AGRONEGÓCIO
Brasil precisa investir urgentemente em armazenamento de grãos
Publicado em
7 de janeiro de 2024por
Da Redaçãopor Isan Rezende
Presidente do Instituto do Agronegócio (IA)
Isan Rezende, Presidente do Instituto do Agronegócio (IA)
Diz o ditado que “feio é roubar e não poder carregar”, mas produzir e não ter onde guardar, também é um problema feio…
O ano de 2023 foi de recordes na colheita de grãos no Brasil, a produção brasileira de grãos deverá atingir 316,7 milhões de toneladas na safra 2023/2024, 1,5% ou 4,7 milhões de toneladas abaixo do obtido em 2022/23, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Esse saldo positivo, além de contribuir significativamente para equilibrar nossas exportações, também tem influência direta no controle da inflação.
A notícia animadora sobre a safra recorde abrange diversos setores do agronegócio, impulsionada pela maior produção prevista para culturas-chave, como a soja (com crescimento de 19,1%), milho primeira safra (com 16,8%), algodão herbáceo em caroço (2%), sorgo (5,7%) e feijão primeira safra (4,9%). É relevante notar que a soja e o milho primeira safra também apresentam um aumento na área colhida, de 1,2% e 0,9%, respectivamente.
No entanto, mesmo com este cenário otimista no campo, deparamo-nos com um desafio urgente: a infraestrutura de armazenagem. Apesar de um pequeno aumento na capacidade de armazenamento agrícola, alcançando 201,4 milhões de toneladas no primeiro semestre do ano passado, o crescimento de 4,8% em relação ao semestre anterior é insuficiente diante das necessidades reais do setor. A questão do armazenamento de grãos (ao lado do transporte) impacta diretamente na cadeia logística do país dentro do setor agropecuário.
A infraestrutura de armazenagem é um gargalo para o desenvolvimento do agronegócio. Atualmente, os produtores enfrentam dificuldades, já que não têm capacidade para estocar suas colheitas. Essa falta de armazenamento obriga a comercialização imediata dos produtos, muitas vezes a preços muito aquém da realidade, estabelecidos pelo mercado, o que impacta negativamente na competitividade do negócio.
Os silos desempenham um papel essencial no equilíbrio do mercado, permitindo que os grãos colhidos na safra sejam vendidos durante a entressafra. Essa prática é fundamental, especialmente para os produtores que buscam investir em práticas sustentáveis, como a redução de insumos químicos e a recuperação da saúde do solo, tal como é feito nas fazendas da BMG Agro.
O Brasil precisa, urgentemente, de investimentos substanciais em armazenagem. Um silo de concreto armado ou aço, com capacidade para armazenar 60 mil sacas, custa entre R$ 7 milhões a R$ 8 milhões, um custo inacessível para a maioria dos produtores.
Os dados de 2021/2022 indicavam que os estados do Rio Grande do Sul e Mato Grosso, por exemplo, possuíam as melhores estruturas de armazenagem, com o RS apresentando o maior número de estabelecimentos (2.183), enquanto o MT liderava com a maior capacidade de estocagem (46,9 milhões de toneladas).
É imperativo, portanto, que o governo federal incentive, invista e promova melhorias na infraestrutura de armazenagem, com taxas de juros mais baixas, isenção de impostos, liberação de recursos para projetos etc.
Embora o BNDES ofereça linhas exclusivas para a montagem de silos com taxas diferenciadas, isso tem sido insuficiente para atender a uma massa maior de produtores.
Enquanto nos tornamos referência no mercado agrícola mundial, alcançando o primeiro lugar na produção de soja e o segundo na produção de milho, a falta de infraestrutura de armazenagem representa um desafio considerável.
Países como os Estados Unidos, nosso principal concorrente, possuem uma capacidade de armazenamento muito superior à nossa. Portanto, é fundamental que o setor do agronegócio e o governo trabalhem em conjunto para superar essa questão, visando um mercado agrícola mais competitivo, saudável e rentável para todos os envolvidos.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Café robusta cresce no Brasil, dobra produção em 9 anos e reduz distância para o arábica
Published
10 minutos agoon
30 de abril de 2026By
Da Redação
Produção de robusta deve chegar a 22,1 milhões de sacas em 2026, enquanto arábica segue liderança com 44,1 milhões; cenário indica diversificação e reconfiguração da cafeicultura brasileira.
Café robusta deixa de ser coadjuvante e avança na produção nacional
O café robusta, também conhecido como conilon ou canéfora, vem ganhando protagonismo na cafeicultura brasileira e ampliando sua participação na produção nacional.
Em nove anos, a produção praticamente dobrou: passou de 10,4 milhões de sacas em 2016 para 20,8 milhões de sacas no ano passado, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa recorde histórico da variedade.
Para 2026, a expectativa é de novo crescimento, com projeção de 22,1 milhões de sacas, alta de 6,4% em relação ao ano anterior e possibilidade de novo recorde.
Arábica mantém liderança, mas crescimento do robusta muda equilíbrio do setor
Apesar da expansão do robusta, o café arábica segue como principal variedade produzida no país.
Em 2024, a produção foi de 35,7 milhões de sacas, abaixo das 43 milhões registradas em 2016. Para 2026, a Conab projeta recuperação, com 44,1 milhões de sacas.
Segundo o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion, o cenário não representa substituição entre as variedades, mas sim uma mudança estrutural na cafeicultura brasileira.
“O robusta não está tomando o lugar do arábica, mas o Brasil vive um movimento de diversificação da cafeicultura nacional”, afirma.
Robusta já responde por mais de um terço da produção brasileira
Na safra mais recente, a produção total de café no Brasil foi de 56,5 milhões de sacas. Desse volume, o robusta respondeu por 37%, participação considerada histórica.
O avanço é explicado por fatores como:
- Alta produtividade por hectare
- Maior resistência ao calor e à seca
- Menor custo de produção
- Crescente demanda industrial
“O arábica continua muito importante, especialmente nas exportações, mas o robusta ganha espaço pela sua estabilidade produtiva”, destaca Centurion.
Produtividade do robusta supera em mais de 100% a do arábica
Os dados de produtividade reforçam a vantagem competitiva do robusta no campo.
- Robusta: 400 mil hectares → 20,8 milhões de sacas (52 sacas/ha)
- Arábica: 1,5 milhão de hectares → 35,7 milhões de sacas (24 sacas/ha)
Ou seja, o robusta apresenta produtividade mais que o dobro da registrada no arábica, com menor área cultivada.
Nova configuração da cafeicultura brasileira
Especialistas avaliam que o crescimento do robusta reflete uma mudança estrutural no setor, com maior foco em eficiência, previsibilidade e redução de riscos climáticos.
Segundo Centurion, o movimento não substitui o arábica, mas amplia a competitividade do Brasil.
“O que estamos vendo é uma reconfiguração da cafeicultura, com o robusta assumindo papel estratégico, sustentado por produtividade e pela demanda global por cafés industriais”, explica.
Expansão do robusta abre novas fronteiras agrícolas
O mapa da produção de café no Brasil também está em transformação.
O arábica se concentra principalmente em:
- Minas Gerais (Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Zona da Mata)
- São Paulo
- Paraná
- Bahia (Chapada Diamantina e Oeste)
- Já o robusta tem forte presença em:
- Espírito Santo (maior produtor nacional)
- Rondônia
- Expansão na Bahia e Mato Grosso
Enquanto o arábica exige clima ameno e altitude, o robusta avança em regiões mais quentes e de menor altitude, abrindo novas fronteiras agrícolas.
Café robusta atende demanda crescente da indústria global
O crescimento do robusta também está ligado ao aumento da demanda por cafés industriais, como:
- Café solúvel
- Cápsulas
- Blends comerciais
Além disso, o robusta possui maior teor de cafeína e perfil mais intenso, sendo amplamente utilizado em formulações industriais e misturas com arábica.
Mudanças no consumo global reforçam importância da variedade
No mercado internacional, o arábica ainda lidera com cerca de dois terços do consumo global, enquanto o robusta representa pouco mais de um terço.
Segundo a Conab, o Brasil exportou cerca de 40 milhões de sacas de café no último ano. Deste total:
- 75% a 80% foram de arábica
- 20% a 25% foram de robusta
Os principais compradores incluem Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão e Bélgica.
Robusta ganha papel estratégico na competitividade do café brasileiro
Além de ampliar a oferta para a indústria, o robusta também contribui para estabilizar preços no mercado interno, especialmente em momentos de alta do arábica.
Com maior produtividade e menor custo, a variedade ajuda a sustentar a cadeia produtiva e manter o café mais acessível ao consumidor final.
“O robusta funciona como elemento de equilíbrio do setor e contribui para a competitividade do café brasileiro”, conclui Centurion.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Bens sem uso são disponibilizados para doação a entidades e órgãos públicos de Cuiabá
Sema orienta cerca de 300 pequenos produtores em Querência sobre como regularizar suas propriedades
‘Justiça em Ação’ leva atendimentos e cidadania à população do distrito de Salto da Alegria
Casal de faccionados é preso em flagrante pela Força Tática por tráfico de drogas
Casal de faccionados é preso em flagrante pela Força Tática por tráfico de drogas
CUIABÁ
MATO GROSSO
Sema orienta cerca de 300 pequenos produtores em Querência sobre como regularizar suas propriedades
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) reuniu nesta terça e quarta-feira (28 e 29.4), no município de Querência,...
Casal de faccionados é preso em flagrante pela Força Tática por tráfico de drogas
Policiais militares da Força Tática do 3º Comando Regional prenderam, nesta quarta-feira (29.4), um casal de faccionados, suspeito por tráfico...
Corpo de Bombeiros localiza corpo de vítima de afogamento em lago em Lucas do Rio Verde
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) resgatou, na manhã desta quinta-feira (30.4), o corpo de uma vítima...
POLÍCIA
Casal de faccionados é preso em flagrante pela Força Tática por tráfico de drogas
Policiais militares da Força Tática do 3º Comando Regional prenderam, nesta quarta-feira (29.4), um casal de faccionados, suspeito por tráfico...
Ação integrada flagra locais com ligações clandestinas de energia elétrica em MT
Três locais funcionando com ligações clandestinas de energia elétrica em diferentes regiões do estado de Mato Grosso, foram flagrados durante...
Polícia Civil incinera 40 quiPolícia Civil incinera 170 quilos de entorpecentes em Rosário Oestelos de entorpecentes em Campinápolis
A Polícia Civil incinerou, na manhã desta quinta-feira (29.4), mais de 170 quilos de entorpecentes apreendidos em ações da Segurança...
FAMOSOS
Poliana Rocha surpreende neta de Leonardo com presente luxuoso: ‘Ela fez 15 aninhos’
A influenciadora Poliana Rocha, de 49 anos, movimentou as redes sociais ao surpreender a jovem Maria Sophia com um presente...
Natália Toscano impressiona ao mostrar antes e depois do corpo nas redes sociais
Natália Toscano, influenciadora digital e esposa do cantor Zé Neto, da dupla com Cristiano, voltou a movimentar as redes sociais...
Paula Fernandes curte férias na Itália e compartilha momento com fãs: ‘Merecido’
A cantora Paula Fernandes, de 41 anos, chamou a atenção dos seguidores nesta quinta-feira (30), ao compartilhar um novo clique...
ESPORTES
Grêmio desperdiça três pênaltis e empata com o Palestino pela Sul-Americana
O Grêmio voltou a campo na noite desta quarta-feira e, apesar de criar boas chances e até balançar as redes...
Flamengo empata com Estudiantes e mantém liderança do Grupo A da Libertadores
O Flamengo voltou a campo pela Copa Libertadores na noite desta quarta‑feira e, após um duelo equilibrado em La Plata,...
Palmeiras empata com Cerro Porteño no Paraguai e perde a liderança no grupo
Em uma partida repleta de alternâncias, bolas na trave, substituições e chances claras de gol, Palmeiras e Cerro Porteño empataram...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Várzea Grande6 dias agoAjuste técnico
-
Sinop6 dias agoPrefeitura de Sinop apresenta potencial econômico e turístico a empresários argentinos durante Norte Show
-
Cuiabá5 dias agoVereadora Dra. Mara conduz audiência pública e cobra transparência no Plano Diretor de Cuiabá
-
Lucas do Rio Verde6 dias agoSecretaria de Saúde realiza mutirão de ecocardiogramas neste sábado (25)




