Mato Grosso

Polícia Civil deflagra operação contra grupo suspeito de aplicar golpe em moradora de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (7.5), a Operação Armadilha Virtual, para cumprir mandados judiciais contra suspeitos de aplicar um golpe em uma moradora de Lucas do Rio Verde e causar a ela um prejuízo de R$ 290 mil.

Os mandados judiciais foram cumpridos contra os investigados no município de Caldas Novas, no Estado de Goiás, por uma equipe da delegacia do município mato-grossense.

A vítima foi alvo do chamado golpe do falso gerente bancário, onde os suspeitos fingem ser gerentes ou funcionários de bancos, usam dados reais da vítima e desviam dinheiro das contas.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico e telemático, quebra de sigilo bancário e indisponibilidade de bens e valores dos suspeitos. O objetivo é preservar provas, rastrear o caminho do dinheiro e identificar outros possíveis envolvidos. As ordens foram decretadas pelo Núcleo de Juiz de Garantias do Polo de Sinop.

Durante o trabalho operacional em Caldas Novas (GO), os policiais civis apreenderam diversos cartões de crédito e dinheiro, entre outros objetos correlacionados.

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Apuração

A investigação teve início após a vítima relatar ter sido induzida, por meio de contatos de WhatsApp, a realizar procedimentos em seu aplicativo bancário.

A Delegacia de Lucas do Rio Verde identificou que os golpistas se passaram por um gerente bancário e um assistente de segurança de uma instituição financeira e convenceram a vítima a realizar transferências bancárias, causando o prejuízo de R$ 290 mil.

Conforme apurado, o valor foi direcionado para uma conta bancária de pessoa jurídica, relacionada a um dos investigados. Também foram identificadas linhas telefônicas utilizadas no golpe, além de possível compartilhamento de aparelho celular, contas digitais e vínculos bancários associados aos suspeitos.

Diante dos indícios reunidos, a Polícia Civil representou judicialmente pela expedição dos mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico e telemático, quebra de sigilo bancário e a indisponibilidade de bens e valores dos envolvidos.

As diligências seguem em andamento para a conclusão do inquérito instaurado pela Delegacia de Lucas do Rio Verde e para o indiciamento dos investigados.

Cuidados

A Polícia Civil de Mato Grosso reforça a importância de que a população redobre a atenção diante de contatos telefônicos ou mensagens que solicitem procedimentos bancários, instalação de aplicativos, transferências ou fornecimento de senhas.

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Em caso de suspeita de golpe, a orientação é interromper imediatamente o contato, procurar diretamente os canais oficiais da instituição financeira e registrar boletim de ocorrência.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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