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Fusão entre 3rlab e Ribersolo cria central de inteligência agropecuária para diagnósticos de alta precisão

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O 3rlab, laboratório fundado pelo Rehagro que lidera o mercado na área de análises de nutrição animal, e a Ribersolo, pioneira em análises de solos, tecido vegetal, fertilizantes, corretivos e de água para irrigação, anunciam a fusão imediata de suas atividades no Brasil. O objetivo é formar um player líder no setor e uma central de inteligência agropecuária única que, unindo tecnologia e capacidade técnica, entregará diagnósticos agropecuários de alta qualidade e precisão.

A nova empresa nasce alicerçada nos valores de seus fundadores e integra suas maiores expertises. Criado em 2013 pelo Rehagro, grupo referência em educação para o agronegócio e que tem como sócios os fundos Tarpon 10b e GK Partners, o 3rlab trouxe ao mercado as análises de alta precisão NIRS (Near Infrared Spectroscopy) para a avaliação da nutrição animal, além de promover a capacitação de clientes para a correta interpretação e utilização dos diagnósticos. Já a Ribersolo estabeleceu os parâmetros de qualidade em seu segmento de atuação desde que foi fundada há 44 anos pelo casal Luiz Augusto de Almeida Campos (engenheiro agrônomo) e Regina Helena Monseff (farmacêutica bioquímica). O 3rlab e a Ribersolo possuem certificações nacionais e internacionais e dispõem de processos exclusivos de controle laboratorial.

Com controle compartilhado, a nova empresa terá cinco unidades em quatro estados do Brasil e a operação alcançará todo o território nacional. A gama de análises oferecidas será uma das mais amplas do mercado, incluindo as do tipo NIRS, que usam menos reagentes químicos e são mais sustentáveis.

“Com a experiência e capacidades combinadas, vamos gerar maiores benefícios aos clientes, com diagnósticos precisos e rápidos, acompanhados de treinamento para o correto uso das informações”, afirma Renato Botelho, CEO do Rehagro. “Com análises e diagnósticos de alta qualidade a agropecuária brasileira poderá racionalizar o uso de recursos, aumentar sua produtividade e ao mesmo tempo ser mais sustentável com a redução das emissões de carbono”, explica Fábio Corrêa, diretor do 3rlab, que presidirá o Conselho da nova organização.

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“Inteligência e informação de qualidade são fatores-chave para que todos os agricultores e pecuaristas elevem sua eficiência aos níveis já alcançados pelos produtores campeões de produtividade”, diz Victor Monseff de Almeida Campos, diretor da Ribersolo, que será o CEO da nova empresa. “Ampliando sua eficiência como um todo, a agropecuária poderá registrar novos saltos de produtividade, sustentabilidade e lucratividade”, complementa Marina Monseff, que será a diretora de operações.

Sinergia e inovação

A sede da nova empresa será em Ribeirão Preto (SP), com unidades operacionais em Sertãozinho (SP), Lavras (MG), Chapecó (SC) e Goiânia (GO), onde os laboratórios já existentes serão expandidos. As duas empresas empregam 140 pessoas, entre cientistas, veterinários, agrônomos e técnicos, com vasta experiência na agropecuária.

Com forte sinergia na cultura empresarial, alinhamento estratégico e complementaridade perfeita de produtos e serviços, a nova empresa aproveitará o bom momento do mercado para iniciar as operações com velocidade. O setor de diagnósticos agropecuários está em expansão. Tanto o 3rlab como a Ribersolo registraram ritmo de crescimento de cerca de 30% ao ano nos últimos anos. E há espaço para avanço, calcula Victor Monseff: “Nos Estados Unidos, com área cultivável semelhante à nossa, são feitas cerca de quatro vezes mais análises de solo que no Brasil”, compara.

As duas empresas, que sempre apostaram na inovação, lançaram este ano produtos e pesquisas que seguirão avante. O 3rlab apresentou o ProSpec, um “laboratório portátil” que faz a análise nutricional de rações e insumos direto nas linhas de produção da indústria do setor, acelerando o processo como um todo. A Ribersolo, por sua vez, possui pesquisas avançadas no campo da retenção de carbono no solo, tema presente na agenda de sustentabilidade da agricultura do mundo inteiro e que, em breve, poderá ampliar o portfólio de ofertas da nova empresa.

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Outros caminhos para a expansão incluem a abertura de novos laboratórios em mais estados do Brasil (opção já em estudo), assim como a aquisição de outros “players” do mercado, uma vez que o setor de diagnósticos agrícolas no Brasil é bastante pulverizado.

Capacitação na agenda

Com um preço reduzido, os diagnósticos agropecuários oferecem inteligência para a boa gestão econômica da pecuária, onde a nutrição pode representar até 50% dos custos. Já na agricultura, o cuidado com os solos pode alcançar até 30% dos custos. No entanto, ainda há desconhecimento ou desconfiança sobre esses benefícios por uma parte do mercado.

Para superar esses obstáculos, será potencializada a prática de capacitações oferecidas pela nova empresa. A Ribersolo possui experiência de quatro décadas de atuação com vários tipos de culturas agrícolas em todos os biomas brasileiros. O 3rlab já capacitou mais de 20 mil pessoas no uso e na avaliação das análises agropecuárias, refletindo o DNA de educação do Rehagro.

Fonte: Rehagro

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decreto limita pagamento ambiental a ações além da obrigação legal

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A regulamentação da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PNPSA) oficializou o reconhecimento de práticas conservacionistas no campo, mas impôs uma barreira importante para o setor: o governo federal restringiu os benefícios financeiros apenas a ações que excedam as obrigações legais de preservação.

Embora a norma reconheça o valor de práticas como o plantio direto, sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e conservação de solo, o acesso aos benefícios é condicionado ao que o produtor faz “a mais” do que a lei exige. O pagamento não se restringe a valores em espécie; a norma prevê compensações em forma de melhorias de infraestrutura, bens, serviços e até instrumentos financeiros, como os green bonds.

O impacto na prática

A nova regra altera a percepção da conservação dentro da propriedade. A partir de agora, o produtor passa a enxergar a preservação que excede a cota obrigatória não apenas como um custo ou dever ambiental, mas como uma atividade com potencial de geração de receita. Ao proteger uma área de vegetação nativa excedente ou adotar métodos avançados contra a erosão, o proprietário presta um serviço ambiental que passa a ter rito oficial para ser remunerado.

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Contudo, o caminho para o acesso aos recursos ainda é incerto. O decreto estabelece diretrizes gerais, mas o detalhamento sobre quem pagará, quais os critérios de seleção e os valores de remuneração depende de normas complementares. A política está em fase de implementação e o produtor deve monitorar o lançamento de subprogramas específicos para entender como a teoria se aplicará à rotina da fazenda.

O desafio da clareza

O setor agropecuário mantém cautela quanto à aplicação prática da norma. A demanda das entidades representativas, como o Sistema FAEP, foca na simplificação do acesso e na clareza sobre como os benefícios chegarão à ponta. O receio é que a burocracia estatal transforme a oportunidade em um processo inacessível, repetindo os gargalos de modelos estaduais que, hoje, apresentam adesão limitada e remunerações pouco atrativas.

O ponto de maior divergência técnica permanece no foco da política. O decreto prioriza atividades que excedem as exigências legais, excluindo a manutenção de Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente (APPs). Para o produtor, o cumprimento estrito do Código Florestal já constitui um serviço ambiental prestado à coletividade. Entidades do setor seguem em articulação para que, no futuro, esses mecanismos alcancem também o reconhecimento financeiro pelo cumprimento da legislação vigente.

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O que o produtor deve observar

A PNPSA funciona como um marco de longo prazo. O produtor deve acompanhar a regulamentação do Cadastro Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (CNPSA) e os incentivos tributários previstos para os próximos meses. A estratégia recomendada é organizar o registro documental das práticas conservacionistas da propriedade, mantendo os dados de manejo atualizados, uma vez que a comprovação desses serviços será o requisito fundamental para qualquer futura solicitação de pagamento.

Fonte: Pensar Agro

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