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Exportações de café da Índia devem aumentar graças à alta dos preços globais

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O país do sul da Ásia – famoso como produtor de chá – também é o oitavo maior produtor de café do mundo, produzindo principalmente grãos robusta usados para fazer café instantâneo. A Índia também tem produção da variedade arábica, mais cara.

“A demanda por café indiano, especialmente por grãos robusta, é forte devido aos preços globais firmes resultantes de problemas de produção”, disse Ramesh Rajah, presidente da Associação de Exportadores de Café da Índia, prevendo um aumento de até 10% nas exportações este ano.

O café robusta está sendo negociado próximo ao seu valor mais alto em pelo menos 15 anos, já que o Vietnã, o maior produtor mundial, deverá produzir menos em 2023/24 do que na temporada anterior.

A Índia exporta três quartos de sua produção, principalmente para a Itália, Alemanha e Bélgica.

O café indiano normalmente tem um prêmio sobre a referência global porque é cultivado à sombra, colhido à mão e seco ao sol. No entanto, este ano, os prêmios estão mais altos do que o normal devido a um déficit de produção, disseram os exportadores.

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As exportações de café em 2024 poderão saltar para 298.000 toneladas em relação às 271.420 toneladas do ano passado, disse um negociante de Bengaluru de uma trading global.

O café robusta indiano está obtendo um prêmio de quase 300 dólares por tonelada em relação aos futuros de Londres devido à forte demanda, disse ele.

DESGASTE DO CLIMA

Embora a demanda de exportação seja boa, os comerciantes estão esperando que a oferta aumente, o que poderia derrubar os preços locais, disse o negociante.

A safra de robusta desta temporada está quase 20% concluída, embora as chuvas dos últimos dias nas áreas de cultivo tenham atrapalhado, disse M. M. Chengappa, um cafeicultor de Kodagu, no estado de Karnataka, o maior produtor.

O Conselho do Café, administrado pelo estado, estimou que a produção da Índia poderia aumentar para 374.200 toneladas na temporada 2023/24, que começou em 1º de outubro, acima das 352.000 toneladas do ano passado. No entanto, os agricultores dizem que as chuvas estão limitando o aumento da produção.

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Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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