AGRONEGÓCIO

Seminário debate como exigências ambientais definem acesso ao crédito

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O agronegócio brasileiro enfrenta uma mudança de paradigma que vai além das oscilações da Bolsa ou do clima. Nesta terça-feira (30.06), a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados promove, no Plenário 2, um seminário que coloca sob lupa a conexão entre o sistema financeiro, crimes ambientais e a produção rural. O debate sinaliza que, para quem produz, o acesso ao capital está deixando de ser uma análise puramente técnica de crédito para se tornar uma questão de governança global.

O foco dos parlamentares e de grupos de pressão está sobre cadeias produtivas sensíveis, como carne bovina, soja, óleo de palma, celulose, papel, borracha e madeira. A mensagem central do seminário é que o financiamento do campo — seja ele via bancos tradicionais ou fundos de investimento — está sendo monitorado de perto. Hoje, ativistas e movimentos sociais não olham apenas para o que acontece dentro da fazenda; eles estão “seguindo o dinheiro” para entender como o capital que financia a safra incide sobre a proteção de territórios de comunidades tradicionais e o cumprimento de normas socioambientais.

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Para o setor produtivo, essa movimentação traz três eixos práticos que o produtor deve acompanhar:

  • Segurança jurídica e fundiária: Existe uma pressão crescente para que investimentos não cheguem a áreas com pendências fundiárias ou sobreposições a terras indígenas, tornando a regularização da sua propriedade um ativo ainda mais essencial para conseguir crédito.

  • A “Lente” dos Investidores: Gestoras globais, pressionadas por seus cotistas, estão adotando critérios rígidos de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa). Na prática, isso significa que a preocupação com violações de direitos humanos em áreas de expansão agrícola se tornou um risco reputacional que bancos e fundos buscam evitar a todo custo.

  • Responsabilidade de ponta a ponta: O sistema financeiro está sendo cobrado para rastrear a origem do produto até o consumidor final. Isso significa que a conformidade ambiental e o respeito aos direitos humanos não são mais “pautas de exportação”, mas requisitos básicos para que o capital financeiro continue fluindo para o setor no mercado interno.

O debate evidencia que o financiamento da próxima safra dependerá cada vez mais da capacidade do produtor em demonstrar sua conformidade. Se antes bastava ter a garantia técnica e financeira, agora o mercado exige uma “foto” clara da origem da produção. Para o produtor, o alerta que sai de Brasília é claro: a rastreabilidade total das operações, que antes parecia um tema distante, tornou-se a chave para garantir que a fonte vital de recursos para a escala do agronegócio continue aberta e disponível na próxima temporada.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Defesa Civil mantém área isolada após queda de reboco em prédio no Centro de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Defesa Civil, mantém isolado o trecho da Rua Cândido Mariano, próximo à esquina com a Rua Pedro Celestino, onde parte do reboco da marquise do sétimo andar do Edifício Maria Joaquina se desprendeu. A medida foi adotada para preservar a integridade física de pedestres e motoristas, enquanto o condomínio providencia os reparos e a estrutura permanece sob monitoramento técnico. O incidente ocorreu na tarde de sábado (27).

Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, a ocorrência foi registrada por volta das 18h15, após acionamento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Equipes da Defesa Civil foram deslocadas imediatamente ao local e realizaram o isolamento de aproximadamente 25 a 30 metros da área abaixo da fachada para evitar novos acidentes.

Durante o incidente, parte do revestimento e fragmentos do piso atingiram um veículo estacionado, quebrando o para-brisa. Conforme a Defesa Civil, o desprendimento ocorreu em uma faixa de aproximadamente dois a três metros da fachada. Desde então, o local permanece interditado como medida preventiva até a conclusão dos serviços.

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“O objetivo foi garantir a segurança dos pedestres e evitar acidentes. A construtora responsável iniciará os reparos, enquanto a Defesa Civil continuará acompanhando a situação e monitorando a estrutura até que a manutenção seja concluída”, afirmou o secretário Alessandro Borges.

O síndico do condomínio, o arquiteto Júlio César Silva Ribeiro, informou que o isolamento atende às determinações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros e permanecerá até que o risco seja eliminado. Segundo ele, o condomínio está reunindo propostas para contratação da empresa que executará os serviços, com expectativa de iniciar as intervenções ainda nesta semana. Além do reparo no ponto onde ocorreu o desprendimento, será realizada uma avaliação de toda a fachada para prevenir novos problemas.

“Vamos proteger toda a fachada para que não haja risco de novos desprendimentos. A decisão é manter a área isolada até que os órgãos técnicos considerem o local seguro”, explicou o síndico.

A interdição alterou temporariamente a rotina de comerciantes e de quem circula diariamente pela região central. O vendedor Alison Aurélio Rodrigues de Souza acredita que a restrição pode reduzir o movimento das lojas e defende rapidez na execução dos reparos.

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“Espero que seja resolvido o mais rápido possível. O isolamento foi importante para a segurança, mas agora é preciso agilizar a obra”, afirmou.

Entre os pedestres, a principal preocupação é com a segurança. A autônoma Rosemeri Priori considera que a manutenção preventiva é essencial em prédios antigos.

“É uma área de grande circulação. O importante é que as providências sejam tomadas rapidamente para evitar acidentes e garantir o bem-estar de todos”, disse.

A Prefeitura reforça que o isolamento permanecerá enquanto houver risco e orienta pedestres e motoristas a respeitarem a sinalização instalada no local. A Defesa Civil seguirá acompanhando a execução dos reparos para assegurar que a área seja liberada somente após avaliação técnica que comprove a segurança da estrutura.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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