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Outubro Rosa: palestra alertas mulheres e homens sobre a importância da prevenção ao câncer de mama 

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Para alertar e orientar as mulheres e homens sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento do ‘câncer de mama’ e colo de útero, o Fórum de Cuiabá promoveu uma palestra para um público de 120 servidores e servidoras. A abertura do evento, que faz parte das ações da campanha do ‘Outubro Rosa’, foi realizada pela gestora-geral da comarca, juíza Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva. 
 
“Todos os anos a gente realiza essa ação, promove essa palestra para explicar as mulheres sobre estar atenta a sua saúde, principalmente aquelas que já completaram 40 anos, essas precisam fazer o exame de mamas todos os anos, pois sabemos que quando diagnosticado de forma precoce, maior é a chance de cura”, declarou a juíza. 
 
Para falar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, os participantes ouviram parte da história de vida da palestrante Gabriela Matiello, fotógrafa, que foi diagnosticada com a doença, aos 40 anos, com o tipo mais agressivo, o triplo negativo, que tem o crescimento do tumor ainda rápido nas mamas.
 
“Minha missão e objetivo é trazer informações, falar do diagnóstico precoce do câncer de mama. Eu fui diagnosticada no ano passado, em 2022, com câncer mais agressivo. Mas eu fui curada, graças ao diagnóstico precoce, procurei tratamento quando senti uma pequena alteração no meu seio. Por isso, a importância de falar do autocuidado, foi devido a isso que consegui ter sucesso no tratamento, e hoje, estou viva, falando da minha história”, disse Gabriela. 
 
A batalha contra o câncer não foi fácil, foram nove meses intensos de tratamento para cura da doença, 15 sessões de quimioterapia. Curada do câncer, Gabriela realizou o sonho de vida com a criação do projeto de ‘Carona com a Vida’, ideia que teve durante o seu tratamento oncológico. 
 
“Com este projeto eu dei um novo sentido na minha vida. Naquele instante eu mesma me questionei: “40 anos, um câncer, qual é o meu propósito diante disso tudo? O que eu posso aprender?”.  Ao invés de lamentar, fiz o oposto, uma união do meu propósito com sonho de vida e comprei um motorhome para venda de produtos”, explicou a fotógrafa. 
 
No motorhome, o comércio móvel da Gabriela tem vários produtos; canecas com imagens de paisagens das imagens que ela fotografou, além de chaveiros, camisetas e lenços coloridos. Com a vendas desses produtos, parte do dinheiro é investido para manutenção do veículo e outra parte é enviada para o Hospital de Câncer de Mato Grosso ajudar outras mulheres em tratamento.
 
O médico mastologista, Luciano Florisbello da Silva, também palestrou sobre o câncer de mama e destacou sobre o cenário e a estimativa de casos da doença que ainda permanece alta. “Nós continuamos com registros altos, temos bastante diagnóstico da doença todos os anos. Nossa estimativa gira em torno de 70 mil novos casos somente no Brasil. 
 
O mastologista explicou que “quando o câncer de mama é diagnosticado no início, maior é a possibilidade de cura”. As mulheres devem ficar atentas e fazer o autoexame das mamas, caso perceba algum nódulo na região dos seios, saída de secreção de mamilo, alteração na anatomia ou nódulos na região das axilas são sinais que a mulher deve procurar um médico para uma avaliação.  Além disso, destacou que “mulheres de 50 a 69 anos devem realizar mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos, o câncer de mama tem cura”. 
 
O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve com alterações genéticas nas células mamárias e que sofrem um crescimento anormal. Se diagnosticado precocemente e tratado corretamente, o prognóstico é positivo e com grandes chances de cura, atingindo mais de 95%.
 
A estagiária de Direito, Bianca Oliveira Fraga, aprovou a iniciativa da direção do Fórum de Cuiabá em promover uma palestra para falar sobre a saúde da mulher, com foco no câncer de mama.  
 
“Falar sobre prevenção de câncer de mama para as mulheres é importante para que todas possam se cuidar e aprender como resolver essa situação, como tratar essa doença. O câncer traz vários transtornos, mas com informação e tratamento podemos vencer e oferecer apoio para quem precisa”, explicou a jovem.
 
Carlos Celestino
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Capacitação reforça etapas para garantir remição da pena pela leitura

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Em uma sala clara, uma pessoa segura uma folha com texto impresso, concentrada na leitura. Sobre a mesa há livros empilhados, entre eles um exemplar antigo com capa ilustrada. O ambiente é organizado e silencioso, típico de espaço de estudo.A pedagoga Adelaide dos Santos Moraes, gerente do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT), conduziu nesta quarta-feira (03) uma palestra voltada às equipes das unidades penais de Mato Grosso sobre a implementação correta do Projeto Remição pela Leitura. A atividade integra a capacitação “Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena”, realizada de forma virtual por meio da plataforma Teams.

A formação é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do TJMT (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação (Coeja/Seduc-MT) e do NESP/Sejus-MT. A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF/TJMT e coordenador do Eixo Práticas Educativas, Pierro de Faria Mendes.

Durante a palestra, Adelaide foi direta ao destacar quem deve ser o centro do projeto. “A unidade prisional é a protagonista. Não só o gestor, não só a equipe de educação, mas todos os atores que atuam ali dentro”, afirmou. Segundo ela, sem o engajamento da equipe operacional das unidades, não é possível movimentar os custodiados para participar das ações educativas.

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Nota Técnica 72 como guia

A gerente reforçou que a Nota Técnica nº 72 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em vigor desde 2021, deve ser referência obrigatória para todos os envolvidos na iniciativa. “Ela tem que ser cartilha. Ela dá o fluxo, passo a passo, para a nossa atuação, de modo a evitar falhas nas etapas que possam prejudicar o direito à remição”, explicou Adelaide.

O projeto é sustentado por um conjunto normativo que inclui a Constituição Federal, a Lei de Execução Penal, a Resolução CNJ nº 391/2021, a Instrução Normativa nº 01/2023 do GMF/TJMT, a Portaria Conjunta nº 001/2026 Seduc/Sejus e o Plano Pena Justa Nacional e Estadual.

Do empréstimo do livro à homologação

O processo de remição pela leitura segue oito etapas que precisam ser cumpridas rigorosamente: empréstimo do livro, leitura da obra, entrega do relatório, encaminhamento à Comissão de Validação, parecer da Comissão, elaboração da lista de leitores aptos, encaminhamento ao juízo e, por fim, homologação da remição.

Adelaide alertou que falhas em qualquer uma dessas etapas podem gerar devolutivas judiciais e prejudicar diretamente o direito do custodiado. “Quando a unidade não atua, a gente tem problemas com acesso, com baixa participação, com falhas documentais e confrontos judiciais”, disse.

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A pedagoga também esclareceu um ponto frequentemente mal interpretado: o relatório de leitura produzido pelo interno não deve ser tratado como prova escolar. “A gente não vai corrigir ortografia nem transformar aquela resenha em algo rígido. Ela é um instrumento de direito do interno”, pontuou.

Outros pontos críticos abordados na capacitação incluem a necessidade de que a Comissão de Validação esteja devidamente formalizada por uma portaria e ativa, que os registros sejam mantidos atualizados e que a documentação esteja completa antes do encaminhamento ao Judiciário. Atualmente, 41 pedagogos cedidos pela Seduc atuam exclusivamente no projeto, um em cada unidade prisional do estado.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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