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Entre tirolesas e desenhos, crianças aprendem sobre trânsito na Expedição Araguaia-Xingu

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Entre risadas, curiosidade e muita energia, o pátio da escola se transforma em um grande espaço de aprendizado. É assim que a 7ª Expedição Araguaia-Xingu, iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), coordenada pela Justiça Comunitária, vem deixando marcas por onde passa.

Além de atendimentos jurídicos e sociais, a expedição também leva alegria, educação e cidadania para centenas de crianças das comunidades que estão distante dos grandes centros.

Durante a primeira etapa, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) e o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso foram parceiros essenciais nas atividades recreativas. Com brincadeiras, palestras e dinâmicas, os profissionais mostraram que aprender pode, e deve, ser divertido.

Zoraide Barbosa Almeida Ursino, analista do serviço de trânsito, explica que o objetivo é formar cidadãos conscientes desde cedo.

“Nós já estamos há 7 anos no projeto. O Detran, através da Coordenadoria de Ações Educativas de Trânsito, vem realizando palestras para jovens e crianças de uma forma lúdica. Trazendo todos os cuidados necessários para que a gente permaneça nesse trânsito que seja mais seguro e de qualidade social. Porque às vezes, onde eles moram, acham que não tem lei, que não tem norma, e quando a gente orienta desde pequenininho, com certeza não vamos precisar punir os adultos”, descreveu a servidora.

Entre os jogos e as rodas de conversa, o desenho aparece como ferramenta de aprendizado e acolhimento.

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“A gente traz o desenho justamente para acalmar. Também realizamos palestras com professores, de forma formativa e orientativa, mostrando que o trânsito pode ser trabalhado de forma transversal, conectando várias áreas do conhecimento. Mesmo em lugares onde não há semáforos, é importante que as crianças conheçam as regras e saibam o que vão encontrar quando forem para cidades maiores”, completou Zoraide.

E a diversão não para por aí. O soldado Eric Paixão, do Corpo de Bombeiros Militar, foi um dos responsáveis por garantir momentos de emoção, com segurança, para a criançada.

“Nós fomos convocados para a Expedição Araguaia-Xingu para participar com a torre de altura e a tirolesa. Oferecemos esse momento de descontração para as crianças da região. Eles gostam bastante, são curiosos, perguntam como as coisas funcionam e passam várias vezes. É um momento bem descontraído e de conhecimento também”, contou o militar.

Entre uma descida de tirolesa e outra, as crianças descobrem novas formas de enxergar o mundo e de cuidar dele. São experiências que plantam sementes de responsabilidade, respeito e esperança.

Com o sucesso da primeira etapa, a Expedição Araguaia-Xingu se prepara para retomar as atividades em novembro, levando mais atendimentos, conhecimento e cidadania para outras comunidades da região. Cada parada é uma nova oportunidade de transformar realidades e aproximar o Poder Judiciário das pessoas.

Parceiros da 7ª Expedição Araguaia-Xingu

Compõem a lista de parceiros e instituições participantes a Casa Civil, a Proteção e Defesa Civil, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) — nas áreas de Cultura e Esporte —, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do programa Imuniza Mais, e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

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Integram ainda o grupo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), o Programa Verde Novo, a Companhia de Polícia Ambiental de Tangará da Serra, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, o Detran-MT, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Polícia Judiciária Civil (PJC), o Exército Brasileiro e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Somam-se aos parceiros a Defensoria Pública de Mato Grosso, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do TJMT, a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), a Caixa Econômica Federal, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a Receita Federal, a Aprosoja e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A relação de colaboradores contempla também a Energisa, as Prefeituras de Campinápolis e de Bom Jesus do Araguaia, além do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso avança em formação para atuação mais humanizada no sistema penal

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A primeira etapa da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, realizada nos dias 29 e 30 de abril na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), reuniu magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário para discutir caminhos de transformação do sistema penal brasileiro, com foco na redução do encarceramento e na promoção da ressocialização.

A formação foi conduzida pela juíza Laryssa Angélica Copack Muniz, titular da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, que destacou que a superlotação carcerária é um problema estrutural que vai além de Mato Grosso e atinge todo o país.

“A superlotação não é uma realidade apenas de Mato Grosso, ela está presente em todo o Brasil. Trabalhar com unidades operando a 140% ou 150% da capacidade inviabiliza qualquer proposta de ressocialização e acaba adoecendo, inclusive, os profissionais que atuam no sistema prisional”, afirmou.

Reflexão sobre encarceramento e responsabilidade institucional

Durante os dois dias de curso, a magistrada conduziu debates sobre o desencarceramento e o uso de alternativas penais como instrumentos para reduzir a entrada no sistema prisional. Segundo ela, o objetivo central é provocar uma mudança de postura dentro do próprio Judiciário.

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“Precisamos buscar entender por que as pessoas precisam ser presas e quais pessoas realmente devem estar no cárcere. Dar sentido ao trabalho no sistema penal passa exatamente por essa reflexão”, defendeu.

A juíza também chamou a atenção para a responsabilidade dos próprios operadores do Direito na realidade atual do sistema prisional. “É muito simples terceirizar a responsabilidade, mas juízes e juízas têm, sim, participação nesse cenário. Cabe a nós, agora, assumir esse papel e buscar transformar essa realidade”, completou.

Ressocialização exige atuação integrada

Outro ponto central abordado na capacitação foi a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à ressocialização, com atuação conjunta do Judiciário e do Poder Executivo. Para a magistrada, o modelo baseado exclusivamente no castigo não produz resultados efetivos.

“A pena não pode ser vista apenas como castigo. O castigo não gera reflexão, nem mudança. A ressocialização passa por educação, trabalho e oportunidades reais dentro do sistema prisional”, comentou.

Laryssa Muniz ressaltou ainda que o perfil das pessoas privadas de liberdade revela um histórico de vulnerabilidade social, o que exige uma atuação mais sensível e estruturada por parte do Estado.

“Muitas dessas pessoas são vistas pela primeira vez pelo Estado quando são presas. Elas já estão sendo responsabilizadas, mas precisam receber ferramentas para mudar de vida. A única privação admitida pela Constituição é a liberdade — todas as demais violações são inaceitáveis”, disse.

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Formação contínua

A capacitação segue com novos módulos ao longo do mês de maio.

O segundo módulo será realizado entre os dias 11 e 15 de maio, na modalidade EAD, com foco em prevenção à tortura e na saúde mental, também sob responsabilidade da juíza Laryssa Muniz.

Já o terceiro e último módulo ocorrerá no dia 18 de maio, novamente na Esmagis-MT, abordando o tema “Audiência de Custódia”, com condução do juiz Marcos Faleiros da Silva e do servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Leia também:

Pena Justa: capacitação do TJMT reforça papel do Judiciário na reforma do sistema prisional

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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