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StoneX revisão para safra 2024/2025 no Centro-Sul brasileiro

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A StoneX, empresa de inteligência de mercado em açúcar e etanol, lançou sua quarta revisão para a safra 2024/25 (abr-mar) no Centro-Sul brasileiro, trazendo também um fechamento para o ciclo 2023/24. O relatório aborda o potencial produtivo da região, analisando as perspectivas para açúcar e etanol na principal zona de cultivo do Brasil.

O ano de 2023 foi marcado por um cenário climático instável, afetado pelo fenômeno El Niño, que trouxe altas temperaturas e chuvas irregulares. Enquanto algumas áreas receberam mais chuva que o normal, outras enfrentaram períodos de seca. Essa variabilidade permitiu que a safra 2023/24 se estendesse mais do que o habitual, mas também prejudicou o desenvolvimento das plantações de cana-de-açúcar para a próxima temporada.

No geral, a safra 2023/24 acumulou 654,4 milhões de toneladas de cana processada no Centro-Sul, um crescimento de 19,4% em comparação com o ciclo anterior. No entanto, a expectativa para 2024/25 é mais modesta, com uma estimativa de retração no TCH (Tonelada de Cana por Hectare), caindo para 79,2 t/ha, ainda 3,6% acima da média das últimas cinco safras.

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Além disso, o clima para 2024 pode passar por uma transição, com o enfraquecimento do El Niño e a chegada do La Niña. Isso pode resultar em um inverno mais seco e com temperaturas mais baixas, o que beneficia a qualidade da cana e o acúmulo de sacarose, mas pode também encurtar a duração da safra, afetando a produção geral.

O mix produtivo para 2024/25 indica uma tendência mais voltada para o açúcar, com 52% da biomassa sendo destinada à sua produção. Isso contrasta com a produção de etanol, que deve diminuir. A estimativa para etanol de cana é de 24,1 milhões de metros cúbicos, uma queda de 11,8% em relação ao ciclo anterior. A produção de etanol de milho, por outro lado, deve crescer, representando cerca de 24,9% do total de biocombustível produzido na próxima temporada.

Essas projeções refletem a mudança na dinâmica dos produtos derivados da cana-de-açúcar e do milho, com a produção de etanol de milho ganhando espaço no mercado de combustíveis. A ampliação de destilarias de milho deve continuar, possivelmente adicionando capacidade produtiva de até 2 milhões de m³ anuais.

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Apesar das variações no mix produtivo, o mercado de açúcar continua a oferecer oportunidades devido à queda na oferta de importantes players globais. No entanto, a dinâmica do mercado de etanol pode ser mais desafiadora, com a necessidade de se encontrar um suporte sólido para aumentar seus preços e competir com o açúcar direcionado à exportação.

No geral, a revisão para a safra 2024/25 sugere que a produção no Centro-Sul brasileiro enfrentará desafios, mas ainda tem potencial para manter uma perspectiva otimista, especialmente se o clima mais seco favorecer o acúmulo de sacarose. Com a transição do El Niño para o La Niña, a próxima temporada será decisiva para determinar o equilíbrio entre a produção de açúcar e etanol no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita de arroz no Rio Grande do Sul avança para 96,41% e se aproxima da reta final

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A colheita do arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo acelerado e já alcança 96,41% da área cultivada na safra 2025/26, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (7) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O avanço dos trabalhos confirma a reta final da colheita nas principais regiões produtoras do Estado, maior produtor nacional do cereal.

De acordo com os dados do Irga, dos 891,9 mil hectares destinados ao cultivo nesta temporada, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando um cenário de ampla evolução das operações no campo ao longo das últimas semanas.

Zona Sul lidera ritmo da colheita de arroz

Entre as regionais produtoras, a Zona Sul apresenta o maior percentual de avanço, com 98,81% da área já colhida. Logo na sequência aparece a Planície Costeira Externa, com 98,46% dos trabalhos concluídos.

A Planície Costeira Interna também registra forte evolução, atingindo 98,13% da área colhida. Já a Campanha contabiliza 97,02%, enquanto a Fronteira Oeste soma 95,92% das lavouras já retiradas do campo.

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A Região Central segue com o menor percentual entre as regionais monitoradas, mas ainda assim apresenta avanço significativo, com 89,84% da área já colhida.

Irga fará balanço consolidado da safra 2025/26

Segundo a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Irga, após a conclusão total da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra gaúcha de arroz.

O relatório deverá reunir informações completas sobre área efetivamente colhida, produtividade média das lavouras e eventuais perdas registradas durante o ciclo produtivo.

O desempenho da safra é acompanhado de perto pelo mercado, já que o Rio Grande do Sul responde pela maior parcela da produção brasileira de arroz e exerce forte influência sobre a oferta nacional e a formação dos preços do cereal no país.

Mercado acompanha produtividade e qualidade dos grãos

Além do ritmo da colheita, produtores, indústrias e agentes do mercado seguem atentos aos indicadores de produtividade e qualidade dos grãos colhidos nesta temporada.

As condições climáticas ao longo do ciclo foram determinantes para o desenvolvimento das lavouras, e o levantamento final do Irga será fundamental para dimensionar o potencial produtivo da safra 2025/26 no Estado.

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Com a conclusão dos trabalhos de campo se aproximando, o setor também volta as atenções para o comportamento da comercialização e para os impactos da oferta sobre os preços internos do arroz nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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