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Mercado de Arroz Enfrenta Baixa Liquidez e Preços Nominais Estáveis

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O mercado de arroz continua a apresentar baixa liquidez e cotações nominais, em meio a um enfraquecimento acentuado do consumo no segundo semestre. Essa análise é de Evandro Oliveira, consultor e analista da Safras & Mercado, que destaca o foco atual na semeadura da nova safra.

Segundo o especialista, o plantio na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, iniciado em meados de agosto, já avançou significativamente, com áreas que contam com manejo, aplicação de ureia e irrigação estabelecida. “Esses fatores indicam uma colheita antecipada, prevista entre o final de janeiro e início de fevereiro de 2025”, afirma Oliveira.

No que diz respeito às cotações, a saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul, referência nacional (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista), fechou a quinta-feira (10) a R$ 118,85, uma queda de 0,65% em comparação com a semana anterior. No entanto, em relação ao mês anterior, houve um aumento de 0,86%, e quando comparado ao mesmo período de 2023, o crescimento foi de 14,28%.

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Comércio Exterior: Queda nas Exportações e Saldo Comercial Negativo

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), organizados pela Safras Consultoria, as exportações de arroz em casca na temporada comercial 2024/25 (de março a setembro) somaram 855,39 mil toneladas, uma queda de 30,87% em comparação com 1,12 milhão de toneladas exportadas no mesmo período da temporada anterior.

Desse total, o arroz em casca representou 238,61 mil toneladas, uma redução significativa frente às 626,21 mil toneladas da temporada anterior. O arroz quebrado, por sua vez, registrou aumento, com 386,57 mil toneladas exportadas até setembro, em comparação com 302,84 mil toneladas do ciclo anterior. As exportações de arroz branco totalizaram 225,63 mil toneladas, em comparação com 171,1 mil toneladas no mesmo período da temporada passada. Já o arroz descascado caiu para 4,57 mil toneladas, frente às 19,28 mil toneladas anteriormente exportadas.

Por outro lado, as importações de arroz em casca cresceram 0,46%, atingindo 944,8 mil toneladas, em comparação com as 940,46 mil toneladas do período anterior. No caso do arroz branco, as importações somaram 642,22 mil toneladas, contra 542,94 mil toneladas da temporada passada. O arroz descascado, no entanto, registrou um recuo de 22,98%, com 271,94 mil toneladas importadas até agosto, frente a 353,06 mil toneladas no ciclo anterior.

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Com isso, o setor de arroz no Brasil encerra a temporada comercial 2024/25 com um saldo negativo de 89,42 mil toneladas de arroz em casca, contrastando com o superávit de 178,97 mil toneladas registrado no mesmo período da temporada anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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