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Mercado brasileiro de soja prevê desaceleração de negócios devido à baixa em Chicago e no dólar

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A quinta-feira se desenha com perspectivas limitadas para o mercado brasileiro de soja, com a baixa do dólar e de Chicago influenciando as cotações domésticas. A falta de estímulo nos preços mantém os produtores reticentes, com o foco voltado para o desenvolvimento das lavouras.

Na quarta-feira, o mercado não apresentou transações, e os preços, mesmo com a queda do dólar e a alta em Chicago, permaneceram nominalmente mistos. A semana se caracteriza pela escassez de atividades, já que os produtores resistem à venda diante das atuais condições desfavoráveis.

Em diferentes regiões do país, os preços mantiveram-se estáveis. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos foi negociada a R$ 137,00, enquanto na região das Missões permaneceu em R$ 135,00 e, no Porto de Rio Grande, estabilizou-se em R$ 143,00.

Cascavel, no Paraná, registrou um aumento de R$ 130,00 para R$ 131,00 a saca. Já no porto de Paranaguá (PR), a saca valorizou de R$ 140,00 para R$ 141,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca manteve-se em R$ 128,00, enquanto em Dourados (MS) baixou de R$ 126,00 para R$ 125,50. Em Rio Verde (GO), a saca recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00.

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Cenário Internacional: Chicago e Clima Favorável para o Brasil

Os contratos com vencimento em março em Chicago apresentaram uma leve baixa de 0,21%, com cotação de US$ 12,74 1/4 por bushel. Nas últimas cinco sessões, o mercado operou majoritariamente no negativo, influenciado pelo clima favorável no Brasil, com previsão de chuvas benéficas nos próximos dias.

Traders internacionais demonstram confiança na oferta da América do Sul, indicando que a Argentina, o Uruguai e o Paraguai podem compensar eventuais perdas na colheita brasileira nesta safra.

Prêmios e Câmbio: Reflexos nos Portos Brasileiros

Os preços FOB da soja nos portos brasileiros subiram na quarta-feira, seguindo a recuperação dos contratos futuros em Chicago. Os prêmios tiveram poucas alterações, marcando um dia de melhora no ritmo dos negócios.

Os prêmios de exportação da soja para fevereiro variaram entre -15 e +10 centavos de dólar sobre Chicago no Porto de Paranaguá. Para março de 2024, o prêmio foi de -45 a -35. Para maio de 2024, os prêmios oscilaram entre -45 e -35 pontos, conforme dados de SAFRAS & Mercado.

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O preço FOB (flat price) para março ficou entre US$ 452,70 e US$ 456,40 por tonelada na quarta-feira, com leve variação em relação ao dia anterior.

O dólar comercial opera com baixa de 0,07%, cotado a R$ 4,9112. O Dollar Index recua 0,12%, marcando a influência da movimentação internacional no mercado cambial brasileiro.

Indicadores Financeiros Globais: Variações nas Bolsas e no Petróleo

Os índices nas principais bolsas da Ásia fecharam em baixa, com Xangai registrando -0,43% e Tóquio, -0,53%. Enquanto isso, as principais bolsas na Europa operam em alta, com Paris apresentando +0,50%, Frankfurt, +0,05%, e Londres, +0,17%.

O preço do petróleo registra aumento, com o WTI para fevereiro subindo 1,11% a US$ 73,50 o barril. A movimentação nos indicadores financeiros globais também impacta indiretamente o mercado de soja no Brasil, ampliando as variáveis que os produtores consideram ao decidir sobre as vendas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inflação nos EUA pressiona mercados globais e Ibovespa recua em manhã de volatilidade nesta quarta-feira (13/05/2026)

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Mercados globais reagem à inflação dos EUA e aumentam aversão ao risco

Os mercados internacionais iniciam o dia sob forte influência do dado de inflação dos Estados Unidos, que veio acima das expectativas e reforçou o cenário de juros elevados por mais tempo. O resultado aumentou a volatilidade e reduziu o apetite por risco entre investidores globais.

Wall Street fecha sem direção única

Em Nova York, o pregão terminou de forma mista:

  • Dow Jones: alta de 0,11%
  • S&P 500: queda de 0,16%
  • Nasdaq: recuo de 0,71%

O desempenho reflete a cautela dos investidores com o impacto da inflação sobre a política monetária do Federal Reserve, especialmente em setores de tecnologia mais sensíveis aos juros.

Europa encerra o dia em queda

As bolsas europeias acompanharam o movimento de aversão ao risco e fecharam majoritariamente no negativo:

  • DAX (Alemanha): -1,54%
  • CAC 40 (França): -0,45%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,04% (praticamente estável)

O continente segue atento ao cenário macroeconômico global e às expectativas sobre juros e crescimento.

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Ásia fecha mista com foco em geopolítica

Na Ásia, os mercados encerraram o pregão sem tendência definida, com investidores monitorando o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping:

  • Xangai (China): -0,25%
  • Hong Kong: -0,22%
  • Nikkei (Japão): +0,52%
  • Kospi (Coreia do Sul): -2,29%

A forte queda na Coreia do Sul foi o destaque negativo, enquanto o Japão conseguiu avançar mesmo em ambiente de cautela.

Ibovespa recua na abertura com pressão de Petrobras e bancos

O Ibovespa iniciou o pregão desta quarta-feira (13) em queda, refletindo tanto o cenário externo quanto pressões domésticas em setores estratégicos.

Logo nos primeiros negócios, o índice chegou a recuar cerca de 1%, em um ambiente de maior aversão ao risco.

Destaques do mercado brasileiro:

  • Abertura: queda próxima de -0,98%
  • Pressão em ações de peso no índice
  • Setor financeiro e energia entre os principais impactos negativos

As ações da Petrobras sofrem com a volatilidade do petróleo no mercado internacional, enquanto o setor bancário, com destaque para a Bradesco, reflete preocupações com qualidade de crédito e cenário macroeconômico mais restritivo.

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Cenário doméstico: inflação e commodities no radar

No Brasil, o mercado acompanha:

  • Pressão de inflação global e local
  • Oscilações do petróleo
  • Ajustes de expectativa para juros
  • Fluxo estrangeiro mais cauteloso em mercados emergentes

O dólar também segue no centro das atenções dos investidores, oscilando diante do cenário externo mais tenso e da busca global por proteção.

Resumo do dia

O ambiente global desta quarta-feira é marcado por cautela. A inflação americana acima do esperado reacende preocupações sobre juros elevados, pressionando bolsas na Europa e gerando volatilidade na Ásia e no Brasil.

O Ibovespa acompanha o movimento externo e inicia o dia em queda, com atenção especial aos setores de energia e bancos, enquanto investidores aguardam novos sinais da política monetária dos EUA e evolução das tensões geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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