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Fitogênicos ganham espaço na pecuária e surgem como alternativa aos antibióticos promotores de crescimento

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Durante décadas, os antibióticos promotores de crescimento, especialmente os ionóforos, desempenharam papel importante na pecuária de ruminantes ao melhorar a eficiência alimentar e favorecer a saúde digestiva dos animais. No entanto, a crescente preocupação global com a resistência antimicrobiana, aliada às exigências por sistemas de produção mais sustentáveis, tem impulsionado a busca por novas soluções nutricionais para o setor.

Nesse contexto, os fitogênicos vêm ganhando destaque como uma alternativa capaz de manter os índices produtivos ao mesmo tempo em que atende às demandas de mercados cada vez mais rigorosos em relação à segurança alimentar, sustentabilidade e bem-estar animal.

Segundo Luciano Sá, diretor técnico e de negócios da Vetos Brasil, empresa parceira da Agrifirm, mudanças regulatórias internacionais têm acelerado essa transformação.

“A União Europeia já adotou restrições ao uso de antibióticos como promotores de crescimento, influenciando tendências em diversos mercados. No Brasil, essa discussão também avança, e o reconhecimento regulatório das soluções fitogênicas pelo Ministério da Agricultura reforça a importância dessas tecnologias na evolução dos sistemas produtivos”, afirma.

Fitogênicos contribuem para eficiência alimentar e saúde animal

Os fitogênicos são compostos naturais obtidos a partir de plantas, incluindo óleos essenciais, taninos e bioflavonoides. Estudos e experiências de campo indicam que essas substâncias podem auxiliar na modulação da microbiota ruminal, melhorar o aproveitamento dos nutrientes da dieta e favorecer a estabilidade digestiva dos animais.

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Além dos benefícios produtivos, essas tecnologias também atendem a desafios estratégicos da pecuária moderna, como a redução da dependência de determinadas moléculas tradicionalmente utilizadas na produção animal e a adoção de práticas alinhadas às exigências dos mercados internacionais.

Outro diferencial dos fitogênicos está em suas propriedades funcionais. Compostos com ação antioxidante, antimicrobiana e anti-inflamatória podem contribuir para o fortalecimento do sistema imunológico, promover maior bem-estar animal e aumentar a resiliência dos rebanhos diante de desafios sanitários e ambientais.

Formulação e qualidade técnica são determinantes para os resultados

Especialistas destacam que os resultados obtidos com fitogênicos variam de acordo com fatores como origem das matérias-primas, composição molecular, dosagem, tempo de utilização e condições de manejo nutricional e sanitário.

Por isso, a eficiência dessas soluções depende diretamente da qualidade da formulação e do desenvolvimento técnico envolvido em cada produto.

Com o avanço desse mercado, a Agrifirm apresentou o Anavrin, uma solução fitogênica desenvolvida com uma combinação de óleos essenciais, taninos e bioflavonoides, reunindo diferentes compostos bioativos para potencializar seus efeitos na nutrição animal.

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Tecnologia alia produtividade e redução das emissões de metano

De acordo com Mariane Pfeifer, diretora técnica da Agrifirm, os resultados observados com a tecnologia incluem aumento médio de até 1,5 litro de leite por vaca ao dia, melhor eficiência no aproveitamento da proteína da dieta e avanços relacionados à imunidade e ao bem-estar dos animais.

Outro benefício apontado é a contribuição para a sustentabilidade da atividade pecuária. Dados apresentados pela empresa indicam que a solução pode reduzir as emissões de metano entérico em até 16%, reforçando a integração entre produtividade e responsabilidade ambiental.

A combinação entre ganhos zootécnicos, eficiência alimentar e menor impacto ambiental posiciona os fitogênicos como uma das principais tendências da pecuária moderna, atendendo às exigências de consumidores, indústrias e mercados que demandam sistemas de produção cada vez mais sustentáveis e competitivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga 2026 reúne criadores, provas e negócios em Tatuí (SP)

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A cidade de Tatuí, no interior de São Paulo, será palco da 48ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga entre os dias 4 e 12 de julho de 2026. Promovido pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM), o evento é considerado o mais importante do calendário oficial da raça e deve reunir criadores, expositores, treinadores, competidores e investidores de diversas regiões do país.

Reconhecido como uma das principais vitrines da equinocultura nacional, o encontro tem como objetivo valorizar a excelência genética, a funcionalidade e a tradição do Mangalarga, raça que se consolidou como referência entre os cavalos de sela brasileiros.

Programação reúne julgamentos, provas e atividades técnicas

Durante nove dias de programação, os participantes acompanharão uma agenda diversificada, composta por julgamentos de morfologia e andamento, provas funcionais, leilões, demonstrações técnicas e atividades voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do cavalo.

As competições têm início no dia 4 de julho, a partir das 13h, com a realização das Provas Sociais. Na sequência, às 18h, acontece a disputa de Ranch Sorting, modalidade que vem ganhando destaque entre os praticantes de esportes equestres.

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Já no dia 5 de julho, às 8h, será realizado o tradicional Poeirão, considerado uma das atrações mais aguardadas pelos participantes e público presente.

A cerimônia oficial de abertura da 48ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga está programada para o dia 10 de julho, às 12h30, reunindo autoridades, lideranças do setor e representantes da criação nacional.

Evento fortalece mercado e integração do setor equino

Além das avaliações técnicas e das disputas esportivas, a exposição também desempenha papel estratégico para o desenvolvimento da equinocultura brasileira. O encontro proporciona oportunidades de networking, geração de negócios e intercâmbio de conhecimento entre profissionais ligados à criação, treinamento, comercialização e investimento em animais da raça.

De acordo com o presidente da ABCCRM, Fernando Tardioli, a Exposição Nacional vai além das competições e se consolida como um importante ambiente para o fortalecimento do mercado.

Segundo ele, o evento promove a aproximação entre criadores, técnicos, investidores e demais agentes do setor, contribuindo para o crescimento sustentável da raça Mangalarga e para a expansão das oportunidades de negócios relacionadas ao segmento.

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Mangalarga reforça protagonismo na equinocultura brasileira

Considerado uma das mais tradicionais raças equinas do Brasil, o Mangalarga se destaca pela versatilidade, conforto de marcha, resistência e aptidão para diferentes modalidades esportivas e atividades de lazer.

A realização da Exposição Nacional reforça a importância da raça para a equinocultura nacional e evidencia os avanços obtidos pelos programas de seleção genética, manejo e treinamento desenvolvidos pelos criadores brasileiros ao longo das últimas décadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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