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COFCO International apresenta projeto polinizar na Agrishow 2024: Inovação em proteção das abelhas nativas

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A COFCO International, uma das principais empresas agrícolas do mundo, traz para a Agrishow 2024 o Projeto Polinizar, uma iniciativa pioneira no Brasil voltada para a proteção das abelhas nativas. O projeto será apresentado no estande da Embrapa, juntamente com a Kombee, uma kombi customizada que funciona como um laboratório móvel para disseminar conhecimento sobre as abelhas brasileiras.

Durante a Agrishow 2024, que acontece entre os dias 29 de abril e 3 de maio, em Ribeirão Preto (SP), os visitantes terão a oportunidade de conhecer o Projeto Polinizar e entender como ele contribui para a proteção de colmeias em regiões de canaviais da COFCO. Com uma ação de realidade aumentada, o público poderá vivenciar a experiência de um piloto de aeronave agrícola, visualizando como a empresa aplica defensivos agrícolas de forma consciente e segura para proteger as colmeias e apiários.

O Projeto Polinizar tem como principal objetivo proteger as colmeias existentes no entorno dos canaviais da COFCO, ao mesmo tempo em que estimula a criação e o aumento de abelhas nativas nas comunidades próximas. Além de preservar o ecossistema local, o projeto contribui para a sustentabilidade da produção de cana-de-açúcar, reduzindo o impacto ambiental das operações agrícolas. Desde a implementação do projeto, não foram mais registrados casos de mortandade de abelhas relacionados às operações da COFCO International nas regiões próximas das usinas de açúcar e etanol no noroeste do estado de São Paulo.

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O projeto atua em quatro frentes: identificação de apicultores para o georreferenciamento dos apiários; capacitação de apicultores; mapeamento das colmeias para um manejo consciente das lavouras; e treinamento para empresas de aviação agrícola, visando a aplicabilidade segura de defensivos. A COFCO International já identificou 58 apiários com mais de 5 mil colmeias em mais de 20 municípios, mostrando o alcance do projeto.

Além da contribuição ambiental, o Projeto Polinizar também tem um impacto social significativo, promovendo a conscientização de crianças de escolas públicas sobre a importância das abelhas para a produção de alimentos essenciais e para o equilíbrio do ecossistema. Desde 2019, o projeto foi estendido para crianças de escolas públicas em áreas próximas às unidades da COFCO, em parceria com o Projeto Kombee. Até o início de 2024, mais de 5 mil crianças em mais de 20 municípios já participaram dessa iniciativa.

A Kombee, a kombi customizada que acompanha o projeto, traz informações sobre as abelhas sem ferrão, permitindo aos visitantes experimentar diferentes tipos de mel e aprender sobre a importância das abelhas para a produção agrícola e a manutenção da biodiversidade.

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O Projeto Polinizar reflete o compromisso da COFCO International com a sustentabilidade e a inovação, mostrando que é possível conciliar a produção agrícola com a preservação do meio ambiente e a educação ambiental para as futuras gerações. A Agrishow 2024 será uma excelente oportunidade para conhecer essa iniciativa e seu impacto positivo no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor

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A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.

O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.

A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.

Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e  obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.

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O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.

Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.

As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.

A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.

O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.

As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.

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Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.

Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.

“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.

O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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