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Produção de arroz deve cair 14,4% na safra 2025/26, aponta Conab

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o 5º levantamento da safra 2025/26 de arroz, prevendo uma produção de 10,91 milhões de toneladas no país. O resultado representa queda de 14,4% em relação às 12,75 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25, refletindo redução de área plantada e diminuição na produtividade média das lavouras.

Área cultivada e produtividade recuam na nova temporada

Segundo a Conab, a área semeada com arroz na safra 2025/26 foi estimada em 1,56 milhão de hectares, inferior aos 1,76 milhão de hectares cultivados no ciclo anterior. A produtividade média nacional também caiu, passando de 7.233 kg/ha em 2024/25 para 6.997 kg/ha nesta temporada, uma retração de 3,3%.

O recuo é atribuído principalmente à redução da área irrigada no Sul e ao impacto de condições climáticas menos favoráveis em regiões produtoras. Ainda assim, a Conab destaca que o Brasil deve continuar autossuficiente na produção de arroz, mesmo com a queda na oferta.

Rio Grande do Sul segue na liderança, mas registra forte retração

O Rio Grande do Sul continua como o maior produtor nacional de arroz, mas com queda significativa na safra 2025/26. A Conab estima uma colheita de 7,54 milhões de toneladas, o que representa redução de 13,6% frente à safra anterior, quando foram produzidas 8,73 milhões de toneladas.

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A área cultivada no estado deve ficar em 905,2 mil hectares, abaixo dos 968,1 mil hectares registrados em 2024/25. Já a produtividade média recuou de 9.021 kg/ha para 8.334 kg/ha, reflexo de custos mais altos e de ajustes no planejamento agrícola.

Santa Catarina mantém estabilidade na produção

Em Santa Catarina, segundo maior produtor de arroz do país, a produção estimada é de 1,22 milhão de toneladas, leve retração em relação às 1,27 milhão de toneladas colhidas na safra anterior. A estabilidade reflete o bom manejo das áreas irrigadas e o desempenho favorável das lavouras, apesar do cenário climático desafiador no Sul.

Mato Grosso reduz área e registra queda acentuada

No Mato Grosso, a Conab projeta 334,6 mil toneladas de arroz em 2025/26, uma queda expressiva frente às 537,1 mil toneladas do ciclo anterior. A redução decorre principalmente da diminuição da área plantada e da substituição do cereal por culturas mais rentáveis, como soja e milho, em várias regiões do estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Soja oscila após forte alta em Chicago, mas clima nos EUA, demanda aquecida e dólar sustentam preços no Brasil

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A soja iniciou esta sexta-feira (26) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), devolvendo parte dos ganhos expressivos registrados na sessão anterior. O movimento é considerado uma realização técnica de lucros por parte de fundos e investidores, após o mercado avançar quase 2% na quinta-feira (25), impulsionado por fatores climáticos nos Estados Unidos, forte demanda externa e desempenho positivo dos derivados.

Apesar da correção nos contratos futuros, o cenário permanece favorável para a oleaginosa no médio prazo. As atenções seguem voltadas para as condições climáticas no cinturão agrícola norte-americano e para os próximos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que serão divulgados na próxima semana e poderão redefinir as expectativas para a safra 2026/27.

Clima nos Estados Unidos continua sendo o principal fator de sustentação

Na quinta-feira, os contratos futuros encerraram em forte valorização. O vencimento julho fechou cotado a US$ 11,27 por bushel, com alta de 1,69%, enquanto agosto avançou 1,81%, alcançando US$ 11,37 por bushel.

O mercado reagiu às previsões de temperaturas elevadas em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos, elevando as preocupações sobre possíveis impactos no desenvolvimento das lavouras durante uma fase considerada decisiva para a cultura.

Além do calor intenso, áreas do Meio-Oeste americano continuam apresentando condições de seca moderada, enquanto outras regiões registram excesso de umidade, mantendo o mercado atento à evolução do clima nas próximas semanas.

Exportações fortes e aproximação entre EUA e China reforçam o mercado

Outro fator importante para a valorização observada na sessão anterior foi o desempenho das exportações norte-americanas.

As vendas semanais divulgadas pelo USDA superaram as expectativas do mercado, sinalizando demanda internacional consistente pela soja dos Estados Unidos.

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Também contribuiu para o avanço das cotações a retomada das conversas entre Estados Unidos e China sobre possíveis reduções tarifárias, movimento que alimenta expectativas de fortalecimento do comércio agrícola entre as duas maiores economias do mundo.

Mercado realiza lucros nesta sexta-feira

Após a expressiva valorização da quinta-feira, investidores passaram a realizar parte dos ganhos nesta sexta.

Os contratos mais negociados registravam perdas entre 7 e 8 pontos durante a manhã, com o vencimento julho sendo negociado próximo de US$ 11,20 por bushel e novembro em torno de US$ 11,49.

Os derivados também acompanharam o movimento corretivo.

O óleo de soja liderava as baixas, pressionado pela queda do petróleo, enquanto o farelo devolvia parte da valorização registrada na sessão anterior, quando havia sido impulsionado pelas preocupações envolvendo possíveis paralisações no setor industrial da Argentina.

Mercado aguarda relatórios decisivos do USDA

Além do comportamento climático, os investidores começam a concentrar suas atenções nos importantes levantamentos que serão divulgados pelo USDA na próxima terça-feira (30).

O mercado aguarda os novos dados sobre a área efetivamente plantada da safra norte-americana 2026/27, além dos estoques trimestrais de grãos existentes em 1º de junho.

Os números poderão provocar elevada volatilidade nas bolsas internacionais, dependendo da confirmação ou não das expectativas atuais de oferta.

Brasil mantém preços firmes com apoio do dólar e dos prêmios

Mesmo com a realização de lucros em Chicago, o mercado físico brasileiro continua apresentando sustentação.

A valorização do dólar frente ao real aumenta a competitividade das exportações brasileiras e reduz parte do impacto negativo provocado pela queda dos contratos internacionais.

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Os prêmios de exportação seguem fortalecidos, acima dos 100 pontos em diversos embarques, oferecendo suporte adicional aos preços nos portos e nas principais regiões produtoras.

Na quinta-feira, o Porto de Rio Grande registrou soja cotada a R$ 134 por saca, enquanto Paranaguá também alcançou R$ 134, refletindo um mercado de exportação bastante aquecido.

Em Santa Catarina, São Francisco do Sul permaneceu em R$ 132 por saca, enquanto no Mato Grosso do Sul diversas praças registraram novas altas, com destaque para Sidrolândia.

No Mato Grosso, o preço médio semanal atingiu R$ 106,73 por saca, o maior valor nominal registrado em 2026.

Comercialização segue limitada por gargalos logísticos

Apesar da melhora nos preços, a comercialização permanece relativamente lenta em várias regiões produtoras.

Produtores continuam cautelosos diante dos elevados custos de frete, limitações de armazenagem e do elevado nível de endividamento rural.

Os custos logísticos seguem pressionando a rentabilidade, especialmente em estados do Centro-Oeste, onde o transporte até os portos continua onerando significativamente as operações de venda.

Perspectiva

O mercado da soja permanece sustentado por fundamentos positivos, especialmente diante das incertezas climáticas nos Estados Unidos, da demanda internacional consistente e da expectativa pelos próximos relatórios do USDA.

Embora movimentos de realização de lucros sejam naturais após fortes altas, analistas avaliam que a volatilidade deve permanecer elevada nos próximos dias. No Brasil, a combinação entre dólar valorizado, prêmios firmes e bom ritmo das exportações tende a continuar oferecendo suporte às cotações, enquanto produtores acompanham atentamente o cenário internacional para definir novas oportunidades de comercialização.

Fonte: Portal do Agronegócio

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