AGRONEGÓCIO

Câmara aprova Lei de Bioinsumos, marco para a sustentabilidade no agro brasileiro

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), o Projeto de Lei 658/2021, que estabelece a regulamentação e incentiva a produção de bioinsumos no Brasil. Reconhecida como uma das pautas prioritárias da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a proposta representa um avanço em sustentabilidade, produtividade e inovação tecnológica no setor agrícola.

O relator da matéria, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), destacou o caráter colaborativo do texto, desenvolvido em conjunto com mais de 50 entidades do setor e órgãos governamentais como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Anvisa e o Ibama. “Esse é um texto consolidado, fruto de diálogo entre o Parlamento, a consultoria legislativa e entidades setoriais, com o objetivo de beneficiar especialmente os produtores de orgânicos e todo o agro brasileiro”, afirmou o parlamentar.

Souza ressaltou que a proposta cria um ambiente regulatório sólido, indispensável para atrair investimentos em pesquisa e desenvolvimento de bioinsumos. Esses produtos desempenham papéis fundamentais, como a proteção de cultivos e o melhor aproveitamento de nutrientes, promovendo eficiência no uso dos recursos naturais. O relator também enfatizou que o Brasil, com sua rica biodiversidade, está em uma posição estratégica para liderar o setor global de bioinsumos e reduzir a dependência de insumos importados.

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Impactos econômicos e liderança nacional

O mercado brasileiro de bioinsumos cresce a uma taxa anual de 21%, superando quatro vezes a média global. Na safra 2023/2024, o setor movimentou R$ 5 bilhões, com destaque para as culturas de soja, milho e cana-de-açúcar. Mato Grosso é o maior consumidor, respondendo por 33,4% do uso nacional, seguido por Goiás e Distrito Federal (13%) e São Paulo (9%).

De acordo com o deputado Zé Vitor (PL-MG), autor do projeto, os bioinsumos são uma oportunidade estratégica para o Brasil, unindo sustentabilidade e inovação. “A biodiversidade brasileira, com estímulos legislativos corretos, pode gerar tecnologias exportáveis e posicionar o país na vanguarda da agricultura sustentável”, disse.

Tramitação e próximos passos

Desde 2021, o projeto foi amplamente discutido pela FPA e aprovado em diversas comissões, como Meio Ambiente (CMADS) e Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR). Em 2022, obteve parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Agora, a matéria segue para o Senado e, se aprovada, poderá ser sancionada ainda em 2024.

O presidente da FPA, Pedro Lupion (PP-PR), celebrou o resultado, destacando o trabalho conjunto da bancada e o impacto positivo para os produtores. “Esse é um momento decisivo para o agro brasileiro, alinhado às demandas globais por sustentabilidade. É um orgulho contribuir para o avanço do setor e do país”, concluiu Lupion.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio respondeu por 45,7% das exportações brasileiras em junho

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Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que o agronegócio foi responsável por 45,7% de todas as exportações brasileiras em junho, totalizando R$ 85,77 bilhões — um avanço de 14% na comparação anual. No acumulado do primeiro semestre, o setor exportou R$ 450,25 bilhões, alta de 6,2%.

Mais do que índices macroeconômicos, esse desempenho define o horizonte para os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros). Em um momento em que a exportação flui — impulsionada pela soja (R$ 32,36 bilhões em junho) e pela carne bovina, que teve a China consolidada como principal destino após compras na casa dos R$ 33,50 bilhões — a capacidade de pagamento do produtor rural e das empresas da cadeia produtiva é reforçada, criando um cenário favorável para a originação de crédito de melhor qualidade.

A força das exportações do agro não está concentrada apenas nos grandes polos. Os dados da CNM indicam que 1.497 municípios brasileiros registraram exportações do setor em junho, com Mato Grosso (R$ 15,61 bilhões) e São Paulo (R$ 12,66 bilhões) liderando a ponta.

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Fonte: Pensar Agro

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