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Receitas de crédito de carbono podem gerar cerca de R$ 504,43 bilhões ao Brasil até 2030

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O país tem potencial para suprir até 37,5% da demanda global do mercado voluntário de crédito de carbono e até 22% da demanda do mercado regulado pela ONU (Organização das Nações Unidas). No entanto, ainda há um caminho longo para que possamos aproveitar todas as oportunidades, uma vez que o Brasil não tem uma regulamentação própria.

A Mata Nativa BR, consultoria ambiental fundada em 1997, reforça a importância de uma análise minuciosa ao avaliar a aptidão de uma área rural no Brasil para o desenvolvimento de projetos de crédito de carbono. Em um mundo que enfrenta desafios ambientais e sociais crescentes, a necessidade de tomar medidas proativas para mitigar as mudanças climáticas nunca foi tão premente.

A criação de projetos de crédito de carbono vai muito além da simples neutralização de emissões. É um compromisso com a preservação ambiental e a sustentabilidade, refletindo a visão de renomados líderes em proteção ambiental. Como disse o ambientalista David Attenborough: “Devemos lembrar que não herdamos a terra de nossos ancestrais, mas a tomamos emprestada de nossos filhos”. Neste caminho, “o planeta deve buscar incansavelmente deixar um legado positivo para as futuras gerações”, aponta José Augusto de Sousa Junior, CEO da Mata Nativa BR.

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Ao avaliar a viabilidade de um projeto de crédito de carbono, a Mata Nativa BR considera diversos fatores críticos, incluindo a situação fundiária do imóvel rural, a pressão de desmatamento existente sobre a área, a urbanização, a presença de comunidades tradicionais e as terras indígenas nas proximidades. O objetivo é desenvolver projetos de Crédito de Carbono de excelência, que não apenas combatam as mudanças climáticas, mas também promovam o desenvolvimento sustentável e a manutenção e o desenvolvimento da biodiversidade, em todos os biomas nacionais.

“Estes projetos visam criar uma renda acessória para as propriedades rurais. Transformar a preservação das áreas florestais, que sempre foram vistas como despesa para os proprietários rurais, em uma fonte de renda, fomentando assim o investimento privado em programas sociais regionais”, expõe Sousa Junior.

“A Mata Nativa Br é, por exemplo, a desenvolvedora do Projeto REDD+ Conservação Florestal Tauari, no município de Tarauacá, no Acre. Trata-se de um dos principais exemplos de preservação ambiental privada na América Latina, realizado em parceria com a Fram Capital”, continua.

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Os trabalhos da empresa são impulsionados pela experiência de seu time técnico altamente qualificado. Com anos de expertise em consultoria ambiental e projetos de crédito de carbono, a equipe está preparada para enfrentar os desafios complexos da conservação ambiental, no desenvolvimento social e da mitigação das mudanças climáticas, sempre com um foco claro na preservação ambiental e na sustentabilidade.

Fonte: Aleixo Comunicação e Marketing

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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