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Exportações da China desaceleram em novembro; importações caem antes de novas tarifas de Trump

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As exportações da China registraram uma desaceleração significativa em novembro, enquanto as importações sofreram uma queda inesperada, em um sinal preocupante para a segunda maior economia do mundo. A desaceleração ocorre em um momento em que a iminente volta de Donald Trump à Casa Branca levanta novos riscos comerciais.

Queda nas exportações e importações

De acordo com os dados divulgados pela alfândega chinesa nesta terça-feira (10), as exportações aumentaram 6,7% em novembro, abaixo da previsão de 8,5% e da alta de 12,7% observada em outubro. Por outro lado, as importações caíram 3,9%, o pior desempenho em nove meses, contrariando a expectativa de crescimento de 0,3%. Este resultado alimenta as demandas por mais apoio econômico, especialmente em relação à demanda interna.

Ações do governo chinês e os riscos comerciais

Em resposta à desaceleração, as autoridades chinesas prometeram ampliar os estímulos econômicos em 2025, adotando uma abordagem mais expansionista nas políticas fiscal e monetária, com o objetivo de incentivar o consumo e estimular a economia.

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“A demanda global não está muito forte e os dados de outros grandes exportadores, como Coreia do Sul e Vietnã, também indicam desaceleração”, afirmou Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit. Segundo ele, os primeiros sinais de antecipação das tarifas de Trump no próximo ano começaram a surgir, mas o impacto completo só será sentido nos próximos meses, especialmente em dezembro e janeiro.

Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, anunciou planos de impor uma tarifa adicional de 10% sobre produtos chineses, como parte de uma estratégia para pressionar Pequim a tomar medidas mais rigorosas contra o tráfico de substâncias químicas utilizadas na fabricação de fentanil. Anteriormente, Trump havia cogitado tarifas superiores a 60%, o que gerou grande apreensão no setor industrial da China, que exporta mais de 400 bilhões de dólares em mercadorias para os EUA.

Superávit comercial em alta

Apesar da desaceleração nas exportações e importações, o superávit comercial da China aumentou, alcançando 97,44 bilhões de dólares em novembro, um crescimento em relação aos 95,72 bilhões de dólares registrados em outubro.

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Com os desafios internos e externos se ampliando, a China deverá continuar a buscar estratégias para estimular sua economia diante de um cenário global incerto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado se aproxima de 1 milhão de toneladas e 1/4 do algodão brasileiro

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A Bahia caminha para a maior safra de algodão de sua história, com produção estimada em 986,4 mil toneladas de pluma no ciclo 2025/26, crescimento de 17% sobre a temporada anterior. O volume representa quase 24% da safra brasileira prevista pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e mantém o estado na segunda posição nacional, atrás de Mato Grosso.

O destaque está no rendimento das lavouras. Em aproximadamente 418 mil hectares, a produtividade estimada chega a 2.360 quilos de pluma por hectare, cerca de 14% acima da média brasileira calculada com os dados da Abrapa. São aproximadamente 284 quilos adicionais por hectare, uma diferença que ajuda a distribuir os custos de produção por um volume maior de fibra.

Para o Brasil, a associação apresentou em setembro uma estimativa de 4,144 milhões de toneladas, cultivadas em 1,996 milhão de hectares. Mato Grosso lidera com produção projetada em 2,74 milhões de toneladas. Juntos, os dois estados concentram aproximadamente 90% do algodão nacional.

O resultado baiano aumenta a oferta em um momento de maior atenção à comercialização. Os preços da pluma continuavam em queda no início de outubro, depois do recuo registrado em setembro, conforme acompanhamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo. Para o produtor, a produtividade maior ajuda na conta, mas o ganho final depende também do preço recebido, dos custos e da qualidade da fibra.

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A retirada do algodão da lavoura é apenas uma etapa desse processo. Segundo relatório da Abrapa divulgado em 9 de outubro, a colheita brasileira havia atingido 99% até 25 de setembro, enquanto o beneficiamento estava em 49%. É nessa operação que a fibra é separada do caroço e preparada para venda. Os volumes estaduais ainda estavam sujeitos à consolidação.

O mercado externo será importante para absorver a produção. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Brasil exportou 3,37 milhões de toneladas de algodão, recorde e avanço de 19% sobre o ano comercial anterior. Esse calendário é diferente do ciclo agrícola e inclui a comercialização de algodão colhido anteriormente.

Dentro do país, a indústria enfrenta dificuldades para ampliar o consumo da fibra. Dados apresentados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) à Câmara Setorial do Algodão, em setembro, apontaram queda de 1,9% na produção têxtil acumulada em 12 meses. A fabricação de vestuário recuou 4,2%, enquanto as importações de roupas cresceram 50,3% entre janeiro e agosto de 2026.

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Para a Bahia, ampliar o escoamento pelo Porto de Salvador é uma das alternativas discutidas pelo setor. A rota pode reduzir a concentração dos embarques em Santos, mas sua vantagem depende do custo do frete, da disponibilidade de contêineres e da regularidade das linhas marítimas.

A qualidade também pesa na negociação. Compradores avaliam características como comprimento, resistência e uniformidade da fibra, que interferem na fabricação dos fios. Uma colheita volumosa precisa chegar ao beneficiamento e à armazenagem em boas condições para preservar seu valor comercial.

O avanço das lavouras baianas fortalece a participação do estado no mercado nacional. Com a safra próxima de 1 milhão de toneladas, o desafio agora é transformar o rendimento obtido no campo em vendas que remunerem o produtor e sustentem o próximo plantio.

Fonte: Pensar Agro

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