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Mercado de algodão mantém estabilidade em fevereiro, mesmo com alta em Nova York

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Apesar da alta nas cotações do algodão na Bolsa de Nova York e do calendário mais curto devido ao Carnaval, o mercado físico brasileiro manteve-se estável em fevereiro. Segundo dados da Safras Consultoria, o período de entressafra trouxe comportamento equilibrado para os preços, sustentados por boa oferta interna e leve melhora na demanda.

Preços internos seguem firmes no mês

Mesmo com oscilações externas, os preços domésticos do algodão ficaram próximos aos patamares de janeiro. Na quinta-feira (26), a indicação da indústria para o produto colocado em São Paulo foi de R$ 3,53 por libra-peso, o mesmo valor registrado há um mês. Na comparação semanal, houve pequena alta de 0,28%.

Em Rondonópolis (MT), o preço pago pela pluma alcançou R$ 109,52 por arroba (equivalente a R$ 3,31/lb), frente aos R$ 109,21 por arroba da semana anterior. Analistas apontam que a demanda apresentou maior movimentação tanto no mercado spot quanto em contratos de até 30 dias, o que contribuiu para a leve valorização semanal.

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Exportações recuam em janeiro, mas mantêm bom desempenho

De acordo com o relatório de fevereiro da Abrapa, o Brasil exportou 316,9 mil toneladas de algodão em janeiro de 2026, gerando US$ 489 milhões em receita. O volume foi 23,8% menor que o embarcado no mesmo mês de 2024, mas ainda representa o segundo melhor janeiro da história das exportações do setor.

A China se manteve como o principal destino do algodão brasileiro, com 36% de participação no total embarcado. China e Turquia foram os destaques positivos do mês, somando aumento de 55,6 mil toneladas nas exportações em relação a janeiro de 2025. Já Paquistão, Vietnã e Bangladesh registraram retração conjunta de 135,4 mil toneladas.

Fevereiro apresenta crescimento nas vendas externas

Os dados da Secex, vinculada ao Ministério da Economia, mostram que o Brasil exportou 218,691 mil toneladas de algodão nos 13 primeiros dias úteis de fevereiro. A média diária foi de 16,822 mil toneladas, totalizando US$ 333,628 milhões em receita — cerca de US$ 25,663 milhões por dia.

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Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve avanço de 22,5% no volume médio diário exportado e aumento de 11% na receita média diária, reforçando a boa competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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