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Ibovespa sobe em dia de volume baixo com expectativa de decisão do Copom

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Nesta quarta-feira, o Ibovespa encerrou em alta de 0,53%, atingindo 120.261,34 pontos, próximo à máxima do dia de 120.383,33 pontos. A mínima foi registrada em 118.960,37 pontos. O volume financeiro, no entanto, foi significativamente reduzido, totalizando apenas 14,15 bilhões de reais, muito abaixo da média diária anual de 23,9 bilhões de reais. A baixa atividade reflete a cautela dos investidores antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e a ausência de Wall Street devido ao feriado nos Estados Unidos.

Expectativas com o Copom

A atenção do mercado está voltada para o desfecho da reunião do Copom, especialmente devido às recentes mudanças na diretoria do Banco Central e à saída iminente do presidente Roberto Campos Neto. Na terça-feira, o presidente da República voltou a criticar Campos Neto, o que, para alguns agentes do mercado, reforça a expectativa de uma decisão dividida do Copom sobre a taxa Selic.

A maioria dos economistas acredita que a taxa básica de juros será mantida em 10,50% ao ano, embora uma parcela menor ainda aposte em um corte de 0,25 ponto percentual. Na reunião anterior, o BC desacelerou o ritmo de afrouxamento monetário com um corte de 0,25 ponto, em uma decisão dividida que refletiu divergências entre os diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Análise de Mercado

Segundo Luís Moran, chefe da EQI Research, o feriado nos Estados Unidos e a expectativa pelo Copom resultaram em um dia de pouca movimentação no mercado. Moran destacou que a adição do componente político pelo presidente Lula aumentou a incerteza sobre a decisão, que antes era amplamente esperada como unânime pela pausa no ciclo de cortes. “Tecnicamente, não tem como fazer uma redução (da Selic) nesse instante”, afirmou, citando projeções de inflação desancoradas.

Destaques do Dia

Entre as ações que se destacaram, BRF ON avançou 4,33%, continuando a tendência positiva do dia anterior, impulsionada pela possibilidade de restrições chinesas à importação de carne suína da União Europeia. Marfrig ON, principal acionista da BRF, subiu 3,03%, enquanto JBS ON e Minerva ON valorizaram-se 1,76% e 2,86%, respectivamente.

WEG ON teve um ganho de 2,44%, acumulando seis pregões consecutivos de alta. A empresa recentemente anunciou uma parceria com a Horse para powertrain de veículos comerciais e um acordo para equipar uma usina da Orizon de geração de energia a partir de resíduos.

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VALE ON fechou com alta de 0,31%, apesar da queda de 0,36% nos futuros do minério de ferro na China. ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,78% após o CEO indicar a provável distribuição de dividendos extraordinários. BRADESCO PN aumentou 0,48%.

PETROBRAS PN teve um leve acréscimo de 0,08%, após uma forte valorização na véspera. A quarta-feira foi marcada pela posse da nova presidente-executiva da estatal, Magda Chambriard, que afirmou ter recebido de Lula a missão de “movimentar a Petrobras” para impulsionar o PIB do Brasil.

Por outro lado, AZUL PN recuou 4,62%, na sexta sessão seguida de queda, atingindo novas mínimas desde março de 2023. A CSN ON caiu 1,85%, corrigindo após uma disparada na véspera, quando o STJ acatou recurso da companhia envolvendo uma indenização de cerca de 5 bilhões de reais a ser paga pela Ternium.

O comportamento do mercado reflete uma combinação de fatores políticos e econômicos, com os investidores aguardando decisões cruciais que podem impactar significativamente o cenário financeiro no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Regra que cruza desmatamento e crédito gera nova disputa no STF e acende alerta no agro

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A mudança nas regras do crédito rural, que passou a incorporar dados de monitoramento por satélite na análise de financiamento, levou o setor produtivo ao Supremo Tribunal Federal (STF) e abriu um novo flanco de disputa entre política ambiental e política agrícola.

A mudança foi publicada pelo portal Pensar Agro no último dia 9, leia aqui.

Nesta quarta-feira (15.04) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil encontrou com ação questionando resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) que determinaram o uso de informações do sistema oficial de monitoramento do desmatamento (Prodes) como filtro nas operações de crédito para imóveis rurais acima de quatro módulos fiscais.

O ponto de conflito está na forma como a regra foi desenhada. Pelas normas, instituições financeiras devem considerar a existência de supressão vegetal apontada por satélite na análise de risco das operações. Na prática, isso introduz uma nova camada de verificação antes da liberação dos recursos.

Para o setor produtivo, o problema não está no monitoramento em si, mas na forma automática como a informação passa a impactar o crédito. O argumento é que o sistema não diferencia, de forma imediata, desmatamento ilegal de intervenções autorizadas, o que pode gerar bloqueios mesmo em propriedades regulares.

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Outro aspecto que pesa é o tempo de resposta. A ausência de prazos definidos para validação das informações e análise das justificativas apresentadas pelo produtor cria, segundo a entidade, um intervalo de incerteza em que o crédito simplesmente não chega. Em um setor dependente de calendário, esse atraso pode significar perda de janela de plantio ou redução de escala.

A discussão ganha relevância em um momento de maior restrição financeira no campo. Com juros elevados e avanço do endividamento, o crédito rural já opera com maior seletividade. A introdução de um novo filtro, ainda sujeito a inconsistências técnicas, tende a ampliar esse efeito.

Na leitura de agentes do mercado, a medida altera a lógica tradicional da política de crédito, que historicamente combina análise financeira com critérios produtivos. Ao incorporar um indicador ambiental como elemento de bloqueio prévio, a regra desloca parte do risco regulatório para dentro da operação.

A CNA sustenta que o modelo atual cria uma presunção de irregularidade antes da análise individual de cada caso, o que, na prática, transfere ao produtor o ônus de comprovar sua regularidade após a negativa de crédito. Para a entidade, isso contraria princípios básicos do direito administrativo e compromete a previsibilidade necessária ao financiamento da produção.

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O governo, por sua vez, vê a medida como instrumento de alinhamento entre crédito público e compromissos ambientais, em linha com exigências de mercado e acordos internacionais. A avaliação é de que o sistema contribui para coibir irregularidades e dar maior transparência às operações.

O desfecho da disputa deve definir o alcance dessa nova lógica. Caso o STF suspenda as resoluções, o crédito tende a voltar ao modelo anterior. Se mantidas, as regras devem consolidar um novo padrão, em que variáveis ambientais passam a ter peso direto na liberação de financiamento.

Para o produtor, o efeito é imediato: mais do que custo, o crédito passa a depender também da leitura de dados remotos e da capacidade de comprovar regularidade em tempo hábil. Em um setor guiado por janela de plantio e fluxo de caixa, essa variável pode fazer diferença entre produzir ou reduzir área na próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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