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Projeto Ouvidoria Cidadã tem início em Primavera do Leste com diálogos com Prefeitura, OAB e Fórum

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A Ouvidoria do Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou o projeto Ouvidoria Cidadã, nesta segunda-feira (25 de agosto), com visitas institucionais à Prefeitura de Primavera do Leste (230 km de Cuiabá), à 22ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil e ao Fórum da Comarca, no intuito de aproximar o Judiciário estadual da sociedade e das partes diretamente interessadas nos seus serviços, divulgando as competências, fluxos e canais de contato para participação social. De janeiro a julho deste ano, a Ouvidoria do Poder Judiciário recebeu mais de 6 mil manifestações.

Nas visitas institucionais, o ouvidor do Judiciário estadual, desembargador Rodrigo Curvo; o juiz auxiliar da Ouvidoria, Bruno D’Oliveira Marques; e a diretora da Ouvidoria do TJMT, Larissa Shimoya; fizeram a apresentação da Ouvidoria, colocando o Judiciário à disposição para o recebimento de manifestações, firmar parcerias, trocar experiências e boas práticas, bem como intermediar o relacionamento do Poder Judiciário com a população.

Ainda foi ressaltado nas apresentações que todas as demandas que chegam à Ouvidoria são tratadas por uma equipe preparada para dar solução aos casos, tratando as informações de forma estratégica, com o objetivo de aprimorar a atuação judiciária. Outro ponto destacado é que a Ouvidoria também é competente para atender demandas relativas ao foro extrajudicial, ou seja, aos cartórios.

Na prefeitura de Primavera do Leste, o prefeito Sérgio Machnic parabenizou o desembargador Rodrigo Curvo pela iniciativa, destacando a importância do Poder Público estar próximo das pessoas para ouvir suas demandas e buscar melhorias no atendimento.

“Eu fico muito orgulhoso de receber o desembargador Rodrigo Curvo aqui. Ele veio passar para a nossa equipe o trabalho que está fazendo no interior do estado. Isso é muito importante! Levar a Ouvidoria para os municípios, mostrando aos prefeitos como ela funciona. É fantástico porque o cidadão que precisa quer ser ouvido por alguém”, afirma o prefeito.

Na 22ª Subseção da OAB em Primavera do Leste, que conta com 650 inscritos ativos, a equipe da Ouvidoria foi recebida pela presidente, Ethiene Brandão, e toda diretoria da subseção. Eles puderam apresentar demandas da advocacia local aos representantes do Judiciário estadual e estreitar a relação institucional.

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“No mês da advocacia, recebemos aqui um presente, que é o projeto Ouvidoria Cidadã, com a presença do nosso ouvidor do TJ e seus auxiliares. Hoje nós temos a certeza de que a Ouvidoria do Poder Judiciário vem cumprindo o seu papel, especificamente na interiorização. Nós estamos a 220 km da capital e receber a Ouvidoria na nossa casa demonstra que o Judiciário está com as portas abertas para receber as demandas da advocacia para que nós entreguemos uma prestação jurisdicional efetiva à nossa comunidade”, ressalta.

A última parada da Ouvidoria Cidadã em Primavera do Leste foi o Fórum da comarca, onde todos os magistrados e servidores participaram da apresentação feita pelo desembargador Rodrigo Curvo e pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques.

“É muito importante para a comarca de Primavera do Leste receber a Ouvidoria do Poder Judiciário porque eles trouxeram aqui todos os canais de comunicação da Ouvidoria, os seus objetivos, dentre eles, o principal que é estabelecer um canal aberto ao cidadão para reclamações, elogios, sugestões, enfim, realmente ser uma voz ativa do cidadão, do usuário do serviço do Poder Judiciário. Os servidores e os magistrados ouviram as orientações da Ouvidoria e a comarca de Primavera se sente muito honrada em estar sendo a primeira contemplada neste grande projeto e está pronta para a colaboração”, afirma o juiz diretor do Fórum, Alexandre Pampado.

A gestora judiciária do Juizado Especial de Primavera do Leste, Divanei Pereira da Silva Miranda, afirma que em 39 anos de atuação no Poder Judiciário, já respondeu a várias demandas encaminhadas pela Ouvidoria, mas nunca registrou qualquer tipo de manifestação, pois tinha o entendimento de que o serviço era voltado para o público externo, o que ficou elucidado na visita da Ouvidoria ao fórum.

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“Eu já conheço a Ouvidoria há anos porque a gente sempre é solicitado para responder algumas questões internas da Secretaria, mas a gente nunca teve um contato pessoal, é sempre por WhatsApp, telefone. Eles são muito solícitos com a gente. E hoje eu vi que é uma coisa normal para nós também, para questões internas. Hoje eu percebi que nós servidores também temos esse canal aberto”.

O desembargador Rodrigo Curvo destaca que o projeto Ouvidoria Cidadã irá percorrer diversas comarcas estratégicas no estado e que Primavera do Leste foi a primeira escolhida por sua relevância. “Escolhemos Primavera do Leste pelo seu destaque no cenário econômico, pela quantidade de magistrados que aqui atuam. Então esta é a primeira comarca a receber o projeto Ouvidoria Cidadã para massificar e fortalecer o compromisso do Poder Judiciário em ouvir o cidadão que usa os nossos serviços”.

Conheça os contatos da Ouvidoria do Poder Judiciário de Mato Grosso:

Formulário eletrônico: https://clickjudapp.tjmt.jus.br/ouvidoria

Central de Atendimento: 0800 647 1420

E-mail: [email protected]

Atendimento presencial: De Segunda a Sexta das 12h às 19h – Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Rua C, S/N – C.P.A, Cuiabá – MT – CEP 78049-926

Correspondência Física: Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Rua C, S/N – C.P.A, Cuiabá – MT – CEP 78049-926

Serviço de Atendimento para pessoa surda:

https://outlook.office365.com/owa/calendar/[email protected]/bookings/

Balcão Virtual: De Segunda a Sexta das 12h às 19h – https://tjmt-teams-apps-balcao-virtual.azurefd.net/meeting/OuvidoriaTJMT

Autor: Celly Silva

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Desembargador defende olhar estratégico para o sistema prisional em visita à penitenciária feminina

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Mulher de camiseta preta abre caixa isotérmica azul com alimentos. Ao redor, homens de camisa social observam atentamente. Ambiente interno iluminado, com ar-condicionado ao fundo.“Não se pode fazer segurança pública esquecendo do sistema prisional.” A afirmação do desembargador Orlando Perri marcou a visita técnica realizada nesta quarta-feira (27) à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Ao lado do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) vivenciou presencialmente a realidade enfrentada pelas mulheres privadas de liberdade e destacou a necessidade de tratar o sistema prisional como prioridade nas políticas públicas de segurança.

“Devemos lembrar sempre que as facções criminosas nasceram dentro dos presídios brasileiros, justamente em razão das más condições de vida nesses locais”, completou o magistrado.

A diligência teve caráter instrutório e integra os trabalhos da Mesa Técnica nº 1/2023, criada pelo Tribunal de Contas após discussões conduzidas pelo desembargador Orlando Perri e o TCE-MT para buscar soluções aos problemas relacionados à alimentação no sistema prisional mato-grossense. Recentemente, o escopo da mesa técnica foi ampliado para incluir também a análise dos kits de higiene fornecidos às pessoas privadas de liberdade.

Segundo Orlando Perri, a visita permitiu apresentar ao presidente do TCE a realidade cotidiana do sistema prisional de Mato Grosso, incluindo projetos de ressocialização e os desafios estruturais das unidades. “Foi muito importante essa visita feita pelo conselheiro Sérgio Ricardo para que ele conhecesse um pouco da realidade prisional do nosso sistema”, afirmou.

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Alimentação e fiscalização

Dois homens de camisa branca se debruçam sobre um prato com comida amarelada sobre bandeja metálica. Ao fundo, grupo de pessoas observa a cena em ambiente fechado.O ponto principal acompanhado pela comitiva foi a qualidade da alimentação servida na unidade. Orlando Perri voltou a defender, como opinião pessoal, que a produção das refeições dentro das unidades prisionais poderia garantir melhor qualidade aos alimentos. “Muitas vezes elas começam a ser produzidas às quatro ou cinco horas da manhã, chegam aqui às dez horas e são servidas ao meio-dia. Com isso, perde-se a qualidade da alimentação, que já não é grande coisa”, observou.

O magistrado reconheceu, no entanto, que há posicionamentos favoráveis à manutenção das cozinhas industriais externas por questões de segurança. “Há aqueles que defendem que, por questões de segurança, a alimentação deva ser produzida fora da unidade prisional”, ponderou.

O presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo relembrou reclamações feitas anteriormente pelas detentas em relação à alimentação servida na unidade e destacou que a situação já vinha sendo discutida na mesa técnica formada entre o Tribunal de Contas e o Tribunal de Justiça. “Já fizemos naquela mesa técnica a revisão do valor da refeição, que era muito baixo. Subimos o valor da refeição, o que possibilita hoje um outro nível de alimentação”, explicou.

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Durante a visita, Sérgio Ricardo acompanhou a distribuição do jantar e provou os alimentos servidos às internas. “O arroz não está duro, a carne está boa”, avaliou, embora tenha feito ressalvas ao feijão oferecido na ocasião. “Tem muita gordura aqui no feijão”.

Três homens de camisa social conversam em galpão industrial. Ao fundo, funcionária de macacão verde opera equipamento. Grupo de pessoas aguarda ao lado.O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições para garantir melhorias no sistema prisional. “Eu sempre digo que estamos aqui para ressocializar esse pessoal que está privado de liberdade. E a gente só ressocializa com trabalho e dignidade. Uma das pautas é justamente a alimentação”, afirmou.

A diretora da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, Keily Adriana Marques também avaliou positivamente a integração entre os órgãos durante a visita técnica. “É muito positiva essa cooperação entre as instituições, porque fortalece o nosso objetivo comum e também o dever institucional de promover a garantia dos direitos das pessoas privadas de liberdade”, declarou.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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