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Mutirão eleitoral reverte cobertura biométrica de 17% para 86% na Aldeia Urubu Branco

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Em apenas três dias de mutirão para cadastramento biométrico, a Justiça Eleitoral conseguiu ampliar em 86,11% o número de indígenas com biometria na Terra Indígena Urubu Branco da etnia Tapirapé, em Confresa (distante a cerca de 1012 km de Cuiabá). Esse foi um dos resultados obtidos durante ação que colheu a biometria de 279 dos 324 eleitores indígenas que estavam sem cadastramento biométrico. O mutirão, que ocorreu num barracão de palha na aldeia, atendeu 319 eleitores indígenas, sendo 26 alistamentos (1º título) e 14 transferências de domicílio.

No local do mutirão funciona a escola estadual da comunidade, que se transformou em cartório eleitoral, entre os dias 14 (quinta-feira e 16 (sábado), no horário das 9h às 12h e das 13h às 17h. O atendimento compõe a estratégia de atuação da campanha Biometria 100%, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE), que visa ampliar a coleta biométrica dos eleitores no estado no ano de 2025 em mínimo 98%.

“O resultado foi um sucesso, a gente ficou muito feliz com a quantidade de atendimentos. Tínhamos a meta de alcançar 100% do eleitorado indígena que estava sem biometria. Não foi possível, mas ainda assim o número é expressivo porque foram mais de 300 atendimentos, uma média de 100 por dia. Todos que buscaram o atendimento da Justiça Eleitoral foram atendidos. Ninguém ficou de fora”, comemorou o chefe do Cartório Eleitoral da 28ª ZE, Silas da Silva Milhomem.

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Antes do mutirão eleitoral na Urubu Branco apenas 71 eleitores indígenas, o equivalente a 17,93%, tinham cadastramento biométrico diante de um eleitorado de 396 pessoas aptas a votar. A Urubu Branco está situada a cerca de 60 km da sede de Confresa cujo acesso é feito pelas rodovias BR-158 e MT-432. Além de indígenas da própria aldeia, o atendimento contemplou indígenas das aldeias Buriti e Sapeva, dentre outras comunidades vizinhas.

O trabalho de recepção, atendimento e orientação teve o envolvimento do juiz eleitoral Caio Almeida Neves Martins, da 28ª Zona Eleitoral, e do procurador Lusmar Soares Filho, da Procuradoria Federal Especializada da Fundação Nacional do Índio (Funai), assim como do coordenador técnico do órgão no município, Genivaldo Tapirapé, que por sua vez ajudou na interlocução junto ao povo Tapirapé. A sede da 28ª Zona Eleitoral é Porto Alegre do Norte – a 26,8 km de Confresa.

O técnico judiciário Willias Ribeiro de Oliveira, que atuou no mutirão, relatou que o trabalho do cacique Elber Tapirapé, de Genivaldo Tapirapé e de outras lideranças foi fundamental no chamamento dos indígenas para a organização no atendimento. Elber, por exemplo, auxiliou na comunicação, fazendo a interlocução para que o atendimento da Justiça Eleitoral ocorresse de forma adequada, traduzindo do tupi-guarani para a língua portuguesa

“Na hora do atendimento, eles ajudavam aqueles que apresentavam uma maior dificuldade de comunicação e isso foi de grande importância para o desempenho da Justiça Eleitoral no mutirão. As lideranças indígenas tiveram uma atuação tão comprometida com o sucesso do evento que elas só fizeram a coleta biométrica depois que todos os outros indígenas já havia feito a biometria, escolheram ficar por último”, explicou.

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Para a Terra Indígena dos Tapirapé, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) levou toda a estrutura necessária para o cadastramento biométrico de eleitores com três servidores, operando kits biométricos. Cada kit é composto por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e cases para ambientação e transporte dos equipamentos. Os itens são padronizados pelo TSE.

A logística teve o apoio da Prefeitura e da Câmara Municipal de Confresa, que contribuíram oferecendo transporte dos servidores e dos equipamentos da sede até a terra indígena. Para o atendimento, bastava apresentar documento oficial com foto e comprovante de endereço.

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem mostra um mutirão de cadastramento biométrico realizado dentro de um barracão de palha, onde servidores da Justiça Eleitoral atendem indígenas em mesas com computadores e equipamentos de coleta digital. Ao fundo, diversos indígenas aguardam sentados, enquanto outras passam pelo atendimento, evidenciando a organização da comunidade para participar do processo.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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