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Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura comemora cinco anos de atuação

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Em setembro, o Centro de Inteligência e Mercado em Aquicultura (CIAqui), coordenado pela Embrapa, celebra cinco anos de existência. A plataforma digital oferece aos usuários uma vasta gama de dados e informações sobre a cadeia produtiva da aquicultura, um setor em crescimento no Brasil. Embora o país ainda tenha muito a avançar para explorar todo o seu potencial aquícola, a organização constante de conteúdos contribui para o desenvolvimento dessa atividade.

Manoel Pedroza, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, coordena o CIAqui e destaca sua evolução ao longo dos anos. “Nesses cinco anos, o CIAqui ampliou suas ferramentas, com a inclusão de painéis de dados como cotações de alevinos e filés de peixe, infomapas, custos de produção de tilápia e novas informações sobre a produção. O design também foi aprimorado, tornando a plataforma mais acessível e funcional. Hoje, o centro registra cerca de 1.500 acessos mensais, tanto do Brasil quanto do exterior”, explica Pedroza.

Relatórios e Impacto na Cadeia Produtiva

Um dos principais produtos oferecidos pelo CIAqui é o Informe de Comércio Exterior da Piscicultura, publicado trimestralmente. Desde 2020, o relatório divulga dados sobre a movimentação comercial do setor no Brasil, com destaque para a tilápia, principal espécie produzida e exportada no país. A 19ª edição do boletim será lançada em outubro, cobrindo o terceiro trimestre de 2024. Segundo Pedroza, o informativo é amplamente utilizado por diversos agentes da cadeia produtiva, e os dados de exportação também estão disponíveis de forma interativa nos painéis do CIAqui.

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Rui Donizete Teixeira, chefe da divisão do Departamento de Indústria do Pescado do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), é um dos usuários frequentes do CIAqui. “Utilizamos a plataforma para consultar dados que ajudam na elaboração de levantamentos estatísticos sobre a balança comercial do pescado. Comparo esses dados com outras fontes para gerar material que apoie as políticas públicas do departamento”, comenta Rui.

Confiabilidade e Novidades

Rui ainda elogia a confiabilidade da plataforma: “A gestão pública eficiente de uma cadeia produtiva começa com dados precisos. O CIAqui, sendo uma iniciativa da Embrapa, nos oferece tranquilidade em relação à qualidade das informações”.

Entre os dados disponíveis no CIAqui estão informações sobre a produção nacional, cotações e custos de produção. Para os próximos meses, o centro promete novidades. “Em breve, lançaremos um aplicativo voltado para dados de comércio exterior da piscicultura, e estamos buscando novas parcerias para ampliar os dados e estudos oferecidos. Além disso, uma versão em inglês do CIAqui também está nos planos”, revela Pedroza.

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O projeto conta com o apoio de importantes parceiros, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), e secretarias estaduais e ministérios do governo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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