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Milho 2023-24: Em safra com forte pressão de cigarrinha-do-milho, novo inseticida age no controle de ‘ninfas’ e mitiga danos da praga

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Frente à expectativa por uma safra de milho marcada pelo fenômeno El Niño, catalisador de extremos climáticos como altas temperaturas, que potencializam infestações de pragas com ciclo acelerado, a Sipcam Nichino Brasil investe no lançamento do inseticida de última geração Fiera®. A solução tem no alvo a cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis), hoje considerada a mais desafiadora praga do cereal e cuja pressão se encontra forte, nas diferentes regiões do país, desde o mês de outubro último.

De acordo com a Sipcam Nichino, Fiera® chega ao mercado respaldado por cinco anos de estudos liderados por pesquisadores de renome. Para a empresa, o inseticida conta com uma característica única: o controle eficaz da fase ‘ninfa’ da cigarrinha, além de agir sobre ovos e na fecundidade e fertilidade de fêmeas da praga. Segundo os especialistas envolvidos nas pesquisas, o manejo da ninfa, até há pouco, não era prioridade; os tratamentos visavam somente a insetos já na forma adulta, sem focar efetivamente na quebra do ciclo da praga.

Conforme o engenheiro agrônomo José de Freitas, da área de desenvolvimento de mercado, no estágio ninfa, posterior à postura e eclosão dos ovos, ocorre a fase mais desafiadora para controle da praga. “Ninfas adquirem e portam fitopatógenos, transmissores de doenças. Por isso, monitorar a lavoura se impõe como medida estratégica, sobretudo em relação à presença de insetos adultos e de ninfas nas folhas mais velhas do milho”, alerta. A cigarrinha, ele frisa, detém alta capacidade de ‘oviposição’, da ordem de 300 ovos por indivíduo, em média, podendo chegar até a 600.

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Segundo Freitas, os prejuízos mais relevantes decorrentes da cigarrinha-do-milho vêm após a praga sugar a seiva da planta e transmitir ao milho fitopatógenos de molicutes e vírus, causadores de viroses e enfezamentos. “Além disso, em situação de alta pressão, na fase reprodutiva da praga pode ocorrer a ‘fumagina’ nas folhas, restritiva ao potencial fotossintético de plantas e limitante à produção”, reforça. “Numa infestação elevada, a praga tem potencial para inviabilizar toda a produção de uma lavoura.”

Números expressivos de controle

Fisiológico, seletivo, regulador de crescimento de insetos, o novo inseticida obteve, em ensaios de laboratório, indicadores robustos no controle de ninfas da cigarrinha-do-milho, na faixa de 95% a 100%. Segundo Freitas, Fiera® resultou ainda em quedas de 66% na ‘postura’ de ovos da praga, de 92% na eclosão dos mesmos e de 79% na viabilidade reprodutiva. “A solução reduz a população das novas gerações pela quebra do ciclo da praga”, reforça ele.

Ainda de acordo com Freitas, o inseticida apresenta ação de contato, vapor e afeta rapidamente todos os estágios do ciclo de vida da cigarrinha-do-milho, “assim como desencadeia um processo de supressão de populações futuras.” Conforme o agrônomo, pesquisas conduzidas pelo grupo Agrimip, da Unesp de Botucatu, mostraram que depois de aplicado Fiera®, fêmeas da praga tiveram menos posturas de ovos e reduzida a quantidade de ovos férteis.

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Segundo informa a Sipcam Nichino Brasil, o novo Fiera® tem como ingrediente ativo o Buprofezina 250 (SC). A solução recebeu registro, também, para controle de insetos sugadores e transmissores de patógenos em soja e outros mais de 30 cultivos, como algodão, citros, feijão, milheto, sorgo e tomate.

Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

Fonte: Sipcam Nichino Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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