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Trabalhadores de assentamentos serão atendidos no mutirão eleitoral em São Félix do Araguaia

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Trabalhadores de 11 Projetos de Assentamento e comunidades rurais em São Félix do Araguaia (a 1.061 km de Cuiabá) serão atendidos pela Justiça Eleitoral durante o “Mutirão da Trabalhadora Rural”, evento promovido pela Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Mato Grosso e pela Prefeitura Municipal. O atendimento ocorrerá nas dependências do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de São Félix do Araguaia, na Av. Assaí, s/n, Setor Tia Ireni, nos dias 2 e 3 de outubro, das 8h às 17h.

O foco principal é o cadastramento biométrico, mas outros serviços também serão oferecidos: alistamento (primeiro título), revisão, transferência, mudança de domicílio e emissão de segunda via do título de eleitor, além da emissão de guia de recolhimento para pagamento de multas. A participação em mutirões próprios ou não faz parte da estratégia da campanha Biometria 100%, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT). A meta é alcançar, neste ano, no mínimo 98% de cadastramento biométrico no Estado.

Embora o “Mutirão da Trabalhadora Rural” seja voltado ao público feminino, todos os trabalhadores rurais que procurarem a Justiça Eleitoral serão atendidos. O cartório da 15ª Zona Eleitoral levará para o mutirão toda a estrutura necessária: dois servidores e dois kits biométricos. Cada kit é composto por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e cases para ambientação e transporte dos equipamentos, padronizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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O atendimento será dividido em dois grupos. No dia 2, serão atendidos trabalhadores e trabalhadoras dos PA’s mais distantes da cidade: Dom Pedro, Mãe Maria, Carnaúba, Chapadinha, Azulona, Gameleira e comunidade Serra dos Magalhães. Para esse público, haverá transporte até a sede do Sindicato, viabilizado pela Prefeitura Municipal. Algumas comunidades ficam a até 100 km de distância, por estradas de terra. Já no dia 3, será a vez dos PA’s Zeca da Doca, Tia Irene, Matrinxã, Lago de Pedra e Olaria, comunidades mais próximas da área urbana. Nesse dia não será oferecido transporte.

Para receber atendimento, basta levar documento oficial com foto que pode ser apresentado em versão física ou digital. No mutirão, o eleitor já sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título. “O atendimento é importante porque, principalmente no primeiro dia, devem comparecer pessoas de locais distantes do município, que não têm acesso fácil aos serviços da Justiça Eleitoral. Todo o acesso da região é realizado por estradas não pavimentadas, o que normalmente desmotiva o eleitor a regularizar sua situação”, informa o chefe do cartório.

Panorama Municipal

Segundo informações do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), O cadastramento biométrico em São Félix do Araguaia já alcançou 80,58%, o equivalente a 6.772 pessoas biometrizadas entre os 8.404 aptos a votar. Ainda faltam 1.632 eleitores, correspondentes a 19,4% do total no município. Em nível estadual, a cobertura biométrica está em 89,9%, o que representa 2.274.933 eleitores. Já 255.572 pessoas (10,1%) ainda não realizaram a coleta em Mato Grosso.

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Biometria

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada eleitor vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra pessoa no momento da votação.

No dia da eleição, o eleitor coloca o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica. Além das digitais, o cadastro biométrico atualiza outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes, como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros.

A biometria eleitoral representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança, a confiabilidade e a inclusão no processo de votação. Ela impede duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições.

Jornalista: Anderson Pinho

Crédito da Imagem: Prefeitura de São Félix do Araguaia

#PraTodosVerem – A imagem mostra uma vista aérea da cidade de São Félix do Araguaia às margens do Rio Araguaia, com ruas de terra batida, casas e prédios distribuídos em quadras organizadas. A região é cercada por áreas de floresta densa e apresenta um contraste entre a urbanização e a natureza ao redor, com o rio ocupando a lateral direita da foto.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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