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Avanços em Diagnóstico Rápido Impulsionam Sanidade Animal e Sustentam Competitividade da Pecuária Brasileira

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Pecuária brasileira exige agilidade e precisão sanitária

Com o segundo maior rebanho bovino do mundo e papel estratégico nas exportações globais de carne, o Brasil depende cada vez mais de diagnósticos rápidos e precisos para manter a competitividade e evitar perdas sanitárias.

Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM/IBGE), o país encerrou 2024 com 238,2 milhões de cabeças de gado, número superior à população humana e apenas 0,2% abaixo do recorde histórico de 2023. A região Centro-Oeste segue como principal polo produtivo, com Mato Grosso liderando o ranking nacional.

Em um setor altamente regulado, a detecção rápida de agentes infecciosos — muitos deles zoonóticos — é essencial não apenas para proteger o rebanho, mas também para garantir o acesso a mercados premium e sustentar o status de liderança mundial nas exportações de carne bovina.

Nesse contexto, a Bioclin, empresa brasileira de diagnóstico, tem se destacado pela ampliação de seu portfólio de soluções voltadas à saúde animal, com foco em tecnologias de alta precisão.

Diagnóstico precoce é chave para prevenir perdas

A detecção de patógenos nas fases iniciais de infecção é um dos diferenciais tecnológicos dos kits desenvolvidos pela Bioclin.

Segundo Camila Eckstein, médica-veterinária e especialista de produtos da Bioclin, a eficácia dos resultados decorre da combinação entre tecnologia molecular avançada e controle industrial rigoroso.

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Os testes baseados em PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) permitem identificar o agente causador da doença diretamente, oferecendo diagnósticos precisos mesmo nas etapas iniciais da infecção.

Entre as doenças de maior impacto econômico na pecuária brasileira está a tristeza parasitária bovina, provocada por agentes como Babesia e Anaplasma. De acordo com Eckstein, trata-se de uma enfermidade especialmente relevante em animais jovens, capaz de gerar grandes prejuízos produtivos.

“Nosso portfólio permite detectar múltiplos patógenos em uma única reação, o que otimiza o exame e acelera a tomada de decisão nas propriedades”, explica a especialista.

A Bioclin também oferece testes voltados a doenças reprodutivas, como brucelose e leptospirose, que estão entre as principais causas de aborto e perdas sanitárias no rebanho.

Tecnologia e Saúde Única: integração entre animal, humano e meio ambiente

O avanço das tecnologias moleculares vem consolidando sua importância dentro dos programas de Saúde Única (One Health) — abordagem que conecta a saúde animal, humana e ambiental.

Eckstein destaca que enfermidades como leptospirose e toxoplasmose possuem potencial de transmissão entre animais e pessoas, exigindo vigilância constante.

As ferramentas de biologia molecular podem ser aplicadas não apenas na bovinocultura, mas também na avicultura e suinocultura, promovendo bem-estar animal, segurança alimentar e proteção à saúde pública.

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Pesquisa e desenvolvimento aceleram resposta a novas ameaças

Com domínio completo sobre a tecnologia empregada em seus kits, a Bioclin mantém capacidade de resposta rápida a novas demandas sanitárias.

A especialista ressalta que o desenvolvimento interno permite criar soluções sob medida com agilidade, atendendo até agentes que representam risco emergente para a pecuária.

“A biologia molecular encurta o tempo de resposta e evita longos ciclos de produção dos testes sorológicos. Essa agilidade é essencial diante de doenças emergentes, como a influenza aviária”, afirma Camila Eckstein.

Novas fronteiras: foco em qualidade e rastreabilidade

Além do diagnóstico direto em animais, a Bioclin avança em soluções voltadas à qualidade e sanidade de subprodutos, como leite e carne — uma exigência cada vez maior de mercados internacionais e blocos importadores com rigorosos padrões de controle.

Esses avanços reforçam o papel estratégico da inovação tecnológica na sustentabilidade da pecuária brasileira, garantindo rastreabilidade, segurança alimentar e confiança nos produtos de origem animal exportados pelo país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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