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Poder Judiciário de Mato Grosso

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O Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso reformulou o Programa de Formação em Justiça Restaurativa. Agora, os servidores que desejam se tornar facilitadores de círculos de construção de paz passarão por um curso intensivo de 130 horas para serem certificados. A nova capacitação é dividida em sete módulos que contemplam formações práticas, teóricas, estágio e supervisão.
 
Uma nova turma composta por 23 participantes, incluindo servidores do Judiciário e de instituições parceiras, já está seguindo a orientação da nova grade curricular e carga horária. O primeiro módulo foi ministrado por Katiane Boschetti da Silveira, assessora especial da Presidência do TJMT para assuntos de Justiça Restaurativa, e teve o objetivo de sensibilizar os servidores sobre os valores e princípios restaurativos no cotidiano profissional e familiar.
 
“A formação é extremamente vivencial, mas também tem teoria, é um misto da práxis. Por ela ser vivencial nós começamos cuidando do servidor, desenvolvemos a questão da escuta e proporcionamos que eles possam viver a questão da empatia. Na medida em que ele conhece o outro e se coloca no lugar do outro, nós temos o senso de comunidade no Poder Judiciário muito mais fortalecido”, explicou Katiane.
 
A necessidade de reorganização do programa surgiu após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) orientar que as formações de facilitadores de círculo de construção de paz tivessem, no mínimo, 70 horas de duração. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso atendeu a orientação e reformulou o curso, adicionando mais tempo para que o suporte integral e acompanhamento aos participantes fossem desenvolvidos com qualidade. Além disso, o programa ampliou o seu enfoque na formação contínua para o desenvolvimento de habilidades e competências essenciais aos facilitadores.
 
“O NugJur trabalha para que a Justiça Restaurativa vire uma política pública perene onde ela esteja. Por isso, nós estamos nos fortalecendo por meio das formações, termos de cooperações técnicas e, nos municípios, com a criação de leis que faça com que a política permaneça no município independente da gestão e que o programa seja autônomo com o passar do tempo e com as formações realizadas”, disse o gestor geral do NugJur, Rauny Viana.
 
A técnica judiciária lotada no Departamento Administrativo, Teresinha Bombazaro, quer se formar facilitadora e utilizar os conceitos da Justiça Restaurativa para melhorar o ambiente em que vive. “Eu escolhi o Poder Judiciário e hoje eu vejo o Tribunal abrindo essa oportunidade para que a gente siga o caminho do autoconhecimento e melhore nossas relações. Eu quero entregar o meu melhor para a sociedade e sei que ao desenvolver as habilidades restaurativas irei conseguir”, afirmou Teresinha.
 
Sobre o facilitador de círculo de construção de paz – A função do facilitador é guiar os Processos Restaurativos, estabelecendo um ambiente seguro e respeitoso para que os participantes possam compartilhar suas experiências, perspectivas e sentimentos. Atuando imparcialmente e estabelecendo diretrizes claras para a comunicação, também ajuda os participantes a construírem pontes de entendimento, garantindo que os envolvidos tenham a oportunidade de falar sem interrupção ou julgamento. Em outras palavras, o facilitador promove a igualdade de participação, a escuta ativa e a construção de relações mais harmoniosas e empáticas entre os envolvidos.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Servidores sentados em carteiras e olhando para frente, a foto foca em uma servidora que tem cabelos loiros, usa óculos e veste camisa azul e branca listrada, ela anota em um bloco de anotações com uma caneta cor de rosa. Os outros servidores estão desfocados e compõem a cena.
 
Laura Meireles
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Conselheiro do CNJ aponta TJMT como o tribunal mais célere do país

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Print de tela. Mostra o conselheiro do CNJ, Ulisses Rabaneda, durante sessão plenária. Ele usa terno azul e está sentado à mesa de julgamentos. Na tela aparecem o número do ato normativo analisado e a identificação do relator.O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Ulisses Rabaneda afirmou nesta terça-feira (26) que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) é o mais célere do país em Segundo Grau. A declaração foi feita durante a 8ª Sessão Ordinária do CNJ, ao defender proposta que amplia o uso do destaque automático em julgamentos virtuais.

“Importa destacar ainda que na data da extração dos dados, o Tribunal de Justiça que apresentava a menor taxa de congestionamento líquido em Segundo Grau, ou seja, o tribunal mais célere do país, era o do magnífico Estado de Mato Grosso. Tem uma taxa de congestionamento de 15,96% e adota o destaque automático da sessão virtual para julgamento presencial nas hipóteses de sustentação oral”, afirmou.

A declaração ocorreu durante a apresentação da Proposta de Ato Normativo nº 0001661-33.2026.2.00.0000, relatada por Rabaneda. O ato propõe alterações na Resolução 591/2024 para tornar automático o destaque de processos julgados no plenário virtual quando houver pedido de sustentação oral pelas partes.

Segundo o relator, a proposta busca garantir maior participação da advocacia nos julgamentos colegiados, assegurar segurança jurídica e uniformizar procedimentos entre os tribunais brasileiros.

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Durante a exposição, Rabaneda explicou que o CNJ requisitou informações a todos os tribunais brasileiros sobre os modelos utilizados nos julgamentos virtuais e confrontou os dados com os indicadores do relatório Justiça em Números, de abril de 2026.

“As respostas encaminhadas foram expressivas e abrangentes, permitindo a formação de base de dados consistente e representativa”, afirmou o conselheiro.

Conforme os dados apresentados, 57% dos tribunais brasileiros já utilizam o modelo automático nos casos de sustentação oral. Nos tribunais de Justiça, 14 cortes adotam o sistema automático, enquanto 12 mantêm o destaque condicionado à decisão do relator. No Tribunal de Justiça de Minas Gerais coexistem os dois modelos, dependendo do órgão julgador.

De acordo com Rabaneda, os dados demonstram que o modelo automático não compromete a celeridade processual. A taxa média de congestionamento em Segundo Grau nos tribunais que utilizam o destaque automático é de 38,73%, enquanto nos tribunais que condicionam o destaque à decisão do relator o índice chega a 41,11%.

O conselheiro também apresentou levantamento com os 10 tribunais de Justiça com menores taxas de congestionamento líquido em Segundo Grau. De acordo com os dados expostos, seis dessas cortes adotam o destaque automático.

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Ao defender a proposta, Rabaneda afirmou que a sustentação oral é instrumento essencial para participação da defesa na formação do convencimento colegiado e não pode depender de decisão discricionária do relator.

A análise do ato normativo foi suspensa pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O julgamento será retomado na sessão do dia 9 de junho.

A íntegra da sessão pode ser acessada no canal oficial do CNJ no YouTube:

Sessão Ordinária do CNJ de 26 de maio de 2026

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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