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Mercado de Trigo: Alta nos Preços no RS e SC

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O mercado de trigo no Rio Grande do Sul segue com movimentação reduzida, sendo diretamente impactado pelos preços das farinhas, conforme análise da TF Agroeconômica. Nos moinhos locais, as compras ocorrem de forma pontual, com negociações diárias, enquanto as posições para fevereiro já estão praticamente definidas.

Em relação aos preços, os valores do trigo no estado variam entre R$ 1.280,00 e R$ 1.350,00, dependendo da região e da qualidade do produto. O trigo importado da Argentina registrou um aumento de US$ 7 por tonelada para março, chegando a US$ 235 FOB Up River. Já o trigo uruguaio é comercializado entre US$ 265 e US$ 270 CPT moinho, conforme a localização. No segmento de exportação, as transações seguem esparsas, com contratos fechados para embarques entre fevereiro e março, mantendo preços na faixa de R$ 1.280,00 a R$ 1.350,00.

Em Santa Catarina, o mercado também se mantém estável, com os moinhos antecipando compras para evitar impactos de eventuais elevações de preços. Na região de Mafra, as ofertas variam entre R$ 1.400,00 CIF e R$ 1.500,00 CIF em Pinhalzinho. O trigo importado, por sua vez, alcança valores superiores a R$ 1.700,00 no porto e R$ 1.800,00 no interior do estado. Os preços pagos aos triticultores catarinenses seguem sem grandes oscilações, situando-se entre R$ 69,00 e R$ 74,33 por saca, dependendo da localidade.

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No Paraná, a busca por trigo para março segue intensa, com preços variando entre R$ 1.400,00 e R$ 1.500,00 CIF. O setor logístico também exerce influência sobre o mercado, com o custo dos fretes registrando alta desde o início do ano, impulsionado pela safra de milho e soja. O trigo importado da Argentina é oferecido a valores entre US$ 280 e US$ 290 no porto. O custo de produção no estado recuou para R$ 68,68, resultando em um lucro médio de 6,11% para os triticultores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Avicultura brasileira bate recorde na produção de carne de frango, enquanto oferta menor impulsiona preços dos ovos

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A avicultura brasileira iniciou 2026 com cenários distintos para seus principais segmentos. Enquanto a produção de carne de frango atingiu um novo recorde histórico para o primeiro trimestre do ano, o setor de ovos registrou redução na oferta, movimento que contribuiu para a elevação dos preços ao produtor. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No mercado de carne de frango, as cotações seguem em trajetória de alta desde o início de junho, comportamento considerado atípico para o período da segunda quinzena do mês, quando tradicionalmente a demanda apresenta desaceleração. Segundo o Cepea, a valorização foi observada em todas as regiões monitoradas e está relacionada à retomada gradual do consumo e ao equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Produção de carne de frango alcança maior volume da série histórica

Além da firmeza nos preços, o setor avícola registrou um marco produtivo. De acordo com o IBGE, a produção nacional de carne de frango somou 3,734 milhões de toneladas entre janeiro e março de 2026, o maior volume já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997.

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O resultado representa crescimento de 2,2% em relação ao quarto trimestre de 2025 e avanço expressivo de 6,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a produção totalizou 3,492 milhões de toneladas.

O desempenho reforça a competitividade da avicultura brasileira, sustentada pelo aumento da produtividade, pela demanda doméstica consistente e pelo fortalecimento das exportações, fatores que mantêm o setor entre os mais relevantes do agronegócio nacional.

Menor produção de ovos reduz oferta e eleva preços

Em sentido oposto, a produção brasileira de ovos para consumo apresentou retração no início deste ano. Segundo os dados do IBGE compilados pelo Cepea, foram produzidas 995,5 milhões de dúzias entre janeiro e março de 2026.

O volume ficou 0,5% abaixo do registrado no primeiro trimestre de 2025 e recuou 3,8% em relação ao último trimestre do ano passado, indicando uma desaceleração na oferta interna.

Com menor disponibilidade do produto no mercado, os preços reagiram positivamente. Em Bastos (SP), principal referência nacional da atividade, a média dos ovos brancos tipo extra, comercializados na modalidade FOB, atingiu R$ 147,20 por caixa com 30 dúzias no primeiro trimestre, alta real de 8,7% frente ao trimestre anterior, considerando os valores corrigidos pelo IGP-DI de maio de 2026.

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No caso dos ovos vermelhos, a valorização foi ainda mais intensa. A média alcançou R$ 167,04 por caixa, avanço real de 11,5% na mesma base de comparação.

Perspectivas para o setor avícola

Os dados do primeiro trimestre mostram um setor avícola aquecido, com a cadeia da carne de frango ampliando sua produção e registrando recuperação da demanda, enquanto o mercado de ovos encontra suporte em uma oferta mais restrita.

Para os próximos meses, agentes do setor acompanham de perto a evolução do consumo interno, os custos de produção e o desempenho das exportações, fatores que deverão continuar influenciando a formação dos preços e o ritmo produtivo da avicultura brasileira ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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