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Alta Mogiana Amplia Irrigação por Gotejamento e Registra Significativos Avanços na Produtividade

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Frente à grave crise hídrica que afetou a região em 2021, a Usina Alta Mogiana iniciou uma busca por soluções que pudessem mitigar os impactos da seca severa. Em São Joaquim da Barra, onde a unidade enfrentou 170 dias sem chuvas significativas, a produtividade agrícola sofreu uma queda acentuada.

A resposta da empresa foi a implementação do sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo. Iniciado em uma área experimental de 30 hectares, o projeto visava avaliar como a tecnologia poderia compensar a perda de produtividade entre maio e agosto. Três anos após a introdução, o sistema não só se mostrou eficaz, como a área irrigada foi expandida para 93 hectares, com planos de ampliação para 217 hectares no futuro.

Este projeto de sucesso será um dos principais destaques no 6º Seminário Brasileiro de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-Açúcar (IRRIGACANA), que ocorrerá nos dias 28 e 29 de agosto em Ribeirão Preto (SP). Durante o evento, o Supervisor Agrícola da Usina Alta Mogiana, Júlio Naves, apresentará detalhadamente a evolução do investimento em gotejamento e os benefícios obtidos.

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Naves, que também ocupa o cargo de vice-presidente do GIFC (Grupo de Irrigação e Fertirrigação em Cana-de-Açúcar), vê a irrigação como uma espécie de seguro para a produtividade, especialmente em um contexto climático cada vez mais adverso. “Com a tecnologia implementada, as perdas em anos de baixa pluviosidade serão reduzidas. Em anos favoráveis, a irrigação permitirá manter ou até aumentar a produção das áreas,” afirma.

O grande diferencial do gotejamento, segundo Naves, é a capacidade de fornecer a quantidade ideal de água e nutrientes diretamente às raízes das plantas, o que maximiza a resposta da cana e reduz os custos de produção.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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