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CNA discute estimativas de área plantada de soja e milho no Brasil

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A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja do Ministério da Agricultura reuniu-se na terça-feira (30) para debater as estimativas de área plantada de soja e milho no Brasil, bem como a situação atual do mercado doméstico de grãos. Durante a reunião, André Dobashi, presidente da Câmara e também da Comissão Nacional de Cereais, Grãos e Oleaginosas da CNA, ressaltou a importância de alinhar os métodos e dados usados para projetar a produção e a área plantada.

“Estamos começando um diálogo para consolidar dados únicos sobre área e produtividade, a fim de melhorar as previsões oficiais de safra”, afirmou Dobashi. Ele citou o projeto Siga/MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), uma parceria entre o Sistema Famasul e o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, como exemplo de fonte confiável de dados para estudos diversos. Dobashi também destacou o papel de instituições como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos no fornecimento de estatísticas agrícolas oficiais.

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Tiago Pereira, assessor técnico da CNA, observou que nas últimas duas safras houve divergências nas estimativas de produção de soja no Brasil, o que reforça a necessidade de alinhamento e consistência nos dados. Ele enfatizou que a busca por previsões mais precisas e confiáveis é essencial para dar segurança ao setor produtivo e aos mercados.

A reunião também abordou a Lei de Segurança Alimentar da China. Pedro Rodrigues, assessor de Relações Internacionais da CNA, explicou que a nova legislação chinesa estabelece critérios rigorosos para a produção e circulação de grãos, com o objetivo de aumentar a produção interna e reduzir a dependência de importações.

“Embora a China não consiga se tornar autossuficiente em soja no curto prazo, a nova lei vincula o aumento da produção a uma meta do Partido Comunista da China (PCCh). Isso pode levar a uma desaceleração nas importações à medida que a produção nacional cresce”, disse Rodrigues.

Esses debates evidenciam a importância da cooperação e do diálogo entre os diferentes atores do setor agrícola para garantir dados precisos e apoiar decisões estratégicas para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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