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Programa da JBS transforma 26 milhões de litros de óleo de cozinha usados em biodiesel

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Com o intuito de promover a educação ambiental e incentivar a economia circular, um programa Óleo Amigo, criado pela Biopower, empresa da JBS produtora de biodiesel, cresceu quase 15% em 2023, com a coleta de 4,5 milhões de litros de óleo de cozinha. Em cerca de oito anos de existência do programa, já foram coletados mais de 26 milhões de litros de óleo, que foram transformados em biocombustível. Com a iniciativa, mais de 650 bilhões de litros de água foram preservados, o equivalente a 260 mil piscinas olímpicas.

A área de Novos Negócios da JBS – em que está a Biopower – tem como premissa promover a economia circular. “Acreditamos que é cada vez mais necessário deixar para trás o modelo tradicional de extrair, produzir, comprar e descartar o produto. Para se ter uma ideia, apenas um litro de óleo de cozinha é capaz de contaminar 25 mil litros de água, de acordo com a Sabesp. Por isso adotamos um modelo de reintrodução dos resíduos como matéria-prima em cadeias produtivas para a obtenção de energia com alto valor agregado.”, afirma Alexandre Pereira, diretor comercial da Biopower.

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O programa Óleo Amigo atualmente tem atividades centralizadas em Lins, interior de São Paulo, e em Curitiba, capital do Paraná, mas alcança um total 87 municípios nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, com o potencial de promover uma conscientização ambiental para mais de 10 milhões de pessoas nessas regiões. O programa, que conta com o apoio das prefeituras locais em Lins e Curitiba, contribui para que o óleo usado não seja descartado de maneira incorreta, como em pias ou no solo, por exemplo. Em vez disso, se torne uma das matérias-primas para a obtenção de biodiesel. Ao todo, mais de 550 estabelecimentos comerciais já forneceram óleo para a iniciativa.

As coletas são feitas de forma agendada, com caminhões e carros da empresa, em bares, restaurantes, escolas e outros locais geradores de óleo. O produto recolhido passa por análises, acompanhadas de auditores, nas quais é verificado se o óleo atende os parâmetros de acidez, impureza e umidade para a produção de biodiesel.

Educação ambiental

Além das empresas que apoiam o programa, 51 escolas e instituições sociais participam ativamente de atividades para promover a conscientização e destinação correta entre seus frequentadores. Cada recolhimento de produto nesses espaços resulta em benfeitorias e livros para as instituições sociais e escolas.

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O Óleo Amigo considera que, por meio da educação, é possível provocar novos hábitos e atitudes sustentáveis, que, posteriormente, serão mantidas pelas novas gerações. Desde o início, o programa alcançou diretamente mais de 30 mil estudantes, que se tornam porta-vozes da conscientização ambiental.

“Ensinamos as pessoas de maneira lúdica sobre quanto o programa pode beneficiar o meio ambiente e a sociedade. Por exemplo, utilizamos aquários para demonstrar como o óleo forma uma camada por cima da água que bloqueia a passagem do oxigênio, prejudicando todo o ecossistema”, conta Pereira.

Dentro do conceito de economia circular, a JBS aproveita 99% de cada bovino processado pela Companhia. Em aves e suínos, esse percentual é de 94%. Dos resíduos do processo produtivo do boi, além do biodiesel, são obtidos couro para revestimento de móveis, vestuário e acessórios, peptídeos de colágeno e gelatinas, além da fabricação de sabonetes e muitos outros produtos.

Fonte: JBS

Fonte: Portal do Agronegócio

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México e Filipinas elevam projeções de importação de arroz e ampliam dependência global do cereal em 2026/27, aponta USDA

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O mercado internacional de arroz deve seguir aquecido na temporada 2026/2027, segundo relatório Gain Report do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). México e Filipinas aparecem como os principais destaques do balanço, com aumento das importações e crescimento moderado da produção, mas ainda insuficiente para atender a demanda interna.

O cenário reforça a dependência desses países do mercado externo e pode sustentar a movimentação das cotações do cereal no comércio global.

México eleva importações e mantém produção limitada de arroz

O México deve ampliar suas compras externas de arroz beneficiado na temporada 2026/2027. A projeção do USDA indica importações de 830 mil toneladas, acima das 800 mil toneladas estimadas para o ciclo anterior.

A produção doméstica, embora em leve crescimento, segue limitada. A expectativa é de 192 mil toneladas de arroz beneficiado, ante 184 mil toneladas em 2025/2026. A área plantada também deve avançar, passando de 39 mil para 41 mil hectares.

No consumo interno, a tendência é de alta moderada, com demanda estimada em 1,01 milhão de toneladas, reforçando a necessidade estrutural de importação para equilíbrio do abastecimento.

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Filipinas ampliam compras externas diante de consumo elevado

Nas Filipinas, o cenário também é de expansão da demanda e aumento das importações. O país asiático deve produzir 12,30 milhões de toneladas de arroz beneficiado em 2026/2027, ligeiramente acima do ciclo anterior.

Em arroz em casca, a produção estimada é de 19,524 milhões de toneladas, com área plantada reduzida para 4,65 milhões de hectares, frente a 4,7 milhões no ciclo anterior.

Apesar da produção elevada, o consumo interno continua pressionando o balanço. A demanda está estimada em 17,65 milhões de toneladas, o que mantém a necessidade de importações em forte alta: 5,2 milhões de toneladas, contra 4,4 milhões no ciclo anterior.

Mercado global de arroz acompanha impacto nos preços e bolsas internacionais

O avanço das importações de México e Filipinas ocorre em um momento de atenção dos mercados globais para o comportamento das commodities agrícolas e dos ativos financeiros.

Nas bolsas internacionais, o pregão desta sexta-feira opera com variações moderadas, refletindo cautela dos investidores diante de dados de oferta agrícola, expectativa de demanda asiática e movimentos do dólar. O mercado de grãos também acompanha ajustes técnicos, enquanto o petróleo e outras commodities apresentam desempenho misto.

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No Brasil, o Ibovespa tende a acompanhar o cenário externo com volatilidade contida, enquanto o dólar mantém influência direta sobre os preços das commodities agrícolas, especialmente aquelas com forte participação no comércio internacional.

Conjuntura indica suporte ao mercado global do arroz

O conjunto dos dados do USDA reforça um cenário de demanda firme por arroz no mercado internacional, com crescimento das importações em grandes consumidores e produção doméstica ainda insuficiente para autossuficiência.

A tendência é de manutenção da dependência externa e possível sustentação dos preços internacionais do cereal, especialmente em momentos de maior instabilidade cambial e financeira global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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