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Produtor de Goiás transforma sua produção rotacionando tomate industrial e grãos com irrigação por gotejamento

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Leonardo Marçal, proprietário e estudante de agronomia, compartilha sua visão sobre a transição: “Estou cursando agronomia e sou a quarta geração da família na fazenda. Começamos com pivô, mas agora optamos por uma nova forma de irrigação. Descobrimos a Netafim, que nos apresentou o gotejamento subterrâneo. Com essa tecnologia, estamos aproveitando melhor a área, os insumos são injetados diretamente na raiz, e temos um aproveitamento ainda mais eficiente da água, sem nenhum desperdício ou evaporação”, contou.

A altitude favorável da região oferece ótimas condições para o cultivo de culturas nobres, como o tomate industrial. Com um polo de atomatados consolidado na região, a fazenda optou por essa cultura e alcançou um histórico de produção impressionante. Leonardo Marçal explica: “Decidimos fazer duas safras perfeitas, alternando entre o cultivo de milho semente e o tomate industrial. Graças ao gotejamento subterrâneo e à fertirrigação, conseguimos produzir incríveis 120 toneladas por hectare de tomate industrial na última safra”.

Warlen Pires, especialista agronômico da Netafim, detalha como o sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo permite a rotação de culturas: “É perfeitamente viável realizar a rotação de culturas entre o tomate industrial e os grãos com o gotejamento subterrâneo. Na Fazenda Boa Vista do Barreiro, desenvolvemos um projeto específico para atender ambas as culturas, considerando a eficiência e otimização dos recursos disponíveis”.

Ele detalhou que o projeto foi cuidadosamente dimensionado, permitindo o plantio direto das mudas de tomate sobre as linhas de tubos gotejadores. “Utilizamos um sistema de georreferenciamento para garantir a precisão do plantio. No tomate utilizamos um espaçamento de 90 cm e quando chegou o momento de cultivar os grãos, adaptamos o espaçamento para 45 cm entre as linhas e realizamos o plantio nas entrelinhas dos tubos gotejadores”, explicou.

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Ele disse ainda que foi respeitado o sentido de plantio nos tubos para garantir a coerência entre a posição dos tubos e a disposição das culturas. Essa abordagem permite otimizar o uso da área e maximizar a produtividade, minimizando o desperdício de recursos hídricos. Além disso, a integração entre o sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo e a rotação de culturas favorece a saúde do solo, contribuindo para um sistema agrícola mais sustentável e produtivo para os agricultores.

Garantir a qualidade do tomate industrial é essencial, pois atende aos padrões exigidos pela indústria de processamento. Frutos completamente maduros, com coloração intensa e uniforme, sem impurezas, sintomas de pragas, doenças ou danos mecânicos e fisiológicos são considerados de alta qualidade.

Uma das maneiras pelas quais o gotejamento subterrâneo pode auxiliar na melhoria da qualidade dos tomates é a eficiência no uso da água. Em comparação com outros métodos de irrigação, como aspersão ou inundação, ela se sobressai, pois é liberada diretamente no solo próximo às raízes, reduzindo significativamente as perdas por evaporação e escoamento superficial. Isso garante que as plantas recebam a quantidade adequada de água de forma mais precisa, evitando desperdícios e melhorando a absorção de nutrientes. Além disso, é possível controlar com maior precisão a quantidade e o momento em que a água é fornecida às plantas. Isso permite que os agricultores adaptem o suprimento de água com base nas necessidades específicas das plantas em diferentes estágios de crescimento, garantindo um ambiente ideal para o desenvolvimento saudável dos tomates.

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“Ao fornecer água diretamente às raízes, o sistema de gotejamento subterrâneo evita que as folhas das plantas fiquem molhadas, reduzindo a propagação de doenças e infecções fúngicas. Tomates saudáveis e livres de doenças têm maior probabilidade de produzir frutos de melhor qualidade, com maior teor de sólidos solúveis, mais saborosos e visualmente atraentes”, completou Pires.

O especialista ainda relacionou benefícios da fertirrigação também para o tomate industrial:

  • Eficiência na entrega de nutrientes: os nutrientes são aplicados diretamente nas raízes das plantas, garantindo uma absorção eficiente e evitando perdas.
  • Controle nutricional mais preciso: os agricultores podem ajustar os fertilizantes de acordo com as necessidades específicas da cultura em diferentes estágios de crescimento, garantindo uma nutrição personalizada.
  • Uniformidade de nutrição: a combinação da fertirrigação com o sistema de gotejamento subterrâneo garante uma distribuição homogênea dos nutrientes essenciais, resultando em um desenvolvimento mais uniforme e na melhor qualidade dos tomates.

Ao harmonizar o sistema de irrigação com essa estratégia, o grande beneficiado é o produtor, que consegue otimizar os recursos disponíveis e potencializar sua área produtiva, alcançando rentabilidades muito maiores. Essa abordagem impulsiona a agricultura sustentável e eficiente, trazendo benefícios tanto para a fazenda quanto para o meio ambiente.

Fonte: Netafim

Fonte: Portal do Agronegócio

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Proagro muda regras: entenda o que altera no custo e na vistoria

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A partir desta quarta-feira (01.07) o Proagro entra em uma nova fase para a safra 2026/27. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ajustes nas taxas que o produtor paga para acessar o seguro público. A mudança, segundo o Banco Central (BC), deve baratear o custo médio do seguro para boa parte dos beneficiários, pois as alíquotas agora serão calculadas com base no risco real de cada lavoura e região, e não mais de forma generalizada.

O BC explica que desde 2024, o programa vem passando por uma “limpeza” nas suas regras de enquadramento. Como o seguro ficou mais preciso e o controle sobre quem realmente precisa da ajuda aumentou, a inadimplência e o risco sistêmico do programa caíram. Essa economia foi repassada para o custo da alíquota. Em resumo: quanto melhor monitorada e menos arriscada for a operação (considerando a cultura e a tecnologia aplicada), menor tende a ser o valor que o produtor pagará para se proteger.

Além de mexer no bolso, a nova norma aperta o cerco contra fraudes, o que dá mais segurança jurídica para quem realmente sofreu perdas. A principal mudança está na “prova de vida” da lavoura.

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A partir de agora, não basta mais o aviso de perda. Para garantir a indenização, o produtor precisará utilizar fotografias georreferenciadas nas vistorias. Isso significa que o aplicativo ou o sistema de vistoria deverá capturar fotos que contenham os metadados de localização e data, provando matematicamente que o registro foi feito dentro da área atingida pelo clima ou praga, eliminando qualquer margem para questionamentos técnicos.

Outro ponto que exige atenção do produtor: em casos de perdas de alta gravidade, a regra foi endurecida. Se a lavoura foi parcialmente atingida, mas ainda houve colheita, o que foi produzido será obrigatoriamente descontado do valor da indenização. A intenção, segundo o BC, é evitar que o seguro seja usado como fonte de lucro, garantindo que ele cumpra sua função essencial: cobrir o custo de produção quando a safra é comprometida por eventos fora do controle do agricultor.

O Proagro é voltado ao pequeno e médio produtor rural, sendo um seguro público que garante o pagamento dos financiamentos de custeio agrícola quando a lavoura é atingida por fenômenos naturais (como seca, excesso de chuva ou geada), pragas ou doenças de difícil controle. Com o ajuste, o objetivo do governo é tornar o programa autossustentável, evitando que o Tesouro Nacional precise arcar com rombos que, no passado, encareciam o seguro para todos.

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Fonte: Pensar Agro

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