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BNDES anuncia recorde de R$ 70 bilhões para o Plano Safra 2025/2026 com foco na agricultura brasileira

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai disponibilizar R$ 70 bilhões para financiar o agronegócio no Plano Safra 2025/2026, que vigora de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026. Esse valor representa um aumento de 5% em relação ao montante do ciclo anterior e é o maior já oferecido pelo banco ao setor, sendo 180% superior ao valor do Plano Safra 2022/2023.

Recursos equalizáveis: crescimento de 19%

Do total, R$ 39,7 bilhões serão destinados a recursos equalizáveis, que contam com prazos, taxas e orçamentos pré-estabelecidos pelo Governo Federal, via Programas Agropecuários (PAGF). Esse volume corresponde a um aumento de 19% em relação à safra anterior.

  • Agricultura empresarial: R$ 26,3 bilhões para médios e grandes produtores, com taxas de juros entre 8,5% e 14% ao ano.
  • Agricultura familiar: R$ 13,4 bilhões para pequenos produtores, com juros variando entre 0,5% e 8% ao ano.
Programas de financiamento para diferentes perfis

Para o segmento empresarial, os recursos serão distribuídos por nove programas, entre eles: Moderfrota, Pronamp, Renovagro, Inovagro, Proirriga, Prodecoop e PCA. Já para a agricultura familiar, o BNDES utiliza linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

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Aumento de recursos para regiões Norte e Nordeste

O Plano Safra 2025/2026 reserva R$ 532 milhões exclusivamente para agricultores familiares das regiões Norte e Nordeste — um aumento de 80% em relação ao valor aplicado nessas áreas no ciclo anterior. Essa medida reforça a estratégia do BNDES e do Governo Federal de promover maior equilíbrio socioeconômico e territorial no país.

Declaração do presidente do BNDES

“A expressiva evolução desses números reafirma o forte compromisso do BNDES com o setor agropecuário brasileiro. Por meio do Plano Safra, com um orçamento recorde de R$ 70 bilhões para o financiamento rural, estamos ao lado dos produtores, apoiando tecnologia, inovação e sustentabilidade, para que o agronegócio continue sendo um dos principais motores do desenvolvimento econômico e social do país, com práticas que preservem o meio ambiente”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

BNDES Crédito Rural: linha própria com orçamento de R$ 30,3 bilhões

Além dos recursos equalizáveis, o BNDES disponibilizará R$ 30,3 bilhões em linhas próprias, não equalizáveis e perenes, por meio do programa BNDES Crédito Rural, que financia investimentos, aquisição isolada de máquinas, custeio, apoio a cooperativas e operações lastreadas em títulos do agronegócio (CPR-F e CDCA).

Desde o início da operação em 2020, já foram aprovados mais de R$ 23,4 bilhões em cerca de 37 mil operações. Para os próximos 12 meses, o orçamento da linha será de R$ 30,3 bilhões, compondo o total de R$ 70 bilhões para o setor no Plano Safra 2025/2026.

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Linha em dólar para diversificação do crédito

Do total de crédito próprio, R$ 14,4 bilhões serão disponibilizados com custo financeiro em dólares americanos, produto lançado em abril de 2023 para oferecer opções de crédito mais competitivas, especialmente para o agronegócio exportador. Até junho de 2025, o BNDES aprovou cerca de R$ 9 bilhões em 5,3 mil operações, com mais de 95% dos recursos voltados à aquisição de máquinas e equipamentos.

Modalidades de contratação

O apoio financeiro do BNDES ao agronegócio ocorre via contratação direta, quando o crédito é contratado diretamente com o banco, ou de forma indireta, por meio de mais de 80 instituições financeiras parceiras credenciadas, garantindo ampla distribuição dos recursos por todo o território nacional.

Saiba mais sobre as linhas e programas do BNDES para o setor agropecuário.

Linhas e programas do BNDES

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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