O 8º Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso dobrou o número de operações policiais realizadas no primeiro quadrimestre de 2026. De janeiro a abril deste ano, 28 operações foram designadas pela unidade regional sediada em Juína, número maior do que a quantidade registrada em 2025, quando 14 operações foram desenvolvidas.
Os dados divulgados pelo 8º CR também apontam aumento geral no número de suspeitos conduzidos e presos na região. Entre o total de prisões, o aumento é de 18% com 336 detenções neste ano, enquanto em 2025 o número foi de 292.
Deste número, as prisões em flagrante subiram 59%, com 100 conduções de criminosos, em 2026, contra 63 suspeitos detidos, no ano passado.
Também houve aumento significativo nas prisões de foragidos da Justiça, que alcançaram o patamar de 86%. Neste ano, o 8º CR realizou a prisão de 41 criminosos com mandados em aberto, número maior que os 22 registrados em 2025.
O 8º Comando Regional registrou queda em diversos segmentos de furtos, no primeiro quadrimestre de 2026, em relação ao mesmo período de 2025. Houve queda de 44% de furto à pessoa, de nove registros para cinco ocorrências; queda de 27% em furto a residências, de 11 ocorrências para oito; e 45% de diminuição nos furtos em comércios, de 11 para seis registros.
O crime de tentativa de homicídio apresentou queda de 17%, com 18 registros em 2025 e 15 ocorrências neste ano. Já as ocorrências de lesões corporais diminuíram 12%, com 113 registros no ano passado e 99 registros em 2026.
O comandante do 8º CR, tenente-coronel Hender Ulisses da Silva, destaca que o crescimento das operações desempenhou papel significativo para o trabalho ostensivo, resultando no aumento de prisões e diminuição de alguns crimes na região.
“Com mais operações direcionadas ao enfrentamento ao crime, desde o combate às facções e todas as outras criminalidades, colocamos nossos policiais mais vezes nas ruas e conseguimos dar resposta ágil e eficiente para os moradores da nossa região. Essas ações são desempenhadas com o apoio da Segurança Pública e do Governo do Estado seguindo as diretrizes do Programa Tolerância Zero”, afirmou o tenente-coronel.
O 8º Comando Regional da Polícia Militar possui sede na cidade de Juína e também é composto pelos municípios de Aripuanã, Castanheira, Colniza, Cotriguaçu, Juara, Juruena, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Rondolândia e Tabaporã.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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