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Projeto Inovador Promove Indústrias de Sisal para Produção de Biocombustível na Bahia

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O projeto RePlanta Agave, liderado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em parceria com o Governo da Bahia, avança para uma nova fase com foco na modernização da cadeia produtiva do sisal (Agave sisalana pierre). Esta planta, amplamente cultivada na região semiárida baiana, além de ser tradicionalmente utilizada na produção de fibras, ganhou destaque nos últimos anos como uma alternativa promissora para a produção de biocombustíveis.

Com um aporte de R$ 2,6 milhões, a iniciativa busca melhorar as condições de cultivo, colheita e aproveitamento da biomassa residual da planta, fortalecendo a indústria local e promovendo a geração de renda e sustentabilidade.

Cadastro e Qualificação de Produtores

Entre janeiro e março de 2025, a Associação dos Agricultores e Agricultoras de Serrinha (Apaeb Serrinha), selecionada por meio do edital público 012/2024, realizará o mapeamento e cadastro de aproximadamente 400 produtores da região sisaleira baiana, que compreende 21 municípios. Essa etapa é essencial para criar uma base de agricultores qualificados.

Na sequência, os participantes serão divididos em turmas de 20 pessoas por localidade, recebendo treinamento técnico em atividades como preparação do solo, semeadura, manejo, colheita, armazenagem e comercialização. O objetivo é implementar práticas mais eficientes e sustentáveis.

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De acordo com Perpétua Almeida, diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, “o RePlanta Agave está alinhado à Nova Indústria Brasil (NIB) e simboliza o compromisso de transformar a indústria nacional. Além de promover a transição energética, o projeto gera empregos, renda e sustentabilidade, dinamizando a economia local.”

Biocombustíveis e Outras Aplicabilidades do Sisal

Tradicionalmente, o sisal é utilizado para a extração de fibras destinadas à fabricação de cordas, tapetes e mantas. Entretanto, avanços tecnológicos revelaram novas possibilidades para o aproveitamento tanto da fibra quanto dos subprodutos. Entre os destaques estão o bioetanol de 1ª e 2ª geração, que surge como alternativa sustentável aos combustíveis fósseis.

Além do etanol, o agave também possibilita a produção de bioinseticidas, bioherbicidas, ração animal, biometano, biohidrogênio verde, biochar (carvão vegetal para correção de solos) e componentes plásticos para veículos.

Liderança Brasileira na Produção de Sisal

O Brasil se consolidou como o maior produtor mundial de fibra de sisal, com a Bahia respondendo por 90% da produção nacional, seguida por Paraíba e Pernambuco. A agricultura familiar é predominante nesse setor, reforçando o caráter social e econômico da cultura.

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Com a estruturação de novas indústrias voltadas à produção de biocombustíveis, o RePlanta Agave representa um marco para a transição sustentável, fortalecendo a cadeia produtiva e promovendo o desenvolvimento do semiárido brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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