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África do Sul deve produzir 15,8 milhões de toneladas de milho na safra 2023/24 – USDA

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A produção de milho da África do Sul deverá alcançar 15,8 milhões de toneladas na safra 2023/24, que tem início em maio de 2024, de acordo com informações do boletim Gain Report, de adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume deve ficar abaixo das 17,059 milhões de toneladas projetadas para a safra 2022/23.

Segundo o relatório, a safra de 2022/23 tende a ser a segunda maior registrada na história da África do Sul, significando que as cinco maiores produções do país ocorreram nos últimos sete anos. De acordo com as informações, o principal motivo do aumento seria a condição climática mais favorável, que favorece o avanço da produtividade.

Além disso, a África do Sul enfrenta o pior surto de Influenza Aviária desde 2017, com cerca de 7,5 milhões de frango abatidos desde maio deste ano para conter o surto em sete províncias. Por conta disso, estima-se que a demanda local por milho destinada à nutrição animal diminua aproximadamente 6% em 2022/23.

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Segundo os adidos, para alcançar essa produção a África do Sul deverá cultivar 2,86 milhões de hectares na safra 2023/24, ante os 2,945 milhões de hectares plantados na temporada 2022/23.

O consumo deverá ficar em 13,1 milhões de toneladas, ante as 12,7 milhões de toneladas esperadas na temporada 2022/23. A exportação deverá ficar em 3 milhões de toneladas na temporada 2023/24, ante a previsão de 4 milhões de toneladas a serem embarcadas em 2022/23.

Fonte: Agência SAFRAS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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