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Voluntários retiram mais de 52 toneladas de lixo no 10º Mutirão de Limpeza do Ribeirão Arareau

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Mais de 52 toneladas de resíduos foram retiradas do Ribeirão Arareau, em Rondonópolis (a 214,5 quilômetros de Cuiabá), durante o 10º Mutirão de Limpeza do Projeto ‘O Rio é Nosso’, nesse sábado (21 de setembro). A ação, realizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Juizado Volante Ambiental (Juvam) da Comarca de Rondonópolis, também contou com o plantio de 100 árvores nativas às margens do córrego, distribuição de 500 mudas de árvores e um pit-stop educacional na Praça Brasil. Foram dois dias de atividades voltadas para a educação ambiental, iniciadas na sexta-feira (20.09). 
 
Ao todo, mais de 1.700 voluntários saíram do Parque Encontro das Águas e percorreram uma extensão de 7 km do córrego Arareau para retirada de lixos depositados em suas margens. “Nesta edição, dedicamos um longo período de preparação e ver que mais uma vez a comunidade abraçou esse movimento é gratificante. Na primeira edição, conseguimos fazer só a metade do rio e agora estamos com 18 trechos contemplados”, comemorou a juíza Milene Aparecida Pereira Beltramini, do Juizado Especial Volante Ambiental. 
 
Para a magistrada, a retirada de mais de 50 toneladas de lixo do córrego é apenas uma maneira de devolver à cidade um espaço saudável e vivo para a população. “Sempre temos a expectativa de recolher menos, e é o que observamos a cada edição. Porém, por menos que seja, é um resíduo que ainda impacta o rio Arareau, que está muito assoreado e é uma preocupação que afeta as condições do Rio Vermelho, sendo o leito hídrico principal da cidade,” alertou. 
 
Garrafas pets, pneus, colchões e até patins foram recolhidos pelos participantes. Todo material passará por uma triagem e terá uma destinação correta. Conforme a coordenadora da ação, uma parte irá para os ecopontos da cidade e outra será reciclada e reaproveitada. Em 10 anos de edição, já foram retiradas quase 900 toneladas de lixo do Ribeirão Arareau. 
 
Movimentos como esses representam uma retomada de consciência, conforme o secretário do Meio Ambiente, Fabrício Paz. “É um dia em que a população de Rondonópolis contribui efetivamente para manter o rio limpo, o nosso Ribeirão Aarareal, o Rio Vermelho, que são patrimônios da nossa cidade”. O gestor ambiental ressaltou que um dia de ação não resolverá o problema, mas é uma oportunidade para a população se apropriar do patrimônio natural da cidade. “Principalmente, em um período de emergência climática, em que estamos vivenciados uma catástrofe mundial em relação ao clima, em relação às nossas águas, em relação à natureza”. 
 
Voluntária no mutirão, a engenheira ambiental, Lucília Góes destacou que incluir a comunidade na limpeza do córrego traz resultados mais efetivos no processo de educação ambiental. “É importante, nós como comunidade, virmos fazer a diferença na questão ambiental, porque precisamos ter essa responsabilidade de fazer a nossa parte. É a partir desse engajamento que promoveremos uma mudança para uma vida melhor, que se perpetue em todas as gerações”. 
 
Dois dias de ação – O 10º Mutirão de Limpeza iniciou na sexta-feira (20.09) com o plantio de 100 mudas de árvores nativas às margens do Ribeirão Arareau. A atividade foi realizada em parceria com a Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis, que incluiu 25 adolescentes que cumprem medida socioeducativa nos trabalhos de recuperação do córrego.  
 
“É um momento de socialização dos meninos do socioeducativo, para que eles também tenham a oportunidade de presenciar essa reunião pelo bem”, destacou a juíza da Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis, Maria das Graças Gomes. 
 
O Projeto ‘O Rio é Nosso’ contou com a parceria de órgãos públicos de defesa do meio ambiente, Ministério Público Estadual, Secretarias Municipal e Estadual do Meio Ambiente, Polícias Ambiental, Civil, Militar e Penal, Corpo de Bombeiros, Exército Brasileiro 18º GAC e outros departamentos públicos, bem como setores da iniciativa privada, universidades, ONGs, entidades religiosas e população em geral. 
 
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto horizontal mostra um grupo de voluntários retirando lixo e pneus das margens do Ribeirão Arareau. Imagem 2: a juíza  Milene Aparecida está em destaque. Ela é uma mulher de pele clara e cabelos escuros, veste uma blusa preta e está falando com a imprensa. Imagem 3: um grupo de voluntários, vestidos com camisetas verde escura do projeto, acompanham as instruções sobre a retirada dos resíduos do córrego. Imagem 4: uma mulher retira um resíduo de plástico das margens do Ribeirão Arareau. Imagem 5: Duas pessoas seguram uma faixa que diz “preserve o Rio Arareau”, na frente de um semáforo.
 
Priscilla Silva/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT   
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dislexia e TDAH: leitura pode se tornar um desafio e exige olhar inclusivo do poder público

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A dificuldade para ler e compreender textos, que para muitos passa despercebida, pode ser um obstáculo significativo para pessoas com dislexia e TDAH. O tema foi abordado no podcast Prosa Legal, da Rádio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em entrevista com a psicóloga do Departamento de Saúde, Gisele Ramos de Castilho Teixeira. Durante a conversa, ela destacou os desafios enfrentados por esse público e reforçou o papel do setor público na construção de uma comunicação mais inclusiva.

Logo no início da entrevista, a psicóloga explicou que a leitura pode gerar cansaço e dificultar a compreensão. “A principal dificuldade é a fadiga e a impulsividade. Quando a pessoa com dislexia lê, muitas vezes ela tenta adivinhar o que está lendo. Ela tem dificuldade de decodificar a letra, troca ‘p’ por ‘b’, por exemplo. Isso traz muitas consequências cognitivas, tanto para a criança quanto para o adulto”, afirmou.

Papel do setor público

Ao falar sobre inclusão, Gisele Teixeira foi direta em destacar a responsabilidade das instituições públicas. Para ela, é o setor público quem deve criar políticas que garantam o acesso e o pertencimento dessas pessoas na sociedade.

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“Quem faz as políticas é o setor público. Então, é preciso ter esse olhar afetivo, esse olhar diferenciado. É isso que vai fazer com que a pessoa com alguma deficiência consiga se incluir, consiga, por exemplo, pesquisar um processo no site do Tribunal de Justiça”, disse.

A psicóloga ressaltou que essas ações são fundamentais para que essas pessoas se sintam parte da sociedade e tenham seus direitos garantidos, especialmente no acesso à informação.

Acesso e ferramentas

Durante a entrevista na Rádio TJMT, também foi destacada a importância de pensar em formas de facilitar o acesso à leitura e à informação. Segundo ela, pessoas com dislexia e TDAH podem perder o foco com textos longos e ter dificuldade de manter a atenção.

“O TDAH é a questão da atenção. Muitas vezes, a pessoa começa a ler um texto grande e perde o foco. Já na dislexia, ela não consegue ver a palavra como quem não tem essa dificuldade vê. Ela começa a trocar letras, a adivinhar”, explicou.

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Orientação e busca por ajuda

Ao final da conversa, Gisele orientou que o primeiro passo é se conhecer e buscar ajuda especializada. Ela destacou a importância de dividir a leitura em partes menores e respeitar os próprios limites.

“Se a pessoa pega um texto muito grande, muitas vezes ela não tem foco. Então, é importante trabalhar por partes e se conhecer no dia a dia. E, principalmente, aceitar essa condição para buscar ajuda”, orientou.

A psicóloga também lembrou que esse apoio pode envolver diferentes profissionais. “É uma busca com fonoaudiólogo, com psicopedagogo, com terapia. Muitas vezes até com medicamentos. Essa rede de apoio é importante para cada um desses casos”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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