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Expansão no setor sucroenergético: etanol de milho cresce 36%, enquanto produção de cana alcança recorde

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Os investimentos realizados pelo setor sucroenergético e as condições climáticas favoráveis, especialmente no primeiro semestre, impulsionaram o aumento da produção de cana-de-açúcar na safra 2023/24. Os números divulgados no terceiro levantamento de safra pela Conab apontam um recorde de 678 milhões de toneladas, representando um crescimento de 11% em relação à safra anterior.

Apesar da redução na área plantada, a safra apresenta um aumento devido ao rendimento médio das lavouras, projetado em 81,1 toneladas por hectare. O Sudeste se destaca, com um volume estimado de produção de 435 milhões de toneladas, um acréscimo de 12% em comparação com a safra anterior.

O mercado externo encontra-se mais favorável para o açúcar, refletindo em uma produção estimada de 46,9 milhões de toneladas, um aumento significativo de 27% em relação à safra passada.

A produção de etanol de cana também registra um aumento de 5,5%, alcançando 28 bilhões de litros, com o Sudeste liderando a produção com 15,7 bilhões de litros.

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No entanto, o grande destaque vai para o etanol de milho, que apresenta um crescimento expressivo de 36%, atingindo 6,1 bilhões de litros nesta safra. Mato Grosso lidera a produção, contribuindo com 4,4 bilhões de litros, e a combinação de milho e cana-de-açúcar resultará em um total de 34 bilhões de litros do combustível.

Esse cenário evidencia não apenas a robustez do setor sucroenergético brasileiro, mas também destaca a ascensão significativa da produção de etanol de milho, especialmente em regiões como Goiás, onde o aumento alcança 55%.

Além disso, a consultoria Stonex alerta para um aperto nos estoques mundiais de açúcar, indicando um equilíbrio na oferta e demanda para a safra 2023/24.

Em meio a essas transformações, a inteligência artificial emerge como uma ferramenta crucial para enfrentar a complexidade do agronegócio, proporcionando melhores planejamentos de produção e eficiência logística. O setor, cada vez mais dependente de fatores como mercado internacional, câmbio e clima, encontra na inteligência artificial um aliado para otimizar suas operações.

Nesse contexto, empresas do setor sucroenergético, como as de sementes, podem se beneficiar ao utilizar a inteligência artificial para tomar decisões mais precisas sobre o momento ideal para disponibilizar produtos em diferentes regiões, conforme destacado por Alexandre Gallotti, da 4intelligence.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifas comerciais, acordos globais e geopolítica redesenham cenário do agronegócio mundial, aponta Rabobank

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O agronegócio global atravessa um período de profundas transformações impulsionadas por tensões geopolíticas, disputas comerciais e mudanças nas relações entre as principais economias do mundo. A avaliação faz parte do relatório AgroInfo 2026, divulgado pelo Rabobank, que analisa os impactos das tarifas, acordos comerciais e dos movimentos macroeconômicos sobre os mercados agrícolas internacionais.

Segundo o banco, o ambiente global segue marcado por elevada volatilidade, exigindo atenção redobrada de produtores, exportadores e agentes da cadeia agroindustrial. Conflitos geopolíticos, mudanças tarifárias e negociações comerciais continuam influenciando diretamente os preços das commodities, os custos logísticos e a competitividade dos países exportadores.

Geopolítica segue influenciando preços agrícolas

De acordo com o Rabobank, a primeira metade de 2026 foi fortemente impactada por eventos geopolíticos que alteraram o comportamento dos mercados globais.

No complexo soja, por exemplo, a expectativa de exportações norte-americanas para a China e os conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã contribuíram para elevar os preços internacionais do petróleo e dos óleos vegetais, influenciando diretamente as cotações da oleaginosa nos mercados internacionais.

O banco destaca que os movimentos geopolíticos passaram a exercer influência significativa sobre as commodities agrícolas, muitas vezes superando temporariamente os fundamentos tradicionais de oferta e demanda.

Comércio internacional passa por reconfiguração

O relatório aponta que as disputas comerciais e os mecanismos de proteção adotados por diferentes países continuam promovendo mudanças nos fluxos globais de comércio.

Na carne bovina, por exemplo, o preenchimento das cotas de exportação destinadas à China poderá reduzir significativamente os embarques brasileiros no terceiro trimestre de 2026, apesar da manutenção de uma demanda robusta por parte dos Estados Unidos.

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O Rabobank ressalta que a elevada concentração das exportações brasileiras em poucos mercados aumenta a vulnerabilidade do setor a alterações regulatórias, tarifárias ou sanitárias.

Além disso, medidas relacionadas ao uso de antimicrobianos em sistemas produtivos e exigências sanitárias internacionais também passaram a integrar o conjunto de fatores que influenciam o comércio global de proteínas animais.

Competitividade brasileira enfrenta desafios cambiais e logísticos

Embora o Brasil mantenha posição de destaque como fornecedor global de alimentos, o relatório alerta para fatores que podem limitar a competitividade de algumas cadeias produtivas.

No mercado de milho, a valorização do real frente ao dólar, somada à forte concorrência de exportadores como Estados Unidos e Argentina, tende a reduzir o ritmo dos embarques brasileiros ao longo de 2026.

Outro ponto de atenção é o aumento dos custos logísticos. Segundo o banco, a elevação dos fretes rodoviários observada no primeiro semestre do ano pode pressionar a rentabilidade dos produtores e impactar a comercialização de diversas commodities agrícolas.

El Niño entra no radar dos mercados globais

Além das questões comerciais, o Rabobank destaca a crescente preocupação com os possíveis efeitos climáticos do fenômeno El Niño.

O evento climático pode influenciar a produção agrícola em importantes regiões produtoras da América do Sul, afetando culturas como soja, milho, laranja e até mesmo atividades pecuárias.

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A combinação entre riscos climáticos e incertezas geopolíticas aumenta a volatilidade dos mercados e reforça a necessidade de estratégias de gestão de risco por parte dos produtores.

Brasil mantém protagonismo em diversas cadeias do agro

Apesar dos desafios, o relatório destaca o forte desempenho do agronegócio brasileiro em diversos segmentos.

Na soja, o país caminha para uma safra recorde estimada em 182 milhões de toneladas, sustentada por condições climáticas favoráveis e crescimento da demanda global.

No algodão, o Brasil consolida sua posição como um dos principais exportadores mundiais, impulsionado por elevados volumes de produção e embarques recordes.

Já no mercado de carne bovina, as exportações seguem renovando recordes de receita e volume, mesmo diante das incertezas relacionadas às cotas internacionais e às exigências sanitárias dos principais compradores.

Cenário exige planejamento e adaptação

Para o Rabobank, o ambiente global continuará exigindo elevado grau de adaptação das cadeias produtivas.

A combinação de tarifas, acordos comerciais, disputas geopolíticas, custos logísticos, câmbio e eventos climáticos deve permanecer no centro das decisões estratégicas do agronegócio nos próximos meses.

Nesse contexto, produtores, cooperativas, tradings e indústrias precisarão acompanhar de perto as transformações do mercado internacional para preservar competitividade e aproveitar oportunidades em um cenário cada vez mais dinâmico e desafiador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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