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John Deere anuncia investimento de R$ 180 milhões em centro de desenvolvimento tecnológico no Brasil

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A renomada empresa norte-americana de máquinas e implementos agrícolas, John Deere, revelou hoje seus planos de investir R$ 180 milhões na construção de um Centro de Desenvolvimento de Novas Tecnologias em Indaiatuba, no interior de São Paulo. A iniciativa, considerada a primeira do tipo em área tropical em todo o mundo, tem o objetivo de reduzir em aproximadamente 40% o tempo necessário para o lançamento de novos produtos.

Heather Van Nest, diretora de Inovação da John Deere para a América Latina, destacou a importância desse investimento, ressaltando que nos últimos 20 anos, o portfólio da empresa tem sido baseado em tecnologias desenvolvidas nos Estados Unidos e adaptadas para diferentes mercados. Com essa nova unidade, a John Deere terá a capacidade de focar nas necessidades locais e acelerar seus processos.

O investimento abrange a construção de instalações que incluem escritórios para mais de 150 funcionários, laboratórios de hidráulica e estruturas, uma oficina para montagem e testes em equipamentos agrícolas de todos os tamanhos, e uma pista de testes para a operação de veículos e implementos.

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A escolha de Indaiatuba como localização estratégica se deve à proximidade com o escritório da John Deere no Brasil e outros centros de pesquisa e universidades parceiras. Isso facilitará a contratação de profissionais qualificados na área de tecnologia. A previsão é que a 12ª unidade da empresa no Brasil seja anunciada em novembro de 2024.

Antonio Carrere, presidente da John Deere Brasil, expressou seu orgulho pelo projeto, destacando que o novo centro permitirá o desenvolvimento de tecnologias e soluções locais para os desafios enfrentados pelos produtores brasileiros e da América Latina. Entre as pesquisas planejadas, Carrere enfatizou estudos para a criação de um motor movido a etanol e o uso de inteligência artificial. O objetivo é acelerar o lançamento de produtos customizados para atender às demandas específicas do mercado brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja avança em Chicago com apoio do petróleo e clima adverso nas Américas

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O mercado internacional de soja registra sequência de valorização, impulsionado por fatores externos e fundamentos agrícolas. Os contratos negociados na Bolsa de Chicago avançaram novamente, sustentados principalmente pela alta do óleo de soja, pelo comportamento do petróleo e por preocupações climáticas tanto na América do Sul quanto nos Estados Unidos.

Contratos de soja sobem e mantêm trajetória positiva

Os preços da soja apresentaram novos ganhos nas últimas sessões. O contrato com vencimento em maio encerrou com alta de 0,75%, equivalente a 8,75 centavos de dólar por bushel, cotado a 11,74 dólares. Já o contrato de julho avançou 0,72%, ou 8,50 centavos, fechando a 11,90 dólares por bushel.

Na manhã desta quarta-feira (22), o movimento positivo teve continuidade. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam entre 6,25 e 8,25 pontos, levando o contrato de maio a cerca de 11,82 dólares e o de julho a 11,91 dólares por bushel.

Óleo de soja lidera ganhos e impulsiona complexo

O principal vetor de sustentação do mercado foi o desempenho do óleo de soja, que registrou forte valorização. O derivado subiu 3,60%, alcançando 72,14 centavos de dólar por libra-peso.

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O avanço acompanha a alta do petróleo no mercado internacional, além do aumento da demanda por biodiesel. Esse cenário elevou a competitividade do óleo de soja e contribuiu diretamente para puxar as cotações do grão.

Já o farelo de soja apresentou leve alta de 0,06%, sendo negociado a 325,3 dólares por tonelada curta.

Problemas climáticos na Argentina preocupam mercado

Na América do Sul, o mercado segue atento às dificuldades enfrentadas pela safra argentina. Chuvas persistentes na província de Santa Fé têm prejudicado o avanço da colheita, que atingiu cerca de 10% da área, bem abaixo da média histórica de 60%.

Além do atraso, há relatos de lavouras ainda verdes e com excesso de umidade, o que pode impactar a produtividade e a qualidade dos grãos, reforçando o viés de alta nos preços internacionais.

Chuvas nos EUA podem desacelerar plantio

Nos Estados Unidos, o plantio de soja avançou para 12% da área prevista, dobrando o ritmo da semana anterior. Apesar do progresso, a previsão de chuvas intensas no Meio-Oeste pode interromper temporariamente os trabalhos de campo.

Mapas climáticos indicam volumes mais elevados entre os dias 22 e 27 de abril em estados importantes produtores, como Iowa, Illinois, Missouri, além de áreas de Minnesota e Wisconsin. Para o fim de abril e início de maio, o mercado também monitora a possibilidade de queda nas temperaturas.

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Petróleo em alta reforça sustentação do mercado

O cenário energético segue influenciando diretamente o complexo soja. A valorização do petróleo, em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio, continua dando suporte aos preços do óleo de soja.

Esse movimento fortalece a demanda por biocombustíveis e contribui para manter o viés positivo das cotações, mesmo diante das incertezas relacionadas ao clima e ao ritmo das safras.

Mercado segue atento a fatores externos e fundamentos

O atual momento do mercado de soja reflete uma combinação de fatores: força no setor de energia, problemas climáticos na América do Sul e incertezas sobre o plantio nos Estados Unidos.

Diante desse cenário, os agentes permanecem atentos às condições climáticas e ao comportamento do petróleo, que devem continuar sendo determinantes para o direcionamento dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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