alguma capacidade de poupança, a renda anual necessária gira em torno de:

  • Brasil: cerca de R$ 250 mil
  • Estados Unidos: aproximadamente US$ 90 mil
  • Canadá: entre US$ 100 mil e US$ 150 mil
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Estabilidade econômica faz diferença no longo prazo

Além dos números, fatores estruturais explicam a diferença na qualidade de vida. Países desenvolvidos apresentam maior estabilidade econômica, previsibilidade regulatória e segurança jurídica — elementos essenciais para planejamento financeiro de longo prazo.

Esse cenário tem impulsionado o interesse de brasileiros em buscar oportunidades no exterior, seja para trabalho, estudo ou investimentos.

Segundo Toledo, a decisão envolve mais do que custos imediatos. “Ambientes estáveis oferecem melhores condições para crescimento, segurança e construção de patrimônio. No longo prazo, o dinheiro tende a render mais e a qualidade de vida se torna mais sustentável”, avalia.

Brasil enfrenta desafios estruturais

O levantamento evidencia que, apesar do custo de vida mais alto em dólar, países como Estados Unidos e Canadá oferecem condições mais favoráveis para preservação de renda e acumulação de patrimônio.

Enquanto isso, o Brasil segue enfrentando desafios estruturais — como volatilidade cambial, inflação e menor previsibilidade econômica — que limitam o avanço do poder de compra e pressionam o orçamento das famílias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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