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Tribunal de Justiça de Mato Grosso conquista Selo Linguagem Simples do CNJ

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) conquistou, pela segunda vez consecutiva, o Selo Linguagem Simples, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aos tribunais que se alinham ao Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples. O anúncio foi feito pelo gabinete da conselheira Daiane Nogueira de Lira, responsável pela avaliação.

O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, classifica a linguagem simples como um avanço para a democracia e a inclusão e pontua que o Judiciário estadual está empenhado em utilizá-la em todas as áreas. “Já adotamos essa prática com projetos como o Manual de Linguagem Simples e capacitações que formaram centenas de pessoas. Temos trabalhado para tornar as decisões judiciais e a comunicação do Tribunal com a sociedade mais compreensível a todos. A linguagem simples, além de aproximar o Estado do cidadão, garante transparência de suas ações, por isso, é tão importante”, afirma.

Nesta segunda edição do Selo Linguagem Simples, 17 tribunais estaduais alcançaram o patamar suficiente para obter o selo. O TJMT obteve a nota 261 cumprindo todos os cinco eixos de avaliação.

É sempre gratificante saber que nossas ações têm reconhecimento pelo CNJ. Porém, o laboratório de inovação somente é meio. É o engajamento de todos que torna possível simplificar a linguagem para o cidadão que usa nossos serviços. Estamos muito felizes”, comemora a juíza coordenadora do InovaJusMT, Joseane Quinto Antunes.

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Esta é a segunda vez consecutiva que o Poder Judiciário de Mato Grosso é condecorado com o Selo Linguagem Simples. No ano passado, quando o Selo foi lançado, o TJMT foi reconhecido pelos sete projetos que apresentou. Neste ano, uma nova metodologia de avaliação foi adotada, com a pontuação por cinco eixos: simplificação da linguagem dos documentos; brevidade nas comunicações; educação, conscientização e capacitação; tecnologia da informação e articulação interinstitucional e social.

Na prática, foram adotadas medidas como o manual de linguagem simples e direito visual, o protocolo de Cerimonial em linguagem simples, oficinas de linguagem simples, adoção de linguagem simples nos sistemas de consulta processual (por meio de um agente de inteligência artificial construído pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação) e reformulação da Carta de Serviços do Poder Judiciário de Mato Grosso e sua disponibilização nos canais digitais do Governo do Estado.

Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples – Para estimular os tribunais a otimizarem o uso da linguagem simples, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instituiu, por meio da Portaria nº 191 de 16 de junho de 2025, o Selo Linguagem Simples, cuja finalidade é reconhecer e incentivar, em todos os segmentos da Justiça (tribunais superiores, militares, federais, eleitorais, trabalhistas e estaduais) e em todos os graus de jurisdição, o uso de linguagem direta e compreensível a todos os cidadãos na produção das decisões judiciais e na comunicação geral com a sociedade.

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Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

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Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

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No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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