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Cooperação Brasil-EUA em Fertilizantes Recebe Investimento de US$ 1 Milhão

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Pesquisadores dos Estados Unidos e do Brasil avançam no projeto Fertilize 4 Life (F4L), com um investimento inicial de mais de US$ 1 milhão. A iniciativa conjunta, liderada pelo Labex América do Norte e lançada durante as celebrações dos 50 anos da Embrapa, busca enfrentar desafios globais relacionados à segurança alimentar, impactos climáticos e alternativas aos fertilizantes químicos.

Investimento e Projeção Futura

Em 2024, serão aplicados US$ 1,2 milhão, com parte significativa destinada à Embrapa e demais parceiros. Para o próximo ano, há previsão de um aporte adicional de US$ 600 mil, buscando fortalecer ainda mais a cooperação bilateral e envolvendo empresas privadas do setor de fertilizantes.

Missão e Acordos de Cooperação

Durante visitas técnicas e reuniões realizadas em diversas unidades da Embrapa, os pesquisadores americanos destacaram o alto nível dos trabalhos desenvolvidos no Brasil. Acordos de cooperação científica foram assinados, viabilizando a execução dos projetos previstos.

Futuro da Colaboração

Em setembro, uma missão brasileira irá aos EUA para ampliar a cooperação em temas como descarbonização da agricultura, digitalização, segurança alimentar e saúde única. A iniciativa visa não apenas beneficiar ambos os países, mas também expandir os resultados para outras nações, especialmente na África.

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Objetivos da Iniciativa Fertilize 4 Life

O projeto Fertilize 4 Life, integrado ao Desafio Global de Fertilizantes do Departamento de Estado dos EUA, concentra esforços em pesquisa de precisão, biotecnologia do solo, novos fertilizantes e sistemas integrados para uso eficiente de nutrientes. Envolve 63 gestores e pesquisadores de instituições brasileiras e americanas, promovendo a partilha de tecnologias e protocolos para melhorar a saúde e fertilidade do solo globalmente.

Participantes e Importância Estratégica

Participam instituições renomadas como USDA, UF-IFAS e diversas unidades da Embrapa, refletindo o compromisso mútuo em desenvolver soluções inovadoras para os desafios agrícolas globais. A colaboração entre Brasil e EUA, líderes mundiais na produção de alimentos, é essencial para enfrentar crises e promover a sustentabilidade no setor agrícola.

Essa parceria estratégica não apenas fortalece a pesquisa em fertilizantes, mas também posiciona ambos os países na vanguarda das práticas agrícolas sustentáveis e eficientes globalmente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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