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Mercado de café retoma ganhos após realização de lucros

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Após um dia de fortes recuos nas bolsas internacionais devido a um movimento de realização de lucros, o mercado do café retomou a tendência de alta na manhã desta quarta-feira (12).

De acordo com informações do portal Bloomberg, a recuperação dos preços está impulsionada por preocupações relacionadas à escassez global da commodity e à qualidade da colheita da safra 2025/26.

Por volta das 9h (horário de Brasília), os contratos futuros do café arábica registravam ganhos expressivos. O vencimento para março/25 subia 1.065 pontos, cotado a 424,10 cents/lbp. O contrato para maio/25 apresentava alta de 1.070 pontos, negociado a 415,10 cents/lbp. O julho/25 era cotado a 402,60 cents/lbp, com avanço de 1.045 pontos, enquanto o setembro/25 registrava alta de 1.055 pontos, precificado a 392,60 cents/lbp.

No mercado do café robusta, os contratos também apresentavam valorização. O contrato para março/25 subia US$ 67, sendo negociado a US$ 5.720 por tonelada. O vencimento para maio/25 aumentava US$ 52, para US$ 5.715 por tonelada. O contrato de julho/25 registrava alta de US$ 54, cotado a US$ 5.665 por tonelada, e o de setembro/25 subia US$ 65, precificado a US$ 5.603 por tonelada.

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Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) alertam para as previsões climáticas de fevereiro, que indicam chuvas abaixo da média histórica e temperaturas acima do esperado. Esse cenário preocupa os cafeicultores, pois este período é essencial para o desenvolvimento final da safra. Apesar do otimismo gerado pelas chuvas recentes, as condições climáticas dos próximos meses serão determinantes para garantir a qualidade do café da temporada 2025/26.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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